Força Amiga
... o que rotulamos
como 'caos', na verdade, não nos
assedia como uma força devastadora;
porém, como um movimento renovador —
um caminhar, por vezes íngreme, entre o
perecível que nos desafia e aprimora
e o imperecível que nos emancipa
e eterniza!
O Estado de Direito substitui parte da seleção pela força por uma seleção institucional baseada em regras.
A SUBLIME FORÇA DA COMUNHÃO ESPIRITUAL: A QUALIDADE DOS CORAÇÕES ACIMA DA MULTIDÃO DOS HOMENS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Fragmentos de “Viagem Espírita em 1862” — Allan Kardec.
A verdadeira grandeza de uma assembleia espírita não se mede pela quantidade de participantes reunidos, mas pela elevação moral, pela sinceridade dos propósitos e pela harmonia dos sentimentos que unem os seus integrantes. Allan Kardec, em sua peregrinação doutrinária pela França, em 1862, trouxe uma advertência de profunda atualidade: um pequeno grupo de almas esclarecidas e comprometidas com a verdade pode produzir frutos muito mais elevados do que uma multidão numerosa, porém desprovida de preparação espiritual.
Disse o Codificador:
"Cinco ou seis pessoas, se são esclarecidas, sinceras, imbuídas pelas verdades da doutrina e unidas pela mesma intenção, valem cem vezes mais do que uma multidão de curiosos e indiferentes."
Essa afirmação não representa desprezo pela coletividade, mas uma exaltação da qualidade moral como elemento fundamental para a edificação espiritual. O Espiritismo, enquanto doutrina de renovação íntima, não busca apenas convencer inteligências, mas transformar consciências. O número pode impressionar os olhos humanos; entretanto, somente a sintonia dos sentimentos favorece a aproximação dos benfeitores espirituais e a assimilação profunda dos ensinamentos superiores.
Em “O Livro dos Espíritos”, na questão 886, os Espíritos Superiores esclarecem que a essência da caridade não se restringe à esmola material, mas consiste na benevolência para com todos, na indulgência para com as imperfeições alheias e no perdão das ofensas. Assim, uma reunião espírita legítima deve ser construída sobre esses fundamentos: respeito, fraternidade, humildade e desejo sincero de aperfeiçoamento.
A reunião espiritual não deve ser confundida com simples encontro social ou ambiente destinado à curiosidade. Em “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec dedica importantes reflexões às condições necessárias para a prática mediúnica segura, destacando que a seriedade das intenções, a disciplina e a união dos pensamentos são fatores indispensáveis para uma comunicação proveitosa com o plano espiritual.
Por essa razão, Kardec afirma em “Viagem Espírita em 1862”:
"O objetivo essencial proposto deve ser o recolhimento, a manutenção da ordem mais perfeita e o afastamento de toda e qualquer pessoa que não estiver animada de intenções sérias e possa se transformar em motivo de perturbação."
A severidade recomendada pelo Codificador não nasce de intolerância, mas de prudência. O ambiente espiritual é igualmente regido por leis de afinidade e sintonia. Onde predominam a leviandade, a vaidade ou o desejo de espetáculo, enfraquece-se a possibilidade de uma comunhão elevada. Onde existem disciplina, respeito e sincero desejo de aprendizado, estabelece-se um campo favorável ao auxílio dos Espíritos superiores.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo XVII — Sede Perfeitos — Kardec demonstra que o verdadeiro espírita não é aquele que apenas conhece os princípios doutrinários, mas aquele que procura vivenciá-los pela transformação moral. A reunião espírita, portanto, deve ser uma oficina de iluminação interior, onde cada participante comparece não para exigir manifestações extraordinárias, mas para oferecer sua parcela de renovação.
A força de uma pequena comunidade espiritualizada reside justamente na pureza de suas intenções. Uma chama acesa em poucos corações sinceros pode iluminar caminhos que uma multidão distraída jamais perceberia. O progresso espiritual não depende da ostentação dos números, mas da profundidade dos compromissos assumidos diante da própria consciência.
A mensagem de Kardec permanece atual: antes de buscarmos grandes assembleias, devemos formar grandes almas; antes de multiplicarmos seguidores, devemos multiplicar exemplos; antes de conquistar multidões, devemos conquistar a nós mesmos.
A verdadeira união espírita não nasce da quantidade dos presentes, mas da qualidade dos pensamentos, da elevação dos sentimentos e da fidelidade ao ideal cristão que a Doutrina Espírita apresenta como caminho de renovação da humanidade.
FONTES CONSULTADAS.
KARDEC, Allan. Viagem Espírita em 1862. Discursos e instruções sobre a organização e o funcionamento das reuniões espíritas.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 886 — definição e fundamentos da caridade.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Capítulos sobre reuniões espíritas, seriedade, disciplina e condições de comunicação mediúnica.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVII — Sede Perfeitos.
