Não temo o que ruge. Sou filho do... Táthner Morsa

Não temo o que ruge. Sou filho do silêncio que antecede o trovão. Eu tento apenas enxergar, no escuro, aquilo que me constitui, porque a noite já não me apaga nesse frio imensurável. Não peço abrigo ao mundo, pois sou feito da mesma matéria que o inaugura — sou, portanto, este mundo. Por isso, para mim, eliminar-se em nome da memória é apenas uma forma elegante de dizer que se suicidou.
