CRÔNICA: Esse é o mundo que temos (... José Evangelista Teixeira
CRÔNICA: Esse é o mundo que temos ( parte II)
Nesse contexto, não divirjo do indivíduo que cria seu próprio mundo, imune de todas essas ilações. Os mais fragilizados vestem os seus casulos, e evitam transcender os limites da bolha, idealizada pela sociedade. Então porque é comum ver debates sobre aquele cidadão que vive num submundo, que não agrega, nem socializa, e ainda por cima, é antipático?
É o famoso julgamento. Resolver o problema do outro é fácil demais. Qualquer obstáculo que não esteja em seu horizonte, é visto como facilmente ultrapassado.
A dificuldade do outro, inexiste. O sofrimento do sujeito que interpreta o enredo apresentado; em suma, normalmente é imensurável. Infinitamente maior.
060526
