Ao cruzar os destroços da antiga... Pedreiro Poeta Rústico, o...
Ao cruzar os destroços da antiga caverna desativada,
o mortal mal teve tempo de empunhar suas antigas ferramentas.
O ar ao seu redor congelou instantaneamente e linhas de luz azul-celeste brotaram do chão,
prendendo seus braços e pernas em uma força invisível e esmagadora.
O sistema de segurança mágica da Ordem do Prisma o interceptou, desarmando o homem e arrastando-o para as profundezas do subsolo,
onde ele foi jogado em uma cela de contenção feita de pura energia.
Preso e impotente,
o mortal viu a silhueta de Emanuel emergir da penumbra.
No entanto,
o olhar do jovem não carregava a simpatia que demonstrara a Íris no café;,
seus olhos brilhavam com uma frieza cósmica,
antiga e implacável.
Ao confrontar seu captor,
o pai acabou descobrindo uma verdade avassaladora: a Ordem do Prisma não era o que parecia, e Emanuel na verdade,
era um enviado do passado,
mandado diretamente pelos deuses superiores.
A linhagem divina nunca aceitará a união profana entre um mero mortal e uma semideusa,
e muito menos a audácia de transformar uma criatura etérea em humana.
O rapto de Aurora e a atração de Íris até o pingente,
faziam parte de um plano milenar para punir aquela heresia e reestabelecer a ordem do universo.
Vocês acharam que uma barreira de silêncio e um casarão velho poderiam esconder o maior insulto já feito aos céus?
Disse Emanuel,
em sua voz ecoava com o peso de eras passadas.
O tempo não apaga as leis divinas.
Suas filhas pertencem ao plano eterno, e o preço pela sua audácia começou a ser cobrado.,
disse Emanuel com os olhos feitos bolas de fogo.
E assim,
trancado no coração da sociedade secreta e transformado em refém,
o mortal percebeu com horror que sua família inteira estava encurralada em uma teia costurada pelos próprios deuses. Insatisfeitos!
