Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

⁠Só o Estado que insiste em Fingir... Alessandro Teodoro

⁠Só o Estado que insiste em Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres, libera Agressores para empurrá-las para as estatísticas. E nesse teatro de contradi... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Só o Estado
que insiste em
Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres,
libera Agressores
para empurrá-las
para as estatísticas.


E nesse teatro de contradições, a proteção vira discurso, enquanto a realidade segue sendo risco.


Leis são anunciadas como escudos, campanhas surgem como vitrines, e pronunciamentos ecoam promessas que não resistem ao primeiro teste da prática.


Há uma distância bastante cruel entre o que se diz e o que se faz — e é nesse intervalo descarado que a violência encontra espaço para continuar.


Não se trata apenas de falhas isoladas, mas de uma lógica que naturaliza o descaso.


O ciclo se repete: denúncia, indignação, manchetes e caprichoso esquecimento.


Enquanto isso, mulheres seguem sobrevivendo com medo, não apenas da violência em si, mas da possibilidade concreta de que, ao buscar ajuda, encontrarão apenas portas entreabertas, respostas tardias ou decisões que as devolvem ao perigo.


O mais inquietante é perceber que o problema não está na ausência de instrumentos, mas na falta de compromisso real com sua aplicação.


Como se a existência de Políticas Públicas fosse suficiente para acalmar consciências, mesmo quando elas não alcançam quem mais precisa.


Como se proteger fosse mais uma ideia do que uma prática.


No fim, o que se constrói é uma ilusão de cuidado — uma narrativa que tranquiliza quem observa de fora, mas abandona quem vive a urgência.


E talvez a pergunta que reste — sem tropeçar na covardia do Estado para se calar — não seja apenas por que isso acontece, mas até quando aceitaremos que a Aparência de Proteção valha mais do que a proteção em si.