Eu fui o que pude, eu dei o que tinha.... Jorgeane Borges
Eu fui o que pude,
eu dei o que tinha.
Se eu estava em pedaços,
como poderia ser inteira?
Não se entrega plenitude quando se está aprendendo a sobreviver.
Não se oferece abundância quando se vive de restos de si.
Ainda assim, eu fui.
Ainda assim, eu dei.
E talvez a pergunta nunca tenha sido sobre inteireza,
mas sobre verdade.
Porque há uma dignidade imensa em oferecer o que se tem,
mesmo quando o que se tem são fragmentos.
E quem não soube reconhecer isso
talvez nunca tenha entendido o que é amar alguém
em reconstrução.
