Flores

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O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)

Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.

Lu Lena / 2026

AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)


Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.


Lu Lena / 2026

Manhãs são como sorrisos desabrochando na boca colorida das flores.

⁠Que sejamos flores onde as pessoas vêem apenas pedras.

Quando as flores do seu jardim já não têm o mesmo fulgor, a mesma cor, o mesmo perfume… não adianta apenas regá-las. Antes disso, é preciso mudar as raízes.

Há Flores quente do verão e Flores fria do inverno e ambas admiram uma às outras..mas seu próprio ambiente fazerá com que o outro morra com o tempo; então devem criar um ambiente para se viver bem, o chamado equilíbrio.

⁠O coração muitas vezes guarda cicatrizes que parecem profundas e eternas. Mas, assim como as flores que surgem após a chuva, também podemos encontrar o caminho da cura. É nesse espaço de fragilidade descobrimos a força do amor, seja ele recebido ou dado.

Curar o coração é permitir-se sentir, entrar em contato com a dor e, em seguida, com a mesma intensidade, abrir-se para a felicidade que chega em pequenas doses. É um convite a acolher as lembranças que nos formaram, mas sem deixar que elas nos definam. A cura acontece quando aprendemos a olhar para dentro com carinho, permitindo que a luz do amor ilumine nossos cantos mais escuros.

Cada gesto simples de afeto, cada palavra doce, cada sorriso sincero têm o poder de tocar nossas almas e promover a cura. É nas pequenas coisas que encontramos a magia do recomeço...

- Edna de Andrade

⁠Boa noite.
Que a delicadeza da noite te envolva
com a leveza de um sussurro.

Que as flores da tua caminhada
continuem brilhando,
mesmo quando ninguém vê.

E que a lua te lembre:
você não precisa ter todas as respostas hoje —
só descansar em paz com o que já sabe.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna


Tem dor que vira casa.
A gente decora o vazio,
rega silêncio, inventa flores na sombra.

Fica.
Por medo. Por costume. Por não saber partir.
Até que o corpo pesa, o peito chama,
e a alma, paciente, sopra:
abre a janela.

A cura não faz barulho.
Chega no banho demorado,
no café que abraça as mãos,
numa lágrima que lava o que ficou esquecido.

De repente, o que doía já não sangra.
É história — não ferida.
É marca — não prisão.

Quem te ama entende teu tempo.
O sol não some — ele espera.
E você também vai.
Ninguém mora pra sempre onde dói.

— Edna de Andrade

⁠Por onde passar, plante flores. Por onde passar, espalhe o amor. Quando voltares, estarão te esperando.

Há uma elegância rara em compreender sem questionar,
em permitir que cada um floresça no seu próprio tempo.
A quem percebe além, cabe a delicadeza de não invadir —
de apenas respeitar.
Nem tudo é sobre o outro.
Às vezes, é sobre batalhas internas
que não se explicam… apenas se sentem.
E, em meio aos ruídos de um mundo caótico,
que sejamos leveza na calmaria —
presença que acolhe, energia boa que, em silêncio,
ainda escolhe o bem.”** ✨

Que as flores de teu jardim desabrochem em lindos sorrisos.

O poeta escreve como quem chora — palavras em lágrimas que mergulham nas raízes do mundo, florescendo no jardim silencioso d’alma: sua essência, a existência de seu eu indizível.

Que a pressa não nos furte a delicadeza das flores.

Se até no lixão nasce flores, não perca a Fé nos momentos difíceis da vida.

O canto dos pássaros,
O mel das abelhas ,
O colibri e as flores ,
Sol e lua em sintonia !
Tantos milagres em toda natureza ,e o homem desperdiçando tempo e vida pra se jogar no abismo, onde arde a falsa ilusão que corrompe o que há de mais puro e essencial para vivermos : o Amor !
João Batista Barbosa

"Aos meus poucos e verdadeiros amigos: quando eu partir, não tragam lágrimas ou flores que murcham. Tragam vinho, cerveja e histórias. Que a minha despedida não seja um luto, mas o último brinde à vida que vivemos intensamente."

— Ginho Peralta

A Bela Brigeta no Caminho Florido
Era uma vez
Uma menina chamada Brigeta.
Ela amava flores.
Flores pequenas, grandes, coloridas.
Flores que dançavam com o vento
E sorriam para o sol.
Um dia, Brigeta ouviu falar
De uma trilha encantada,
Onde as flores nasciam
Como num sonho!
Curiosa, pegou seu chapéu,
Um sorriso e saiu a caminhar.
Logo na entrada,
Viu um lírio branco —
Tão puro quanto a neve!
Mais à frente,
Um narciso amarelo
Brilhava como o sol da manhã.
E, um pouquinho depois,
Uma hortênsia azul,
Azul como o céu lá no alto!
Brigeta abriu os braços e riu:
— Bem que diziam!
Neste caminho só mora a beleza!
Mas, assim que fechou a boca,
Seu olhar se encheu de encanto:
Diante dela, uma rosa vermelha,
Vermelha como o coração!
E então Brigeta pensou, suspirando:
“Como é linda a estrada da vida,
Com tantas flores
Colorindo o caminho.”

⁠Sou o nascer das flores,
o perfume leve que anuncia a PRIMAVERA.
Sou a brisa morna
que encosta de leve no fim das tardes de VERÃO.
Sou o ouro das folhas,
os tons castanhos do tempo,
o cheiro da chuva que antecede o OUTONO.
Sou o silêncio que se espalha pelas ruas,
as noites longas,
o abrigo quente das cobertas no INVERNO.
Sou o movimento invisível dos dias,
dos meses, dos anos —
o tempo em marcha constante, indiferente.
Sou aquele que muitos dizem
ter a sorte de encontrar.
Mas sou, sobretudo,
o que passa.

As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.