Poema sem nome (e sem fim) Mais um dia... Bruna Marquezan Silv

Poema sem nome (e sem fim)


Mais um dia chega e o mundo continua sua rotação comum.
As cores estão lá, do mesmo jeito, em seus devidos lugares.
Sou eu que estou em preto e branco.
Esgotada das coisas lá de fora, amedrontada pelas coisas daqui de dentro.
Tudo é uma questão de sabedoria e de deixar comigo os sentimentos que me afligem.
É isso, vamos viver no mundo da resignação.
Ou melhor, vamos falar as coisas erradas para as pessoas erradas. Pronto.
Essa é a solução do problema.
Ou talvez devêssemos ser mudos.
Mas será mesmo que as palavras ditas machucam mais que as que ficaram por dizer?
É um caso a ser pensado.
Entretanto, deixemos de lado as reflexões mundanas e foquemos no meu ego, objeto principal desde (des)pretencioso texto que nem nome tem. Não quero, caro leitor, lhe aborrecer com minhas considerações metódicas e até mesmo imparciais, frutos de hora e meia de reflexões e perguntas sem respostas.
É apenas que as palavras me conferem um certo entendimento da vida, que clama por ser melhor analisada.
Também não quero reescrever minha história, já que ela tem sido desempenhada com tanto sucesso (digo isso sem medo de errar). Só preciso apontar o lápis.
Um dia eu continuo esse texto.