A mente mente A mente mente. E talvez... Carloseduardobalcarse
A mente mente
A mente mente. E talvez uma das mentiras mais perigosas seja aquela que aprendemos a chamar de verdade.
Questionamos os outros, desconfiamos das aparências, contestamos opiniões, mas raramente interrogamos aquilo que pensamos sobre nós mesmos. Criamos certezas a partir de medos, transformamos experiências em sentenças e confundimos interpretações com realidade.
Nem tudo aquilo que pensamos é pensamento. Às vezes é repetição. Condicionamento. Defesa. Medo disfarçado de prudência. Crença vestida de certeza.
Por isso, ter consciência não basta. Podemos estar conscientes de nossos pensamentos e, ainda assim, continuar aprisionados neles.
É preciso discernimento.
Discernir é observar o pensamento sem necessariamente obedecê-lo. É perguntar de onde ele veio, por que permaneceu e, principalmente, se aquilo que pensamos ainda merece ser pensado.
Talvez a maior liberdade não seja poder dizer tudo o que pensamos, mas não precisar acreditar em tudo aquilo que a mente nos diz.
A mente mente.
E o discernimento desmente.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
