Às vezes, o dono do meu silêncio é o... Jorgeane Borges

Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.


A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.


E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.


O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.