Um fato determinante, inconveniente e... Miriam Da Costa

Um fato determinante, inconveniente e que está óbvio é que tem um certo pacto de silêncio
em torno das relações entre certos escândalos financeiros e alguns setores do universo religioso evangélico no Brasil.


Pouco se discute, por exemplo, sobre as conexões que aparecem em torno do Banco Master, da fraude do INSS com figuras ligadas a igrejas evangélicas e de redes políticas que orbitam esse mesmo círculo.


Antes de se tornar banqueiro, Daniel Vorcaro teve trajetória no meio gospel, chegando a apresentar programas de música gospel voltados ao público evangélico.


Em sua rede familiar e de relações próximas
há também lideranças evangélicas, como sua irmã, que atua como pastora, e o cunhado Pastor Zettel, um de seus aliados mais próximos.


Essas conexões chamam atenção porque se inserem em um ambiente maior onde religião, política e dinheiro frequentemente se cruzam sinistramente.


O próprio Banco Master , todos sabem, é alvo de controvérsias e questionamentos no debate público, o que intensifica a curiosidade sobre as redes de influência ao seu redor.


Nesse mesmo universo aparece a Igreja Batista da Lagoinha, instituição evangélica conhecida nacionalmente, que possui forte presença econômica, política e midiática.


Integrantes ou frequentadores ligados a esse ambiente também transitam em espaços de poder.


Um exemplo frequentemente citado é o deputado federal Nikolas Ferreira (bolsonarista) uma das figuras mais visíveis do campo conservador contemporâneo por meio
das redes sociais.


A questão ganha ainda mais curiosidade quando se observa o altíssimo fluxo de recursos e apoios políticos no país.


Grandes doações eleitorais, relações empresariais e proximidade com lideranças políticas, como Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, frequentemente aparecem no centro das discussões sobre influência e financiamento de campanhas.


Tudo isso levanta uma questão mais ampla e incômoda:
Qual é o limite entre fé, poder político e interesses econômicos?


Quando instituições evangélicas passam a ocupar espaços intensos na política e no mercado financeiro, a expectativa moral que a sociedade deposita nelas entra inevitavelmente em tensão com as práticas e alianças do mundo do poder.


Talvez seja exatamente por isso que o assunto incomoda tanto, porque obriga a olhar para um ponto delicado, que é a distância que às vezes se abre entre o discurso moral das igrejas evangélicas e as engrenagens reais de influência, dinheiro, poder e crimes que orbitam ao seu redor. HIPOCRISIA EM CONSERVA!


NÃO VOTEM EM EVANGÉLICOS!!!


✍©️@MiriamDaCosta