Fiz de Mim o que Nao Soube
Não sei por quê te quero assim
Você de mim faz o que quer
Às vezes juro que é afim
E outras que não é
Já tentei por vezes te esquecer
E outra boca quis beijar
Eu te evito
Mas quero te ver
Dá raiva de te amar
Não, eu não posso mais ficar assim
Esperando a sua crise ter um fim
Rezando pra você voltar atrás
Falta coragem pra dizer que nunca mais
Sou o culpado
Estou amarrado em suas mãos
Tanta saudade
Quando o teu corpo toca o meu
Como eu queria
O fim das crises do teu coração
Quem sabe um dia
A sua vontade seja eu
Sou o culpado
Me dei todo e você desfaz
Tanta saudade
Minha recompensa é você
Como eu queria
Concordar com tudo que me faz
Quem sabe um dia
Eu até consiga te esquecer
Amor é pra sentir
Não pra entender!!!
Eu ainda te amo. Eu não deveria dizer isso, mas eu amo a mim mesma mais do que eu te amo. Eu tenho uma relação comigo de 49 anos, e com você uma de 5.
Do meu passado vejo o que não pude ter
Lamento por este pesar
O amor fez de mim um monstro
Fez de mim apenas uma lembrança vaga
Uma lembrança ruim de um amor destruído
Destino maldito! Não se pode contê-lo, mas se pode vivê-lo.
Resolvi guardar meu amor para mim, não por questão de egoísmo, mas de cuidado. Não quero que ninguém o toque, ou o machuque, só isso.
Decidi não me preocupar mais com aquilo que as pessoas pensam a respeito de mim mesmo. O que vale é eu estar bem comigo, com a minha essência, e se isso me faz bem e feliz, é o que importa.
Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça aos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por que é que é.
Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você.
Se amanhã não for nada disso,
caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
ninguém precisa saber.
Não faço ideia do que é levedura, mas ela transforma o suco de uva numa coisa que os adultos gostam de beber quando estão muito felizes ou muito tristes.
Todo final é um começo. Nós viramos a página, mas não podemos fugir da nossa história.
O Vôo da Fenix
Eu acho que sempre soube que seria assim, mas nunca quis enxergar. Sabia que eles estavam lá em fila, esperando para me ver quebrar a cara. Mentindo quando tudo que eu precisava era a verdade. Estou cansado disso. Viver, me aborrecer e continuar nesse sofrimento sem fim. Preciso me libertar, fazer a dor cessar. Tudo está caindo em pedaços, eu continuo a me obliterar dia apos dia. O céu está sangrando, sinto suas lagrimas silenciosas, sinto o gosto amargo da perda e nela, seu inadiável fim. Fui despedaçado como um pedaço de vidro, fui amassado e queimado como um frágil pedaço de papel e ainda deixado para perecer no deserto, no entanto, lutei por uma saída, briguei por outra chance e assim consegui me reerguer. Ascendi aos céus de maneira que jamais imaginei que poderia, superei os limites tornando-me implacável e destemido. Mas para que se a vida ainda assim depois de tantas vitorias insiste em me derrubar. O que eu fiz de errado? Não sou merecedor, é isso? Infundados obstáculos já superei, mas admito que estou farto. Farto dessa infundada luta sem fim. Em breve entregarei os pontos, em breve não mais existirei. Achei que seria forte para todo sempre, mas a quem estou tentando enganar, pois o sempre sempre acaba quando menos se espera, puf... Era uma vez. Nada mais.
Estou caindo e caindo sem mãos para me resgatar. Estão todos lá a beira do precipício assistindo, esperando a hora fatídica e nada pretendem fazer.
Estou no meu limite, seja da razão ou da sanidade. Só sei que já chega, já deu. O show acabou e as cortinas estão prestes a se fechar. A fumaça se dissipa calmamente. Vou me perdendo pouco a pouco. Preciso desligar, fazer parar essa dor que me atormenta e quem sabe assim renascer das cinzas como um super nova de amor e compaixão. Uma explosão de coisas boas que a humanidade a tempos já se esqueceu. Como um pássaro de fogo rumo ao novo mundo seguirei. Um lugar mais digno sem tanta injustiça, onde se prevaleça a verdade, eu espero. Onde se possa viver em paz, se e que isso seja capaz.
Podemos correr ou fujir a vontade, mas a verdade estará lá. Esperando...
Ela não irá apenas dizima-los, mas sim transcende-los! Irá fazer do ordinário algo extraordinário. Achará amor em um lugar onde nunca houve se quer, esperança.
"(...) O que me faz sofrer é sentir que o que encheria qualquer mulher de felicidade, ou seja, ter o teu maravilhoso amor de homem e as coisas lindas que você me diz, tudo isto me causa ansiedade e me leva ao desespero. Quanto mais eu penso em me entregar a você novamente, tanto mais terror eu tenho do que seria de mim se teu amor ainda ardente se apagasse..."
O homem que não sabia rezar
Conta-se que um velho circense, após ter sido despedido do circo ao qual dedicara toda a sua vida como malabarista, vagueou sem rumo, à procura de quem lhe desse emprego e abrigo.
Não era fácil, afinal não desenvolvera outras habilidades, não era mais jovem e tampouco sabia ler e escrever.
Após muitos meses perambulando e já doente, bateu à porta de um Mosteiro, encontrando a caridade dos monges que o recolheram e dele cuidaram até que sarasse.
Sua tarefa passou a ser cuidar do jardim, o que ele foi aprendendo com algum esforço. Todavia algo o incomodava. Ao observar a rotina dos religiosos, os cantos, as orações em Latim, sentia-se triste por não poder acompanhá-los.
Ele também queria orar e cantar hinos de louvor ao Deus da sua compreensão. Mas como? Não tinha as palavras certas, sentia-se rude e indigno de adentrar a Capela. Como poderia ele falar do seu amor por Jesus, cuja imagem se destacava majestosa ao fundo do Santuário?!
Certo dia, esperou que todos se recolhessem, tomou todos os seus aparatos circenses e acercou-se da linda imagem do Mestre na Capela.
Começou a fazer a única coisa na qual ele era exímio... à sua volta, arcos, bolas, pratos subiam e retornavam as suas mãos, em movimentos perfeitos.
Ele esperava o milagre de ver no semblante do Senhor, um leve sinal de que a sua prece - embora incomum - estava sendo recebida.
E foi persistindo nos seus malabarismos, como se executasse a mais linda canção de louvor, sem dar-se conta do tempo, nem do suor que já escorria abundante por todo o seu rosto.
Os monges, ao notarem os estranhos ruídos vindos da Capela, levantaram-se com cuidado, receando tratar-se de algum meliante.
Todavia, quando chegaram à porta, pararam estupefatos diante da cena que presenciaram.
É que neste exato momento O Senhor inclinava-se e, com o manto, enxugava o suor daquele homem simples que não sabia rezar, mas que não obstante, rezara com todas as forças do seu coração !
Esta guerra é um labirinto de espelhos, em que a verdade é protegida por um guarda-costas de mentiras.
