O problema não é ser insensível, é... Alessandro Teodoro

O problema
não é ser insensível,
é acreditar que todos
ao redortambém
são.
A insensibilidade, por si só, já empobrece as relações humanas.
Ela nos torna menos atentos à dor, às necessidades e às alegrias de quem compartilha o caminho conosco.
Mas existe algo ainda mais perigoso: transformar a própria frieza em uma régua para medir o coração de todos os outros.
Quando alguém acredita que ninguém se importa, passa a agir como se a empatia fosse uma ilusão.
Desconfia dos gestos de bondade, interpreta o silêncio como indiferença e a gentileza como interesse.
Aos poucos, deixa de enxergar pessoas e passa a enxergar apenas intenções ocultas.
O mundo certamente abriga egoísmo, vaidade e indiferença.
No entanto, também está repleto de gente que ajuda sem esperar reconhecimento, que sofre com a dor alheia, que estende a mão quando ninguém está olhando.
Essas pessoas existem, mas se tornam invisíveis para quem já decidiu que todo coração bate no mesmo ritmo da própria insensibilidade.
Projetamos nos outros aquilo que carregamos dentro de nós.
Quem cultiva compaixão costuma perceber mais humanidade ao seu redor.
Quem alimenta apenas o cinismo acaba encontrando razões para confirmá-lo em toda parte.
Talvez a maior demonstração de maturidade seja compreender que as nossas limitações não definem a natureza humana.
O mundo não é um espelho perfeito de quem somos.
E, felizmente, ainda existem pessoas capazes de sentir o que muitos insistem em negar: que a empatia continua sendo uma das forças mais transformadoras da vida.
