Flores
Se eu ingerir flores
nasce um poema assim?
Poema de amores,
de amores sem fim??
Será?
Joelma Siqueira
Eu te desejo...
As coisas mais doces,
as mais lindas flores,
uma vida sem dores,
com as mais lindas cores...
Afetos e alegrias sem fim.
Joelma Siqueira
Certa vez nossa florista sugeriu que eu te enviasse flores.
Agradeci, mas disse não.
Não quis que nosso amor fosse banalizado por atos bonitos, mas repetitivos.
Mas, confesso:
Tive vontade de aceitar a sugestão.
Flores representam a chama e o sentimento dos amantes.
São efêmeras, coloridas, perfumadas...
E têm espinhos...
Como o amor...
A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.
Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que:
1. A Estética do Lodo
Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do autoinpacto e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.
2. O Artista como Colecionador de "Gravetos"
O título de um dos livros, Coleção de Gravetos, dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio coração. A poesia aqui é um trabalho de catador de entulhos emocionais.
3. Anatomia e Pulsação
A trilogia reforça a linguagem biológica do autor. Se no poema ele fala em "miocárdio", em seus livros ele explora a "anatomia do impulso". O artista de Michel F.M. é um ser visceral: ele não observa a vida de longe; ele a sente nas vísceras e a devolve como arte, pagando o preço com a própria exaustão vital.
4. A Condenação e a Salvação
O termo "maldito" no poema ecoa a tradição dos poetas baudelairianos (frequentemente referenciados indiretamente em obras que usam a metáfora das "Flores"). A trilogia apresenta o pântano (a dor, o isolamento, a incompreensão) não como um lugar de onde se foge, mas como o único solo fértil para a verdadeira poesia.
As flores
Ainda tenho flores de
Outros amores para regar,
as Rego porque torço por
Cada florescer de uma flor
Que um dia tive o prazer de
Conhecer.
Meu jardim está destruído,
mas ele foi trancado há muito tempo.
Agora quero de volta as flores,
porque amo as borboletas.
Talvez elas saibam algo que eu estou aprendendo:
que recomeçar também é uma forma de florescer. 🦋🌷✨
Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.
Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.
Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.
Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.
— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.
#O #QUE #SINTO
Chegou sem mimos...
Sem falar de flores...
Nem de badalos de sinos...
Nem de amores...
De olhar flamante...
Invasor...
Resgatou algo em mim perdido...
Sem muito esforço...
Me conquistou...
Sabendo o que sinto...
De andar compassado...
Bem barbeado...
Vestido galante...
Sedutor...
Me tocou...
Mãos grandes e fortes...
Em um arrepio...
Vi minha sorte...
Ninguém ousaria...
Dizer ser tão desfrutável...
Aceitei seu olhar...
Eu seria...
Já queria...
Me entregar...
Não precisei beber...
Para coragem ter...
Não queria conversar...
Mas sim me envolver...
Àquele olhar...
Que tudo prometia...
Empunhando uma brandura dissimulada...
Ele já prenunciava..
Cordialmente aceitava...
Sua vitória...
Que eu concedia...
Não havia por que ter resistência...
Ninguém queria...
Sem tempo...
Não era hora...
De ilusões mentidas...
De jogos e conquistas...
Tão galante...
Bom amante...
E eu ali...
Tão perdido...
Homem volátil...
Por devoção...
De cheiro forte...
Sedução...
Sabe o que sinto...
Sabe o que quero...
Não se fez de rogado...
Levou-me a sério...
Óh... céus...
Que luxúria...
Com isso...
Não posso mais lutar...
Também não quero...
É mais que preciso...
Nem é bom tanto pensar..
Nem tudo tem por quê...
Mas o que estou eu a dizer?
Bradando contra esse vício...
Me rendo...
Só ele sabe...
O que agora sinto...
Rasgando minha esperança...
Me entrego na festança...
Dentre os braços que cerrados me tem...
Já não sou mais ninguém...
Já no leito...
Em tudo me toca...
Onde sua mão alcança...
Isso em nada ...
Me amansa...
Palavras desconchavadas...
Sandices ritmadas...
Seu corpo alinhando ao meu...
Levando-me ao apogeu...
Maciez torpe...
Onde tudo sinto...
Não controlo ...
Meus gemidos...
No leito que clama...
Quem me dá...
Também me tira...
Levando à loucura...
Tamanha tontura...
Rendido, quebrado...
Pelo seus gestos de amor...
Me dou por vencido...
Um olhar lânguido...
Muitos suspiros...
Rompendo férreas algemas...
Por completo...
Ele muito sabe...
O que sinto...
Derrotado e vitorioso...
Com o estranho...
E meu ninho...
Adormeço...
Esquecido...
Sandro Paschoal Nogueira
#QUEM?
Quem quebrou a minha taça?
Quem derramou o meu vinho?
Quem arrancou minhas flores e as lançou no caminho?
Quem para mim mentiu?
Quem me prometeu a felicidade?
Quem me devolveu o meu amor com tamanha crueldade?
Quem rasgou os meus lençóis de linho?
Será que foi com alguém que por mim não teve carinho?
Quem nunca chorou só à noite?
Em puro desalento...
Quem nunca gritou ao vento,
Expurgando o sofrimento?
Quem nunca nas trevas se escondeu?
Quem nunca pediu que tivesse fim sua vergonha?
Quem nunca se surpreendeu com situação tão medonha?
Quem nunca quis a tudo esquecer?
Quem nunca até mesmo já desejou morrer?
