VENTO, HÁLITO DO INFINITO. Vento sutil,... Marcelo Caetano Monteiro

VENTO, HÁLITO DO INFINITO.


Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.


És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.


Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;


e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.