O alquimista do cotidiano Não é o raio... Matthews Schmidt

O alquimista do cotidiano




Não é o raio que corta o céu num estrondo,
Nem a cena de cinema com chuva e paixão;
O amor é o silêncio que preenche o fundo,
A nota constante em meio à confusão.

É o café posto à mesa sem ninguém pedir,
O olhar que traduz o que a boca não diz,
A vontade mútua de ver o outro florir,
Sendo, no processo, também mais feliz.

Não vive de heróis, nem de grandes lendas,
Mas de mãos dadas enquanto o tempo corre;
É o laço macio que dispensa as vendas,
O fogo que se cuida para que não morre.

É porto, é partida, é o risco aceito,
De ser imperfeito em um mundo ideal,
E descobrir que, dentro do peito,
O amor só é grande quando é real.