Coleção pessoal de kleber_abdul_al_nasr

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⁠Amo-te, Geilza

Amo-te quando amanhece, quando teu nome é prece no meu peito.
Amo-te quando te penso despida de medos, vestida só de desejo.
Amo-te com as mãos, com a boca, com a alma que se perde em ti.
Amo-te nas palavras que não digo, no silêncio que grita teu nome.

Amo-te no calor da tua pele, no sabor da tua pele, no suor que nos une.
Amo-te nas noites sem sono, quando meu corpo clama pelo teu.
Amo-te nas tardes de espera, nos minutos que arranham a pele,
nos segundos que ardem de vontade de te ter.

Amo-te além da razão, além do pudor, além do que cabe em qualquer verso.
Amo-te na fúria, na ternura, no desejo que é chama e paz ao mesmo tempo.
Amo-te porque és brasa que me queima, água que me acalma,
porto onde descanso, tormenta que me enlouquece.

E mesmo que o mundo me cale, mesmo que o tempo nos prove,
mesmo se tudo faltar — ainda assim, Geilza, amo-te,
amo-te, amo-te…
como se fosse pecado, como se fosse o último sopro,
como se amar-te fosse tudo o que me resta e tudo o que sou.

A Ontologia do verso

Nem sempre um poema nasce de um incêndio na alma;
às vezes, ele brota do silêncio.

Basta sentar…
e permitir que o mundo fale primeiro.

No gesto simples de quem passa,
no vento que insiste em tocar o rosto,

na pausa entre um pensamento e outro,
ali, escondido, já existe verso.

Porque observar
é, no fundo, uma forma delicada de sentir.
E sentir…
sempre encontra um jeito de virar poesia.

Kleber Abdul Al-Nasr

Entre dores e sorrisos é que a gente se constrói.
A dor ensina, molda, faz crescer…
E o sorriso lembra que ainda vale a pena continuar.
No fim, somos isso: resistência com esperança no olha

Entre o longe e o perto, a gente aprende a sentir.
Tem presença que mora na distância,
e ausência que se instala mesmo ao lado.
No fim, não é o espaço que define,
é o que o coração decide guardar.

A confiança pode ser tão forte quanto uma pedra de diamante, ou tão frágil quanto uma taça de cristal…


Todo aquele que a merece não precisa se esforçar para continuar merecendo, pois sua essência já sustenta o que construiu.


Mas, uma vez que se desvia dela, seja por qualquer motivo, não é o tempo que a restaura, e sim a verdade, a constância e a coragem de reconstruir aquilo que foi quebrado.

Na maioria das vezes, o que nos falta não é o pão, mas o alimento para o espírito. Os difíceis existirão, com ou sem Deus, mas é com ELE que aprendemos a ter paz em meio às tempestades
Que possamos refletir sobre aquilo que verdadeiramente nos sustenta, não apenas no corpo, mas, sobretudo, na alma.

À margem do tempo, eu paro e respiro,
e tudo que pesa, aos poucos, retiro.


O que não controlo, deixo fluir,
como pedra na água que aprende a cair.


Entrego ao silêncio o que não sei levar,
e em Deus
descanso, sem mais questionar.


Pois na Sua vontade, encontro abrigo:
o que solto nas mãos, Ele guarda comigo.

Num dia frio,
o mundo pede silêncio.


E entre páginas abertas,
o tempo desacelera.


Lá fora, o vento atravessa ruas,
carrega pressas, distrações,
mas aqui dentro,
tudo encontra um ritmo mais lento,
quase como um segredo bem guardado.


E é nesse instante simples,
entre o frio e o abrigo,
que a vida se revela;
sem esforço:
como uma melodia suave ao fundo,
dessas que a gente nem percebe,
mas sente,
e sabe que é exatamente ali
que mora o sentido.

Eu grito,
não mais para o mundo,
mas para me resgatar de mim mesmo.

Grito tudo o que calei,
tudo o que doeu em silêncio,
tudo o que me fez pequeno dentro de mim.

Deixo a dor sair sem pedir desculpa,
deixo o peito tremer,
deixo a voz falhar…
mas não deixo mais ficar.
Porque esse grito não é só ruptura,
é nascimento.

No meio do caos da minha própria voz,
algo em mim respira de novo.

E pela primeira vez,
eu não me sufoco…
eu me escuto.

Se invado teus pensamentos,
não foi por descuido,foi destino,
porque antes dos teus olhos me verem,
algo em você já me reconheceu no caminho.


Não me idealize…descubra-me,
no tempo certo, sem pressa ou razão,
pois há encontros que começam na mente
antes mesmo de acontecerem no coração.


E se for para ficar… que seja assim:
leve como teu sorriso,
inevitável como esse querer sem fim.

Talvez a minha maior certeza seja a de que Deus me conhece por inteiro, até nas partes que eu ainda estou tentando entender.
E mesmo assim… permanece.

Sem tradução
Não sou fácil.
Sou profundo demais pra quem só sabe olhar a superfície.
Em mim, ou você mergulha…
ou se perde antes de chegar.
Se quiser, posso criar variações com um tom mais sedutor, mais filosófico ou até mais enigmático.

Soneto da Viagem Insólita


Parti sem mapa algum, sem direção,
levando apenas sonhos na bagagem;
o vento foi meu guia na paisagem
e o tempo, companheiro da canção.


Cruzei desertos feitos de ilusão,
subi montanhas feitas de coragem;
aprendi que a vida, em sua passagem,
é ponte entre o medo e a superação.


No estranho descobri o que eu buscava:
um mundo que em silêncio me ensinava
que o rumo nasce dentro do viajante.


E assim segui, sem pressa e sem destino,
pois cada passo, mesmo repentino,
faz do caminho o mestre mais constante.

Há uma coragem silenciosa em quem decide exercer o direito de ser feia.
Feia aos olhos de quem mede a beleza com régua curta,
feia para os padrões apressados que querem moldar todos os rostos.
Mas há uma poesia rara nessa escolha:
a de existir sem pedir licença,
de caminhar sem carregar o peso de agradar.
Porque, no fundo, a verdadeira beleza
é essa ousadia tranquila de simplesmente ser.

O equilíbrio não pode ser apenas um objetivo, mas sim um caminho. Pois é dele que os nossos dias são feitos e as nossas aspirações são traçadas...

Talvez eu esteja no time dos últimos paladinos desse mundo que um dia acreditou que princípios não eram um peso, mas uma bússola.

Sei que a sua atmosfera guarda
mistérios que o olhar não alcança,
silêncios que só o sentir decifra.


Há em você um céu próprio,
onde o tempo desacelera
e a alma encontra repouso.

A chegada pode encantar, mas é na saída que o caráter aparece.
Quem tem nobreza parte com respeito.
Quem carrega maldade precisa ferir ao ir embora.
No fim, a última impressão não revela quem a pessoa queria parecer,
revela quem ela realmente é.

Viver é decisão diária. Ou a gente se perde no que não soma, ou assume o controle do próprio destino.

Não foi apenas uma escolha,
foi um chamado silencioso
que nasceu no coração.


Educar é mais que ensinar palavras,
é acender luz em pensamentos,
é tocar almas com cuidado.


Entre livros, sonhos e perguntas,
aprendi que a verdadeira vocação
é acreditar todos os dias
que uma mente despertada
também pode transformar um coração.