Do que era ao silêncio, o que restou... Kleber Abdul Al-Nasr

Do que era ao silêncio, o que restou foi pó:
teu nome na boca já não tem calor,
o anel, que apertava, agora é só metal,
e o "eu te amo" virou eco no corredor.

Não há vilão, nem cena de drama,
só dois que se cansaram de fingir.
A cama, antes nossa, agora é um túmulo,
onde o amor morreu sem nem pedir.

Eu te solto, como solta o pássaro preso,
não por ódio, mas por falta de ar.

Vai, leva o que foi teu: o riso, o peso,
e deixa comigo o vazio que sobrar.

Adeus não é grito, é suspiro cansado,
um casamento que acabou sem ser amado.