KAMORRA NÃO É CAMORRA ITALIANA Kamorra... Marcos Kamorra (Filosofia...
KAMORRA NÃO É CAMORRA ITALIANA
Kamorra não é a máfia italiana.
A associação automática entre os dois nomes é fruto de ignorância histórica, repetição preguiçosa e condicionamento cultural — não de verdade.
A chamada “Camorra” italiana foi um fenômeno local, datado e circunstancial, restrito a um contexto específico da Itália do século XIX e XX. Não é uma entidade universal, não é um conceito eterno e, sobretudo, não é dona da palavra. Hoje, essa estrutura sequer existe como força real organizada; o que resta é um rótulo mantido artificialmente por livros, filmes e algoritmos.
Kamorra, por outro lado, não nasce do crime, mas do princípio.
Não nasce da desordem, mas da responsabilidade.
Não nasce da covardia coletiva, mas da postura individual.
Kamorra é identidade, não organização.
É filosofia de vida, não grupo clandestino.
É código moral, não rede criminosa.
O nome Kamorra não carrega armas pro mau, carrega valores.
Não se sustenta pelo medo, mas pela disciplina.
Não vive de extorsão, mas de trabalho, fé e lealdade.
Quem insiste em confundir Kamorra com a máfia italiana não está fazendo uma crítica — está apenas revelando limitação intelectual e dependência de rótulos prontos. É mais fácil repetir o que já foi dito do que pensar por conta própria.
Toda palavra pode ser ressignificada quando há conduta por trás dela.
E Kamorra não se define pelo que um nome já foi um dia, mas pelo que é vivido todos os dias.
Kamorra é ordem.
Kamorra é responsabilidade.
Kamorra é fé, família, caráter e liberdade.
O resto é eco de um passado que já morreu.
Marcos Kamorra
(Filosofia Kamorrista)
