Maria Lu T S Nishimura: Literatice Em se tratando da coruja...

Literatice

Em se tratando da coruja
Retratei-me no argumento.
O literato insigne me corrija,
Se necessário, faça relato!

Coruja da minha literatice
Que pra muitos é chatice
Está coisa de obra literária
Á ser sebo de ordem etária,

Tem o "que" de displicência
Mas, na atual circunstância
Não quero fazer relevância!

Ative-me visionária futurista
Sem contudo perder a vista!
Não retalhe um ser de aprumo,

II

Em todo fazer, há conquista!
Senão há que ser taciturno,
Sem imaginação, só infortúnio,
Do tipo que se torna um basta!

Do basta, basta a tramela
Que fecha porta e janela!
É preciso ter a coragem
Até para ser pó de aragem!

Sou ainda tão pequenina
Lá do resgate da minha fé
Não que o meu eu menina

Seja coisa de saudosismo,
Ou outro do nervo do seu pé!
Lanço cá o amplamismo!

III

No mundo de homem boné
Todo feito e coisa de mané
Ficam sonhando com efeito
Da cirurgia dentro do peito!

Do tipo que gosta de engano,
Que vive entrando pelo cano
Nadando no contra da maré!
Andar pra frente e não de ré,

Significa enfrentar o absurdo
E colocar vista no que anseia
Pois, afinal no tudo do mundo

Tem espaço pra tudo que creia!
Creia em Deus e em ti também
Coloque na trilha o seu trem!

IV

Porque se há dizeres assim:
- Se não escolhes, outro fará!
Pois então, não escolha o será
Escolha ser o sim do mocassim,

Ao invés de chinelo de corda!
Apesar de que a crise assusta
Mas, não desista da sua luta
Que tudo há encanto! Acorda!

E daí, que se tem idade na nuca?
Velho (a), novo (a), não importa!
O que importa é ter muita cuca!

Isso cá com os botões que tenho
Deveria evitar álguma resposta,
Contudo, só no riso me contenho!

V

Visto que, o riso é algo displicente
Prefiro a precaução do silenciamento
Onde ordeno o meu pensamento
Na forma, deveras, a mim atraente!

Não quero discutir conduta
Cada um tem sua menuta
Na chave da consciência
Mas, há sempre uma advertência:

- Sabedoria!
Daí a fazer consultoria
Verificada alguma obra,
Há que dispor-se como cobra?

Nem sempre há, que ser um ás!
Faças o que te realizas e gostas
Afinal, sejas um visionário (a) da paz!