Fiz de Mim o que Nao Soube
Quero romper com todos os medos que habitam em mim, desabitando essa mórbida mentira de que não somos capazes de fazer sempre o melhor.
Já abençõe suas traquinagens e, no agora , sabedor de vossa vontade, seu sorriso em mim , não negativa in-vales.
Quando estou e há dormir, sonho contigo na forma de véus a mim, não pelo querer, mais é, certamente pela essência de viver.
Se diagramares por mim retirarás o sentido daquilo que está por vir, é bem veloz sentir e, não somos nada sem o ti.
Constrói e destrói, pra dar cabo basta o não fazer, isso é pór mim e pôr você e à vida não é grade por viver.
Não trabalhar por mim é uma necessidade aguardando o tempo das vestimentas se completarem, pra sabedoria com que se abre o tempo e, não, recorrendo a perigosos movimentos.
Leve em faces de biju, e, assim, terias, se não por mim servirias, não ti dito regras e, pela igualdade, sempre olhamos, niveladamente, é o tempo dá gente.
Ligou-me por não saber dá alegria em me ter, sem posses no poder do receber, já que tudo é pelo mim e pelo você.
A gravidade é uma gravação, que de fato, não fazes acontecer, isso é tudo, pelo mim e, pelo você, já que tudo podia perecer e, poucas coisas, viram étereas pra desfazer, purificando tudo em ser.
Acasalar não é sempre necessário mas, já que não o fizestes pra mim, têm que ser pro necessário mosteiro.
Eu não quero que goste de mim sexualmente, isso pra mim é igual indiferença, eu quero que goste de minha alma, minha essência, minha personalidade. Não quero que tire minha roupa, quero que despida minha alma. Não quero companhias vazias em que me sinto ainda mais solitária, quero complemento,conexão e intensidade.
Constrangedor para mim seria, olhar do final da própria história e constatar que não teria sorrido os meus próprios sorrisos, chorado as minhas próprias lágrimas, não falado com as palavras que desejei falar e silenciado com a sutileza dos que tentaram os meu lábios cerrar.
Quão triste ser a mim mesmo desvendado que o trágico não foram riquezas que faltaram, nem ambições de grandes conquistas que não obtive, nem mesmo oportunidades de uma nova história que não escrevi, mas que meramente faltou autenticidade.
Quão frustrante seria que ao ter pensado em cantar: "Ideologia eu quero uma pra viver", na verdade não ter sido eu quem tivesse cantado, mas subconscientemente terem sussurrado com uma hipócrita delicadeza o que queriam que eu cantasse.
Penoso seria olhar para os meus verdadeiros heróis e saber que não se desviveram ao tentarem fazer deles Zafenates Paneias e Beltessazares, sendo o que deveriam ser e não o que queriam que fossem, ou seja, jamais tendo se deixado formatarem, mas ao voltar para mim mesmo me ver tendo, dançado, cantado, falado, ventriloquicamente sendo, mas na realidade sem jamais ter sido.
Não, mil vezes não! Quero Chegar no final da própria história sim, mas sem espadas que não foram minhas, sem guerras que não me pertenceram, sem abrir mão de ser eu mesmo, buscando simplesmente ser original, ainda que respeitando a todos, mas sendo um Eu com identidade própria, com um jeitinho mesmo que pouco seja, diferente de ser!
Senhor Deus! Protege a minha família, abençoa a minha casa e afasta de mim as maldades que não consigo ver. Amém!
Sabe aquele castelo
Que você construiu para mim
Com os detalhes que eu não sabia
O alicerce era de areia
Você foi embora de lá
Me deixou sozinha
Ele foi ruindo
E me levando junto
Fugi algumas vezes
Mas voltei
Voltei, voltei, voltei...
O castelo era falso
Seus sentimentos e promessas
Uma ilusão
E eu ainda vivo presa nelas
Me destruindo
A cada parte do teto que cai
Uma janela de vidro
Que além de rasgar meu corpo
Rasga minha alma
Tudo isso foi ceifando minha vontade de viver
Eu não entronco em mim
Das vezes intrusas em que você penetra meus pensamentos
E dos momentos em que imerso no vazio.
