Arcise Câmara: Terapia Barata Pensando no amor......

Terapia Barata

Pensando no amor...
Resolvi expurgar alguns pensamentos bobos sobre amor, casamento, união, querer que o outro seja como você idealizou, a segurança do casamento, os foras e tudo que tive que passar e experimentar desde os meus 12 anos, data do meu primeiro beijo traumatizante. Não que eu não tenha amado antes, sim! sim! amor platônicos e fraternais.
É lamentável analisar que meu carrão tem mais tempo comigo do que qualquer romance, amoreco, casamento. Que juras de amor eterno, não passaram de uns outonos e que até que a morte nos separe virou sinônimo de até nunca mais nessa vida!
Eu realmente desejo o melhor para eles, eles me fizeram conhecer a mim mesma, me fizeram entender que o amor, sozinho, não tem forças para manter uma relação feliz. E que é muito dolorido ralar o coração, principalmente quando se gosta.
Eu sempre gostei de homens sorrisos, aqueles de sorriso fácil e largo, espirituoso, feliz, bem-humorado, com sorriso bonito, dentes alinhados, brancos. Também gosto de homens populares, expressivos, conversadores, animados, brincalhões. Bonitos e Gostosos (ao menos para mim que sou míope de carteirinha).
Mas no amor, pelo menos até agora, sempre tomei decisões infantis, muito levada pelo coração, pela emoção, pelos sonhos. O mais interessante disso tudo é meu oitavo sentido, meu aguçado sentido para perceber quando as coisas não estão bem, para pressentir encontros com ex-namorada e eu me sentindo uma pessoa horrível, indigna de ser amada em sua totalidade.
Arrumei várias desculpas fundamentadas para deixá-los, mesmo em alguns casos eles ainda estarem apaixonados por mim, mesmo muitas vezes o meu oitavo sentido me avisando que tudo não passava de um jogo ou de imaturidade.
Cansei de ser empregada dos amores, de adivinhar pensamentos para agradar, de ser boa o bastante mas não o tempo todo.
Quando tudo é marasmo ou tende a ficar pior, fica pior e ponto.
Recebi muitas agressões gratuitas, palavras que não deveriam ter sido ditas mas que foram ditas mesmo assim e eu só pensava na resposta-perfeita para me defender dias depois. Nunca tinha argumentos, ficava tão atônita com as coisas que ouvia que não esmiuçava nenhuma re-ação. Por várias vezes me sentia levando um soco no olho, ou vários, dependendo da situação.
Depois do término passava pelo primeiro estágio de "É tudo uma crise, volta pra mim, volta logo! vem, te espero!" e depois firmava o pensamento em "Acabou! Morra!" e por fim, "Adeus, seja feliz!".
Não gosto de relacionamentos desgastantes, entediantes, esses não despertam meu interesse. Não preciso de homem para me sustentar, isso é um bom sinal, não acho homens todos iguais e nem acho que fidelidade é coisa de mulher.
Não me sinto só, muitas vezes os livros são minha únicas companhias, eles se transformam em seres mágicos e muitas vezes leio o que estou precisando no momento, palavras escritas para mim. E quando não me agrado do livro, fecho-o para não abri-lo nunca mais.
Tenho fortíssima opinião, sou geniosa e franca, às vezes peco por isso, não sei florear, rodear e ser sensível para dizer o que penso, digo na lata. Até teria milhões de exemplos, mas o texto não caberia. Sou cheinha de verdades pomposas, acredito nas minhas verdades. E vivo por elas.
Meu humor oscila, não tenho mau-humor gratuito, desses de acordar e não querer falar com ninguém, mas tenho mau-humor diante de muitas situações e a mais comum é a falta de civilidade e coletividade das pessoas. Ninguém pensa no outro mais nesse mundão?
Eu só queria dizer que me importo com cada amor que tive, que me machuca termos que conviver como estranhos, num dia amores e projetos no outro indiferença e antipatia, estranho, muito estranho.

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Inserida por Arcise