Foi Deus que fez o Vento
Eis que na calada da noite surge-me uma alma inspiradora ;
O vento que leva,
A chama que carrega,
A lua que trafega,
O pássaro que não voa,
Os insiviseis a toa,
O homem que explora,
A nascente que chora;
E essa alma inspiradora,
Ao houvir uma cantiga aliciadora
Me faz esquecer o ego
como um cego
Atravessar a noite ...
Deixei-me sonhar..
Missias / agosto/20
Além das Ondas
Em horizontes distantes, busco abrigo,
O vento sopra, acariciando o mar,
Entre lembranças e suspiros antigos,
Um vazio que persiste em me acompanhar.
Planos tecidos com fios de ilusão,
Olhares compartilhados na mesma direção,
No silêncio, o eco daquela conexão,
Um sentimento etéreo, uma eterna recordação.
Os passos do tempo, em descompasso,
Deixando marcas de saudade e desalento,
Mas em cada brisa que toca meu rosto,
Encontro força para seguir adiante, no momento.
Cuidar de mim, em meio às lembranças,
Encontrar a paz no abraço do horizonte,
Uma ausência silente que enlaça esperanças,
Enquanto a vida segue seu curso, passo a passo, monte a monte.
Assim, nas entrelinhas desse poema escrito,
A dor de uma perda, palavras não ditas,
Aos olhos sensíveis, o significado é descoberto,
Uma história de amor eterno, onde a presença se agita.
Meu sentimento tornou-se vento, impulso encarcerado no gesto imperfeito, no sentimento que vira pó... Havia muito pra ser vivido, mas em um faz de conta insistente que não sobrevive, que há começo e não chega ao fim! Como se vive algo que se desmancha a cada palavra impensada, a cada silêncio de abismo, a cada fuga de si mesmo? E como se mata o que é tão vivo no lado de dentro e só poeira no lado de fora? E nessa busca incessantemente, inerte vou ensaiando sonhos de não te lembrar, vou treinando fantasias de te esquecer...
Saudades!!!!!
Andando pela praia
Cabelos ao vento
Olhos nos olhos
Mãos dadas
Bocas molhadas
Ondas isoladas
Brilho
Doce sedução
E nós em pelo nu amor.
Fizemos amor!
A vida pode ser um tanto complicada
Se você não acreditar em seus sonhos
Eu acredito de alma, com a alma.
Mas naquela noite
Na noite fria te vi chorar
Momentos eram de felicidades
Você estava com sua
É... rica!
Sua pequena contigo estava lá
Mas ao passar do êxtase
Veio os momentos sofridos
Como vento frio
A bater na face cansada
Você dilacerado
Eu não quero lembrar
Meus olhos molhados ficaram
Pela vastidão de lágrimas derramadas
Ainda em brasa doem
Elas são lâminas de aço
Ferem.
Mas mesmo assim
E com tudo isso, enfim.
Saudades há em mim
Daquele lar que foi sim, meu paraíso.
Quantos mistérios de cá meu motoqueiro da vida
Meu roqueiro do mar
Fomos escolhidos a bailar
Pra viver aqueles momentos
Embalados naquela morada.
Nosso lar
Mergulho infinito foi.
Agora como Titanic está
Você meu ser em águas translúcidas
Puro
Preluzente
Agora sim
Em todo o seu eu
Livre, enfim, livre para voar!
Livre para amar
Meu rei do mar!
O tempo passa como poeira que baila com o vento ficando as lembranças perdidas no meu espaço, cria-se um compasso entre a realidade de agora e o sonho de outrora. Meses e meses eu caminho só. No meu íntimo continuo a lembrar da nossa primeira vez. Fomos adolescentes, fomos crianças, loucos jovens maduros, fomos até inconsequentes, mas nada apaga um amor como esse que se foi e somente lembranças ficaram. Meus olhos continuam como rio que desce, continua como lâmina que fere. Na minha face meus olhos inflamados, no coração o aperto da perda brusca e na minha alma a memória conserva aquele amor interrompido e de um adeus contido ainda em lágrimas.
O amor às vezes
Parece rajada de vento
Ao passar
Assusta
Derruba
Machuca
Mas depois
A gente levanta
E vida que segue!
