Rangel Alves da Costa: Poema do sacrifício Trabalhador como...

Poema do sacrifício Trabalhador como ainda sou sem ter que fazer na solidão só faço o que manda a precisão e por isso e mais colho o barro na ribeira procuro ma... Frase de Rangel Alves da Costa.

Poema do sacrifício


Trabalhador como ainda sou
sem ter que fazer na solidão
só faço o que manda a precisão
e por isso e mais
colho o barro na ribeira
procuro madeira na mata
garimpo a pedra disforme
repuxo o couro esticado
recolho o vidro e o bronze
preparo a fornalha e o cinzel
encho a bacia de água
recorto e ponteio pedaços
bato e amasso o inteiro
moldo e faço acabamento
depois coloco na luz do sol
debaixo reflito na lua
depois lavo na água corrente
depois olho e me alegro
depois digo enfim
que tudo na vida é trabalhoso
e não vale mais que doistões.

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Inserida por Rangel-eu