Sabe, me pediram para dizer quem sou... Eli Odara Theodoro

Sabe, me pediram para dizer quem sou eu… Oxe, não adianta olhar, tem que sentir…

Sou casa acesa no meio da memória,
janela aberta para o futuro.
Carrego nos olhos a profundidade
de quem escuta os mais velhos
e, ainda assim, ri com a leveza
de quem sabe brincar com o vento.

Meus cabelos são como raízes que dançam,
guardam histórias,
sustentam mundos invisíveis
e florescem pensamento.

Entre livros, mapas e símbolos,
eu costuro os saberes com delicadeza firmeza e
mãos de cuidado,
postura de quem não se curva ao esquecimento.

Sou mulher-território.
palavra que vira ponte.
presença que ensina sem impor.
Em mim, a ancestralidade respira.
E o amanhã aprende
a nascer com dignidade. Sou Eli Odara Theodoro