Quando lágrimas tão pesadas...
No coração a rolar tão quentes...
E na face a escorrer?
Quem já sentiu um olhar tão gelado.
Deixando mudo seu espírito...
E o coração descompassado quase em luto?
Oh melancolia...
Profunda tristeza de garras frias...
Por que me calo diante de tanto pecado?
Que me deixa tão desassossegado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Toda rosa precisa da ajuda das abelhas e dos beija-flores para nascer, crescer e ganhar a sua beleza. Também é assim o início de um namoro, precisa da ajuda do jardineiro para semear o amor.
Garota, você é tanta coisa boa para mim, que nem mil campos de flores com todas as suas benfeitorias se
Igualariam.
Você me faz passar o tempo sem vê-lo passar.
A chuva é passageira,
o orvalho da manhã seca,
as flores murcham, e a nossa beleza
se vai. Já o amor e a intensidade…
Eles permanecem, assim como as
estações do ano: às vezes mais
quentes, às vezes mais frios,
mas sempre existem.
As Flores De Sua Estação.
Manhã de Sol e a sua luz amarela.
Com uma cor para mais um dia consegue iluminar ao longe.
Quando outra vez retorna no céu.
Trazendo um outro dia dentro de sua luz.
Com uma cor do que ele significa ao despertar no céu tão cedo.
Como o Sol uma estação começa em uma manhã.
Com ventos de quietude de uma outra estação nas suas cores.
Em uma manhã do mês de setembro até um outro dia do mês de dezembro.
Uma estação nasce com Sol e o céu.
Deslumbrante na cor amarela de estrela sendo mais um dia.
Em uma manhã de Sol uma estação recomeça nas flores.
Nas suas cores e nos seus aromas.
Em uma manhã no mês de setembro e nessas flores vai até um dia no mês de dezembro.
Uma estação que nasce em uma manhã.
Em amarelo e azul claro.
Uma estação que nas flores tem a sua delicadeza.
De uma metade do Planeta Terra flores colorem essa estação.
Com a cor do céu e na cor de uma manhã de Sol.
Do mesmo Sol o tempo muda a sua cor.
De um amarelo claro ao alaranjado claro.
Para o céu azul também.
No tempo está essa colorida estação.
Que no seu percurso recomeça em uma manhã do mês de setembro e vai até um dia no mês de dezembro.
Uma estação aromática e delicada.
Em cada pétala de flor.
Nas cores que o Sol e o céu também têm.
A sua delicadeza entre as tantas flores permanece.
Flores com os seus bonitos nomes,lindas cores e os seus sensíveis aromas.
Nessa manhã do mês de setembro cada flor desabrocha com mais sentimentos.
Que o Sol e o céu têm.
Com o tempo que novamente é aromatizado por essa estação.
Nas paisagens onde essa colorida estação recomeça as flores sentem os seus sentimentos de alguns jeitos.
Em certos lugares as suas flores desabrocham com o Sol e algo calmo do tempo.
Coloridas e com pétalas bonitas.
Nos galhos,cipós e no chão.
Nesses lugares de uma imensa claridade de Sol e da calmaria do tempo.
Em outros lugares um pouco distante desses,mas ainda em um azul e alaranjado claro as flores desabrocham com o Sol nas suas pétalas.
Como uma estação e o seu aroma sentimental.
Em plantas e nas suas outras árvores.
Com mais cores nas suas pétalas.
Com delicadas coisas de uma estação.
Que recomeça em uma manhã do mês de setembro e com delicadeza segue até um outro dia no mês de dezembro.
Nascendo com duas cores sobre as suas flores.
Um amarelo claro e um azul assim.
Em uma manhã de setembro colorindo as manhãs que nascerão até um outro dia no mês de dezembro.
Na metade do Planeta Terra que sente cada pétala colorida.
Pétalas bonitas e delicadas.
Que desabrocham nesse nascer de Sol e do céu sobre os seus aromas.
Uma estação que vive nos sentimentos das flores.
Colorindo os dias e o seu recomeço.
De uma manhã nas cores do Sol e do céu.
Uma estação florida e com sentimentos coloridos.
Por vários lugares em que terras estão distantes as flores desabrocham de um jeito.
E com cores semelhantes deixam aromas nesses lugares.
Não sendo distantes do Sol e nem do céu.
Nem mesmo de um amarelo e azul claro.
Ou de um alaranjado que o tempo sabe.
Em amarelo,azul e alaranjado estão muitas flores.
Como uma estação que nasce em uma manhã de setembro e até um dia no mês de dezembro estará desabrochando com mais cores e mais flores.
Como as que florescem mais alto.
Em um amarelo claro que se transforma em um branco brilhante e depois em um alaranjado.
E de um azul claro que algumas vezes se torna escuro.
E antes do outro seu recomeço sentimental outras cores já terão florescido sobre cada flor sua.
A Dinâmica das Coisas
Ira aditivada à raiva, vira ódio;
Doce regado com flores, transforma-se em mel;
Rima adicionada ao mote, faz nascer poesia;
Dia adentrando a noite, é a própria vida;
Paz vinculada à alegria, fortalece a esperança;
Mania incitada pela rotina, cria clichês;
Natureza aliada à preservação, é sustentabilidade;
Sistemática minuciosa, faz a ordem;
Métrica delineada com precisão, rega a simetria;
Fala eminentemente retórica, faz surgir a eloquência;
Vida inteira dedicada ao Pai Celestial: Fé.
(Prof.: Elmo Alves Tôrres)
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