Devaneios
Caminhando pela praia, sinto a suavidade da areia sob meus pés. O vento brinca com meus cabelos enquanto nossos olhares se encontram. Observo cada gesto teu com profunda emoção, capturando tua expressão no retrato que guardo comigo. De mãos dadas, trocamos ternuras, e a umidade dos lábios denota palavras não ditas, que se perdem no silêncio da brisa marinha. Apenas os murmúrios do mar testemunham nossa presença. O dia se torna uma extensão de nossa própria pele... Ah, doce vida!
"Meu sentimento tornou-se como o vento, um impulso encarcerado em gestos imperfeitos. É um sentimento que se desfaz em pó... Havia tanto para ser vivido, mas em um faz-de-conta persistente que não encontra sobrevivência; que começa, mas nunca alcança o fim! Como podemos viver algo que se desfaz a cada palavra impensada, a cada silêncio profundo, a cada fuga de si mesmo? E como se pode extinguir o que é tão vivo por dentro e se transforma em apenas poeira por fora? Nessa busca incessante e inerte, continuo ensaiando sonhos para não te recordar, treinando fantasias para te esquecer... Saudades!"
Mas um Lindo e colorido Fim de Semana
❝... Flores ao vento, perfume no ar, amizade
verdadeira, gente amiga do nosso lado,
sorrisos inesperados, amor redobrado.
Maravilhoso Fim de Semana...❞
------------------------------Eliana Angel Wolf
Você sabe a diferença de Evento para O Vento?... Pois então fique sabendo já! Evento: acontecimento (festa, espetáculo, comemoração, solenidade etc.) e agora O Vento?...
Fique sabendo que a poesia "O Vento" de Luiz Maria Borges Dos Reis, foi classificada entre as 250 poesias melhores do Concurso Nacional Novos Poetas/Prêmio Sarau Brasil 2017, Vivara Editora Nacional, cujo livro Prêmio Sarau Brasil 2017 - Antologia Poética, está sendo lançado neste mês de Agosto de 2017, contendo o seguinte texto:
O Vento (Luiz Maria Borges dos Reis)
A brisa sopra lá fora
Um ar triste, cadavérico.
Dentro de mim um ai:
Tenho medo da morte.
As janelas tremem também,
Talvez pelo frio que sentem, quem sabe?...
Mas, como sentir pode,
Um punhado de lenha, um pouco de gelo a correr-lhe as veias?...
Sinto o bater das portas alvoroçadas,
Parecem estar com alguém brigadas!
No meu ser que se esvai...
O vento continua...
A brisa passa, como passo pelo tempo.
As coisas ficam e, sou eu quem vou,
Caminhando para o nada sem nada!...
Ah! Vento sagrado, que tudo sopra,
Por que não leva também a mim?...
Vivo lamentando o meu viver,
Mas, tenho medo de morrer!...
Ah, se eu pudesse falar aos teus ouvidos palavras que somente a água e o vento se confidenciam em alto mar.
Rechaço
Deixa eu dizer teu nome ao vento
Vamos nos amar, nesse prazer eu aposto
Festejemos o amor desse momento
Cubra-me daquilo que mais gosto
Colho o vento,
colho as horas,
junto tudo ao segredo
que guardo no peito,
e vago em direção
ao infinito instante,
onde tudo é possível.
Mesmo que seja
apenas na algoz
inquietude silenciosa
do meu ser poeta.
Quando cala o poeta
Mas um dia o poeta cala
O que fica são seus versos
Como folhas ao vento
ou um mapa aos corações
Que perpetuam o amor
universo de emoções
Quando cala e escreve
leva amor aos quatro ventos
Mas um dia ele se cala
em um mar de sentimentos.
"Educação é vida, um vento libertador seguindo em todas as direções. Porque a dinâmica da vida nos cobra, exige de nós a cada dia uma nova ação."
O vento leva a nuvem e a desmancha
e muitas vezes a chuva cai,
a vida leva a gente e deslancha,
mesmo sem querer a gente vai...
Quero sentir das flores, só o perfume que inebria,
sob a canção do vento, voz pura em sinfonia,
quero sentir da calma chuva de outono
as gotas todas que passam por aqui,
quero ser borboleta e voar de encontro a ti,
quero sentir do amor, ah...esse como sol nascente,
em calor de beijos doces e que sejam sempre presentes
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