Foi muito Facil Gostar de Voce

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​O Salmo do Descanso Eterno


​Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo,
Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo.


Livra-me da entrevista, do currículo e da seleção,
E que eu nunca caia na tentação da tal "prospecção".


​Pai, Te peço com fé, num clamor quase mudo:
Que nenhuma porta se abra, que o cadeado segure tudo!


Se uma vaga surgir, que o RH perca o meu contato,
Que o LinkedIn trave e que o Wi-Fi morra no ato.


​Se alguém vier falar em "vestir a camisa" e "suar",
Dê-me forças, Senhor, para eu nem do lugar me levantar.


Que a semana transcorra num eterno e doce cochilo,
E que minha única meta seja manter o meu estilo tranquilo.


​Barre todo convite que me exija prontidão,
Pois meu corpo é de descanso e minha alma é de folgação.


Que o sustento venha por sorte, por herança ou por acaso,
Pois para o trabalho, Pai, eu sempre estarei cansado.


​Que a rede balance e que o sol não me frite,
E que, se o emprego bater, meu santo logo o evite,
Amém.

No fim do dia,
todo esforço terá
valido a pena
se foi feito com boa vontade.
Deus sempre tem o melhor
para quem acredita
na sua infinita bondade.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.

Se foi tempo perdido?
Talvez.
Mas foi nesse tempo que aprendi:


há amores que não chegam pra ficar,
só pra ensinar onde
a gente se perde…
e onde,sem saber,
começa a se encontrar.

Anteontem, eu não tive um dia tão bom, porém, me levantei e segui adiante…

Ontem, o dia foi um pouco melhor, mas, indiferente a isso, apenas continuei…

Hoje, o dia segue ótimo, agradeço a Deus, mas, ciente que nem sempre será assim…

Foi então que naquele instante, o chão cedeu sob meus pés, e a escuridão pareceu me engolir. Todas as certezas, todo o conhecimento que eu julgava possuir sobre o amor e sobre nós, desmoronaram. Não foi o bastante, percebi com a amargura da verdade. Não fui o bastante, ou talvez, o bastante simplesmente não era o que você buscava. As ruínas do que fomos se ergueram ao meu redor, um monumento silencioso a um amor que não resistiu ao tempo e a própria natureza rezou antes do adeus.

O seu passado foi apenas uma lição, e não uma sentença.

O ser humano não foi dominado pelas máquinas, foi substituído por escolha própria.

Não vivo uma boa fase da vida.
E talvez esse seja o maior problema:
já não sei mais quando foi a última vez
em que a vida realmente me habitou.
Os dias passam,
mas não deixam marcas boas.
Só acumulam cansaço.
Um cansaço antigo, profundo,
que não some com descanso
porque não vem do corpo —
vem da alma.
Estou brigado com quase toda a minha família.
Não por ódio,
mas por desgaste.
Por palavras ditas tarde demais
e silêncios longos demais.
O presente cobra explicações,
o passado cobra perdão,
e eu não tenho forças para pagar nenhum dos dois.
Perdi o trabalho.
E junto com ele,
perdi a sensação de utilidade,
de pertencimento,
de dignidade.
Quando não se tem mais um lugar claro no mundo,
qualquer lugar vira fuga.
Passei a sair de casa como quem foge de um incêndio invisível.
Coloco a mochila nas costas
— às vezes vazia, às vezes pesada —
e pego um ônibus qualquer.
Não importa o número,
não importa o destino.
O movimento engana a dor por alguns minutos.
Enquanto o ônibus anda,
parece que a vida também anda.
Mas quando desço,
tudo continua exatamente igual.
Tento me enganar.
Tento enganar os outros.
Finjo que estou resolvendo coisas,
que estou sendo útil,
que estou indo atrás de algo.
Mas, no fundo,
só estou tentando adiar o momento
de encarar o que me dói.
As pessoas dizem que eu sou louco.
Talvez porque eu suma.
Talvez porque eu não saiba explicar
o que acontece dentro de mim.
Às vezes, eu mesmo começo a duvidar da minha sanidade.
Porque não é normal se sentir tão deslocado
mesmo estando rodeado de gente.
Não é normal carregar tanta tristeza
sem saber exatamente onde ela começou.
Eu não quero morrer.
Mas também não sei mais como viver assim.
Existe um espaço estranho entre essas duas coisas
— um lugar onde a pessoa apenas aguenta.
E é lá que eu moro hoje.
O que eu queria
não era luxo,
nem reconhecimento,
nem vitória.
Eu só queria um lugar tranquilo.
Um lugar onde eu pudesse descansar em paz
sem precisar fugir,
sem precisar provar,
sem precisar ser forte.
Queria um lugar
onde o passado não gritasse,
onde o presente não cobrasse,
onde o futuro não assustasse.
Queria silêncio.
Queria pausa.
Queria alívio.
Porque viver assim,
carregando tudo sozinho,
se sentindo errado,
cansado,
perdido…
isso também machuca.
Só não deixa cicatriz visível.

Trilhões podem vir, mas o que foi bom na vida merece sempre nosso respeito e gratidão.

Riqueza e sucesso são melhores quando acompanhados de gratidão pelo que já foi conquistado.

“O arrependimento é leve quando reconhecemos e valorizamos tudo que foi bom na vida.”

“O errado só parece certo quando a verdade foi ignorada.”

Querido Deus,

Então é Natal, mas onde foi parar o verdadeiro espírito natalino? Infelizmente o que se vê nos dias atuais é um consumismo desenfreado, onde as lojas e os shoppings estão lotados, mas o coração vazio, ninguém tem mais tempo de parar e ouvir o outro, usar de empatia para com seu próximo, muitas vezes um pequeno gesto de carinho ou uma palavra amiga aquece o coração e tira um sorriso onde só existe dor. Muitos só lembram de ser solidários e bondosos nessa data, esquecem que Natal é o ano todo, onde se deve amar, ajudar e fazer sempre o bem, sem olhar a quem.
As luzes, os presentes, a mesa farta não tem nenhum significado se o aniversariante Jesus não for o centro da festa. Enfeitamos a casa, a árvore, mas e o coração?
Que neste Natal a família reunida e o amor que nos une seja nosso melhor presente.

“Depois o Macarrão chutou a Eliza, depois o corpo dela foi esquartejado e jogado para os cachorros''

⁠Maturidade

Tanto para aprender
Ações e reações
Tudo foi de um caos
Uma intensidade
Que queima, arde, incendeia
Em busca de calmaria.

Há um cansaço

que não pesa nos músculos,

mas nos intervalos.

No que foi adiado tantas vezes

que aprendeu a esperar em silêncio.

Quando um veterano descobre que já tem mais passado do que futuro, deve sorrir: venceu o tempo e foi privilegiado pela vida. Agora, resta-lhe transformar cada novo dia em conquista, para que o futuro se converta em páginas dignas de enriquecer o seu passado.

Saber que sentiu e fez sentir bater forte um coração por amor, amou e foi amado, no singular, uma única vez, valeu toda a existência; não foi em vão. Cumpriu a missão dada pelo Universo e a ele retornará habilitado, pelo êxito.

A ideia de prosperidade que o mundo ensinou vocês a desejar não foi feita para libertar, foi feita para aprisionar.