Flor
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
As Ilhas
O meu amor é lindo...
Como a flor do campo!
Vem meu amor, a mim,
Nesses gestos de tanto encanto.
Nesses teus passos, vem sorrindo,
Saiamos às vinhas pela madrugada,
E vejamos se os frutos, já cheiram,
Ao perfume do nosso amor.
Se já a vinha está dourada,
Da tua beleza infinda.
As flores do jardim, por nós esperam.
Vem saciemo-nos de amores,
Até ao fim do dia.
Neste jardim de tantas cores.
Sim, isso eu tanto queria.
Porque o meu amor é doce,
Como o vinho das uvas,
Destas verdes e lindas vinhas,
Nas quais nós nos amamos.
O vento do sul aqui nos trouxe,
A esta terra de águas únicas,
Nas quais nadamos até às ilhas,
Que tanto desejamos.
Ilhas de amor eterno...
Ilhas de amor puro,
E tão forte e terno.
Onde o nosso ser se sente seguro!!!
Almerinda
Mas quem és! Oh mulher?!...
Tu és uma flor de aroeira.
Neste Casal Pardo e Cadarroeira.
Tu és de Deus!... Tu és uma flor.
Tu és, uma flor de roseira…
Da do céu, cor!...
Tu és a mulher, mãe!
A ti’Almerinda de sempre!
Que ainda põe e dispõe. Ainda!
O Brasil e o mundo, te amam!
Porque em ti, há o bem. Mãe, linda!...
Em ti, há um cântico em fogo, chama!...
Os pobres por ti clamam!...
Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que é
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, já murcha,
Saiba que é hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
Ali fizera curso brilhante e mais brilhante concurso em concorrência com a fina flor da inteligência e cultura de vários Estados, tirando o primeiro lugar, recusando alta colocação no Rio de Janeiro, afirmando que estudara e fizera aquela prova não só para brilhar e sim para servir Goiás, sua terra, e que voltaria.
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Mulher és bela, formosa
Rainha própria
Diva de si mesma
Flor que desabrocha onde queres
E com apenas um sorriso no rosto
Cativa a alegria e gratidão nos dias tristes e felizes da vida
Brilha mais uma vez, com esperança o olhar
Esperando desabrochar, a flor de pitanga para me banhar
Já está na hora de mudar, movimente sua alma ao ventar
Brilha mais uma vez, as estrelas e o luar
Esbaldando vontade, para as estrelas que o céu vão rasgar
Começou a esfriar, começou a acelerar, acabou o ar
Arte
A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la.
Para lhe dar a verdadeira cor, a cor da liberdade.
A arte, nos ensina a valorizar o outro que é uma obra de arte divina.
A PIPA E A FLOR
Era uma vez uma pipa.
O menino que a fez estava alegre e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca...
Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto...
Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.
- “Vocês não me pegam, vocês não me pegam...”
E enquanto ria sacudia o rabo em desafio.
Chegou até a rasgar o papel, num galho que foi mais rápido, mas o menino consertou, colando um remendo da mesma cor.
Mas aconteceu que num dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá num quintal, uma flor. Ela já havia visto muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos...
Quem não entende pensa que todos os olhos são parecidos, só diferentes na cor. Mas não é assim. Há olhos que agradam, acariciam a gente como se fossem mãos. Outros dão medo, ameaçam, acusam, quando a gente se percebe encarados por eles, dá um arrepio ruim elo corpo. Tem também os olhos que colam, hipnotizam, enfeitiçam...
Ah! Você não sabe o que é enfeitiçar?!
Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só...
Pois é, o enfeitiçado não pode mais fazer o que ele quer, fica esquecido de quem ele era...
A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa! Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias...
E assim, resolver mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarzinho, ao lado da flor.
E deu a sua linha para ela segurar. Ela segurou forte.
Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:
- “Florzinha, me solta...” E a florzinha soltou.
A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no não. E teve inveja da pipa.
Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela... Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E ela flor, sozinha, deixada de fora.
- “Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo aqui comigo...”
E à inveja juntou-se o ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicações de tudo. E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor aos poucos foi encurtando a linha. A pipa não podia mais voar.
Via ali do baixinho, de sobre o quintal (esta essa toda a distância que a flor lhe permitia voar) as pipas lá em cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início...
Essa história não terminou. Está acontecendo bem agora, em algum lugar... E há três jeitos de escrever o seu fim. Você é que vai escolher.
Primeiro: A pipa ficou tão triste que resolveu nunca mais voar.
- “Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”.
E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.
Segundo: A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos...
Terceiro: a pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou a linha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas.
A flor carrega consigo a a ternura, a leveza e simplicidade da beleza, as suas variadas cores e tamanhos fazem delas unicas para quem as olha com olhar de amor e admiracao!
Cartas for Alice N.
Em um belo sábado, meu pai me enviou uma imagem,
Ao abrir, uma flor radiante, a gerbera, em sua linguagem.
Perguntei-me qual seria o significado desse presente,
E mergulhei na busca por sua conexão envolvente.
Descobri que a gerbera é símbolo de alegria e vitalidade,
Um lembrete da beleza efêmera, da vida em sua plenitude.
Assim, entendi que essa flor era um convite à vivacidade,
Ao colorir meus dias com o brilho da felicidade.
Cada pétala, um lembrete do poder de renovação,
Uma inspiração para abraçar cada momento com paixão.
Desde então, a gerbera se tornou mais do que uma flor,
É um lembrete constante de viver intensamente, com amor.
Quem dera
Se o amor, fosse paralelo a dor.
Se a planta virasse flor
Quem dera...
Ser flor por dentro e por fora.
Quem dera poder tocá-la, sem se ferir nos seus espinhos.
Quem dera se o amor não trouxesse tanta dor.
Tanta melancolia em seu esplendor.
Quem dera...
- Uma flor machucada
O vazio revela a luz de um lindo sentimento pedindo pra nascer
Como uma linda roseira querendo florir fora de época...
As vezes me sinto um rio represado
Outras um mar revolto e imponente...
Mas o que sou ?
O amor é como uma flor, ele é plantado em seu coração, floresce e demonstra sua beleza em forma de sentimentos.
Amizade deve ser bela como a flor.
Nao como punhal, que na primeira oportunidade te atinge pelas costas deixando marcas dificeis de cicatrizar.
