O engajamento político de Revolesia do... Bruno Michel Ferraz Margoni

O engajamento político de Revolesia do autor Michel F.M., atua como a semente que floresce na trilogia Flores do Pântano (2025-2026), composta por Encontro de Pulsações, Arquitetura da Expectativa, Anatomia do Impulso, seguida de Sujeitos Insubordinados e Coleção de Gravetos.

Veja como essa evolução se consolida:

A Síntese do "Pântano": Se em Revolesia a crítica era um ataque direto, na trilogia o autor utiliza a metáfora do "pântano" para descrever a estrutura social degradada. O engajamento político aqui não é apenas retórico, mas estético: a poesia é a "flor" que prova que a beleza e a resistência podem (e devem) nascer da lama da opressão.

Insubordinação como Método:

O livro Sujeitos Insubordinados é o ápice dessa transição. O autor deixa de clamar por uma revolução externa para focar na insubordinação da alma. Ele argumenta que o ato político mais radical é manter-se humano e autêntico em um sistema que tenta mecanizar o indivíduo.

Humanismo Radical:

A política na trilogia é baseada no afeto. Em Encontro de Pulsações, Michel F.M. sugere que a verdadeira mudança social começa na escuta do "coração humano". A revolução deixa de ser apenas uma luta por poder e passa a ser uma luta pela recuperação da sensibilidade.

Em resumo, o autor migra de uma "poesia de combate" (Revolesia) para uma "poesia de existência resistente" (Flores do Pântano), onde o ato de existir com plenitude é a maior forma de protesto.