Pobres não "quebram o país"... Demétrio Pereira Sena
Pobres não "quebram o país"
Demétrio Sena - Magé
As elites empresarial e política sempre acharam terrível qualquer projeto que humanize o trabalho e favoreça o trabalhador. Esse discurso de que o país vai quebrar, se o trabalhador tiver um dia mais para viver, é o mesmo de quando a escravidão estava prestes a ser abolida. Foi difícil, porque a escravidão era (é) um vício de quem escravizava (e escraviza), mas o país está aqui. Inteiro. Nada mudou e nunca mudará para o rico. Ele continua rico. Mas o rico detesta que algo mude para melhor, na vida dos que o enriquecem.
Pense nisso, e deixe o seu voto pensar também, nas próximas eleições. Políticos lactentes dos empresários não querem largar as tetas, e os empresários, querem sempre deixar a conta para quem mais sofre. Trabalhador não quebra o país. Aposentado não quebra o país. Estudante que recebe incentivo não quebra o país. Muito menos, pobre que recebe auxílio gás, bolsa família, e consegue obter uma moradia pelo Minha Casa Minha Vida.
Sempre quebrará o país, a concentração de renda, bens e direitos. Quase tudo nas mãos de alguns, e o pouco restante jogado avanço entre milhões de menos favorecidos e pessoas abaixo da linha da pobreza. Também quebra o país, quem vota em políticos da direita, que só trabalham por eles mesmos, seus principais assessores, os empresários, fazendeiros do agronegócio, banqueiros e outros donos do país.
O que realmente quebra o país são os empresários e fazendeiros que patrocinam campanhas políticas. O público que perdoa a sonegação de impostos dos milionários e só criam criam leis a favor deles. Quebram o país, os bancos que praticam golpes contra os pequenos correntistas e poupadores. Os super salários dos servidores de primeiro escalão e os pendiricalhos que furam tetos salariais astronômicos. São os desvios de verbas e obras superfaturadas.
Quebram o país, os vales paletó, auxílios para viagens de avião, auxílios combustível, cabides de empregos com supersalários para cabos eleitorais, familiares e amigos de políticos. Tantos outros benefícios e privilégios nos meios político-partidárias, que nem consigo enumerar. Quebram o país, as associações criminosas entre poderosos e o poder paralelo. Os impostos não pagos por igrejas e outras entidades que exploram a fé pública. Quem quebra o país são aqueles que sempre grita que somos nós que o quebramos.
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Respeite autorias. É lei
