Na verdade profunda, só a verdade... Celso roberto nadilo
Na verdade profunda, só a verdade esmagadora se torna absoluta dentro desta compreensão inata. O homem engana, corrompe e destrói, mas ainda assim é homem. Mesmo devorando o lixo da própria existência, o homem permanece homem dentro de sua natureza. Devasta o mundo e ainda é o político corrupto, mentiroso e manipulador. Faz-se de bom, engana e mata — e é eleito pelo mesmo povo que chora de fome.
A Constituição será resgatada como quem desenterra um tesouro, com ênfase no fato de que os direitos humanos e trabalhistas são o mínimo inegociável para todos. A elite atua de forma apocalíptica e passiva — desde a nova política pangeia de tempos remotos até a ditadura militar, pela qual tantos pagaram com a vida para que a Constituição fosse as asas da liberdade.
No campo das ideias, ainda sangramos. As pessoas não compreendem o preço da liberdade até que ela lhes seja arrancada, lançando-as na escuridão medieval de uma servidão sem direitos humanos, verbais ou existenciais, na qual portarias ambientais e sociais relativizam a própria democracia.
O governo autoritário, negligente e negacionista formula uma ideologia implantada pela extrema-direita: o empobrecimento cultural e estrutural do povo, transformando a vida em fruto do colonialismo. Trazem a polarização e engajam no centralismo da política de cabresto, sustentando um novo sistema aplicável apenas à elite. A geopolítica reconfigura o cidadão, transformando-o em um agente da subversão ou em um objeto de servidão voluntária — novos senhores feudais em uma nova era.
Sem direitos, restam-nos apenas deveres. Tornamo-nos capachos da elite, esperando que do topo caiam algumas migalhas. Quer médico? Procure o curandeiro ou o xamã. Mas não há mais floresta para medicar, restando apenas a cultura dos quintais. As políticas antipoluição foram abolidas e as escolas, fechadas, pois os últimos instruídos foram mortos ou vivem no exílio.
