ANDRADE, M., Poesias Completas, Vol I, Nova Fronteira
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Poema da purificação
Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.
Uma noite com álcool deixa um clima filosófico, atrevido, e pouco a pouco vai se transformando num punhado de histórias pra ficar matutando em memória.