A obra "Coleção de... Bruno Michel Ferraz Margoni
A obra "Coleção de Gravetos", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni), é uma das publicações mais emblemáticas do autor em 2026, consolidando seu estilo na literatura contemporânea brasileira voltada à subjetividade e ao existencialismo.
Abaixo, os pontos centrais para a análise da obra:
1. A Metáfora do Título
O título é uma metáfora poderosa para a memória e a fragilidade humana. Assim como alguém que caminha e recolhe gravetos caídos para construir algo ou acender uma chama, o autor reúne fragmentos de experiências, pensamentos e observações cotidianas. Cada poema ou texto funciona como um "graveto" — algo aparentemente simples e descartável, mas que, quando agrupado, ganha estrutura e significado.
2. Temas e Eixos Centrais
Beleza no Grotesco: Michel F.M. frequentemente explora a ideia de encontrar valor naquilo que é considerado "feio" ou comum pela sociedade.
Introspecção e Solidão: A obra possui um tom confessional. O autor dedica o livro "àqueles que se perdem em suas páginas", sugerindo que a leitura é um processo de descaminho e redescoberta pessoal.
O Sagrado e o Profano: Há uma tensão constante entre a espiritualidade fluida e a crueza da realidade material.
3. Estilo e Linguagem
Poética Desconstruída: O autor evita métricas rígidas, preferindo um ritmo que mimetiza o fluxo de consciência. Em 2026, sua escrita é reconhecida por ser "viva", priorizando a pulsação emocional sobre a técnica acadêmica.
Simplicidade Profunda: A linguagem é acessível, mas carregada de camadas filosóficas, refletindo sua formação em áreas como Saúde Pública e Neuroeducação, que trazem um olhar atento ao comportamento humano.
4. Contexto na Obra do Autor
Diferente de seus livros mais voltados à resistência social (como Sujeitos Insubordinados), "Coleção de Gravetos" é mais contemplativo. Enquanto outras obras da trilogia Flores do Pântano focam no embate com o mundo, esta parece focar no embate (ou encontro) do indivíduo consigo mesmo.
Resumo da Análise
"Coleção de Gravetos" é um exercício de curadoria da alma. Michel F.M. convida o leitor a valorizar as pequenas ruínas do dia a dia, transformando o ato de ler em uma caminhada silenciosa por uma floresta interna. É uma obra essencial para quem busca uma literatura que não oferece respostas prontas, mas sim companhia na incerteza.
A obra pode ser encontrada e adquirida em plataformas como o Clube de Autores.
