Éramos tão ingênuos que... O apanhador de nuvens de...
Éramos tão ingênuos que acreditávamos que algumas pessoas seriam para sempre. Confundíamos promessas com certezas. Achávamos que o mundo fazia sentido. Sorríamos sem desconfiar de nada. Pensávamos que crescer resolveria tudo.
Entregávamos o coração sem manual de instruções e acreditávamos que bastava amar para tudo dar certo. Fazíamos planos como se o amanhã fosse garantido.
Éramos tão ingênuos que não percebíamos a felicidade enquanto ela acontecia. Sonhávamos alto sem medo da queda. Achávamos que a maturidade vinha apenas com a idade.
O tempo passa, mas deixa marcas: um rastro feito de carinho, respeito, confiança e momentos que foram só nossos.
É nas imperfeições da vida que percebemos o quanto somos parecidos, porque nos encontramos nas mesmas dores, nas mesmas lembranças e nas mesmas histórias.
Mais importante do que ter é ser luz. Mesmo nos dias escuros, ser alguém que vale a pena lembrar.
Cultivar pensamentos saudáveis, preservar a essência e continuar acreditando naquilo que nos torna humanos.
Talvez seja justamente isso que nos faça eternamente ingênuos.”