KARDEC, Allan. Obras Póstumas. Estudos sobre a organização do movimento espírita e a missão do Espiritismo.
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"Serenidade é a força silenciosa daquele que aprendeu a governar a própria alma antes de tentar governar o mundo."
“O perdão é a força serena pela qual a consciência escolhe não perpetuar a cadeia do mal, transformando a dor em aprendizado moral.”
Ser forte não é ter uma constância de força,
Mas continuar numa luta constante
Sem perder a esperança.
Além da Superfície, O Florescer da Força na Delicadeza
A sua alma liberta e as suas emoções fervorosas fazem dela uma arte provocante, que apresenta mais do que beleza, uma essência interessante que faz a sua força florescer na sua delicadeza; e mesmo em uma ocasião passageira, ela consegue ser marcante assim como experiência prazerosa e inesquecível. Então, ver apenas a sua superfície não é o bastante; porém poucos têm a permissão de mergulhar na profundidade do seu íntimo.
A Força é Prestada e a Fraqueza Perde a Força
Mesmo fraco, às vezes, você precisa parecer forte para que alguém mais frágil não esmoreça, assim, a sua fraqueza não sairá vitoriosa, pois a força que você presta, de alguma maneira, sempre volta.
A Força que provém da Delicadeza
Tudo bem que a sua delicadeza pode ser bela, muito chamativa e, em certas ocasiões, amável, mas, na verdade, a sua força é a sua parte mais interessante, expressiva e surpreendente. Isso porque ela contraria a fragilidade da sua aparência e serve de evidência para afirmar que ela é um ser Resiliente, mais resistente do que muitos pensam.
Sempre que está bem acompanhada da sabedoria, a sua presença é edificante e faz uma diferença inegável. Felizmente, nada continua a ser como antes; deixa o coração imensamente grato por tê-la por perto, sendo um regalo valoroso do Senhor na vida — uma prova genuína do Seu grande Amor, que ajuda a manter a perseverança viva, tanto na alegria quanto na dor.
Geralmente, ela não se sente plenamente compreendida, o que não é de se estranhar, tendo em vista que é complexa, feita de fases e de muitas camadas: emotiva, séria, engraçada, carinhosa, de paciência escassa, gentil, ansiosa, determinada e amorosa. Todavia, é justamente essa complexidade que faz cada esforço para cativá-la valer a pena; ela é um universo fascinante de possibilidades.
Na sociedade, ela tem sido, de fato, uma guerreira — seja como mãe, filha, esposa, companheira, estudante, empresária, solteira, dona de casa. Seja qual for a protagonista que possa ser, enfrenta preconceitos, críticas amargas e a falta de bom senso, mantendo a força da sua garra, o brilho da sua fé, o sabor das suas risadas, sendo uma mulher venturosa que não merece menos do que ser profundamente amada e respeitada.
"Há uma linha tênue entre ajudar e virar escravo voluntário! Ser parceiro é dar uma força quando alguém precisa de ajuda, mas é algo bem diferente quando nos anulamos querendo carregar o mundo nas costas, deixando que folgados abusem de nossa boa vontade. Dizer "não" para o abuso alheio não nos torna pessoas ruins ou egoístas; nos faz indivíduos com amor-próprio e saúde mental em dia. Quem se acostumou com a nossa escravidão voluntária sempre vai achar ruim quando decidimos nos libertar. Aprender a colocar limites na nossa vida é a verdadeira libertação da caridade abusiva!"
"O cristianismo perdeu força quando o amor à sacolinha do dízimo superou o amor a Deus, violando o maior dos mandamentos. Afinal, qual deus é o seu?"
O Direito existe para que a força da palavra substitua a palavra da força; a censura faz o caminho inverso.
“Pela força conquistamos territórios, e a história comprova essa premissa; mas é pelo respeito que conquistamos consciências. Os primeiros podem ser retomados; as últimas permanecem.”
Silenciar o erro alheio pela força da censura é atestar a incompetência da própria verdade jurídica.
Alvorada
Força e mente,
Inteligência e sabedoria,
Experiência que me conduz e me apraz,
Ao tempo que me prende e me faz errar.
É normal errar,
É natural o meu receio.
Devo tentar e tentar novamente;
Embora isto, sou feliz.
O que me leva a dar vida a estes versos,
Meu doce fervor,
Que se contenta nisto, neste breve momento.
A esperança que nos cerca é forte,
Creio que serei algo mais forte.
Por isso, peço constantemente forças e oportunidades.
Dessa vida, embora apraz,
Requer constantemente frutos.
Necessito de bom bafejo para que saia o que pediram?
Tome um pouco da minha fleuma
E inspire no que deva inspirar-se.
Um cuidado prazeroso concedi-me nisto que faço.
- Ramile Godon
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