Letra após letra fica o rastro de um... Leonardo Mesquita

Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com
o descarte de palavras que não
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...


(Leonardo Mesquita)