Eleições de 2026 Ouso afirmar, sem... Miriam Da Costa
Eleições de 2026
Ouso afirmar, sem medo de errar, que há candidaturas que despertam, no mínimo, sérios questionamentos.
Históricos de atuação em cargos públicos, episódios registrados em suas trajetórias pessoais e políticas, condenações, processos, investigações e outros fatos de relevância pública deveriam ser cuidadosamente examinados antes que qualquer eleitor entregue a essas pessoas um voto,
e, consequentemente, uma parcela do poder
de representar a sociedade.
É importante distinguir, porém, investigação de condenação: estar sendo investigado não significa, por si só, ser inelegível.
A legislação eleitoral estabelece requisitos específicos para o registro das candidaturas,
e cabe à Justiça Eleitoral analisar eventuais causas de inelegibilidade.
Mas há uma questão que ultrapassa a mera formalidade jurídica:
ser legalmente autorizado a disputar uma eleição não significa que o eleitor esteja dispensado de investigar, questionar e conhecer a trajetória de quem pretende representá-lo.
A Justiça Eleitoral verifica se a candidatura pode estar na urna.
O eleitor deveria verificar se quer colocá-la lá.
Porque democracia não deveria ser apenas uma vitrine repleta de nomes.
Deveria ser, sobretudo, um exercício coletivo
de consciência.
Fica a pergunta para as eleições de 2026👇
- Quantos eleitores estarão com o córtex pré-frontal consciente e a glândula pineal ativada na hora de apertar o botão de confirmar?
✍@MiriamDaCosta
