Frases comuns com a palavra porquê

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Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.

É porque estou muito nova ainda e sempre que me tocam ou não me tocam, sinto – refletia.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.

Os dias perfeitos são aqueles em que você se dá conta que não há tempo suficiente, porque você quer viver para sempre.

Não me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo à frente.

Amar o impossível é ter fé que um dia será conquistado. Se não obteve vitórias é porque verdadeiramente não amou, e se por muito tempo espera é porque ainda não chegou o fim.

Refugiei-me na doideira porque a razão não me bastava.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Meus amigos devem ter algum problema, porque gostar de mim é complicado.

Porque, quanto a mim, sinto de vez em quando que sou o personagem de alguém. É incômodo ser dois: eu para mim e eu para os outros.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Porque tinha a coragem mais bonita que se podia ter, tinha coragem de tentar ser feliz.

Não se engane com minha doçura, criança,
porque minha essência arde,
e minha alma queima...

E se Deus permitiu que você caísse algum dia, foi porque Ele iria te ajudar a levantar duas vezes mais forte.

E dói, porque você sabe que não vai ter quem substitua. E você sente falta. E a vontade de chorar vem. E você só pode respirar fundo e segurar as lágrimas, para não perceberem o quanto você é fraca.

A vida longe das privações é lastimável justamente porque nos dá uma perspectiva para julgá-la. Cada vez que lavo as mãos penso nisso. E me absolvo.

Sei o que é o absoluto porque existo e sou relativa. Minha ignorância é realmente a minha esperança: não sei adjetivar. (...) Olhando para o céu, fico tonta de mim mesma.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Divagando sobre tolices.

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Em todas a vezes que eu neguei o que eu sentia, é porque não queria que você soubesse o quanto eu precisava de você aqui, todos os dias.

Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo.

Tu és a matéria plástica de meus versos, querida...
Porque, afinal,
Eu nunca fiz meus versos propriamente a ti:
Eu sempre fiz versos de ti!

A prudência dos cobardes assemelha-se à luz das velas; ilumina mal, porque treme.

Mesmo com tristeza, o que é perfeitamente normal, sinto-me bem porque sei que fiz o que pude, falei o que pensei, mudei quando foi preciso. (E, olha, minhas mudanças foram ótimas e serão permanentes) e fui sincera sempre, em todos os momentos, em cada conversa, em cada mensagem.