Fiz de Mim o que Nao Soube
me lembro
ah, claro que sim
maldito agradecido
por tudo que te fiz
simpatia venenosa
sombrosa enganosa
te faz viver a mentira
por mais de milhas e milhas
estive para ver
eu te vi chorar
como um amigo
que devia estar
não, intrometido
sim, fui eu sim
por todos os vinhos
eu nunca me senti assim
tu que me envolveu
eu que tive quebrar
não te custou, plebeu
para o troco me levar
agora se passou o tempo
distante por semblante
da vila dos andantes
não irei mais passar
só para nunca mais
eu te encontrar
Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.
Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.
Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.
Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.
— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.
Fiz um balanço da minha vida e tenho três certezas. Se hoje eu sou quem sou, são graças a essas três elementos:
1°- Deus.
2°- Família
3°- Exército Brasileiro.
A única coisa que entrou e saiu comigo, do Exército, foi o cristianismo. As demais coisas eu moldei lá dentro.
Mergulhar nos teus pensamentos é a viagem mais fascinante que já fiz. Adoro a forma como a tua mente funciona, as tuas opiniões fortes, as tuas dúvidas sensíveis e a tua inteligência que me desafia. O meu lado intelectual curva-se perante a tua sabedoria, enquanto a minha essência mais selvagem se sente atraída pela tua complexidade. Não quero apenas o teu corpo, Carla; quero habitar as tuas ideias e ser o cúmplice dos teus sonhos mais audaciosos.
DeBrunoParaCarla
Por vários caminhos percorri, de várias maneiras eu fiz, mas de nenhum jeito eu consegui lhe encontrar, e se hoje, já não faço mais esfoço pra lhe achar; não pense que é cansaço, pelo o contrário, minha vontade em lhe reencontrar só aumenta mais, dia após dia.
Então fiz uma oração para Deus e agora nele espero e confio na certeza de que:
"Um dia a gente se encontrará e a felicidade fará sua morada"
Ultimamente fiz uma pequena descoberta, descobri que tentar encontrar a resposta pras nossas maiores questões existenciais é como entrar na auto estrada em contra mão, mais depressa levamos com o que não queremos do que chegamos a saída que procuramos.
Querer saber quem somos ou porque existimos... Só nos traz mais dúvidas e questões. Acho que o segredo é mesmo aceitarmos quem somos, sem questões. Apesar de a partir desse momento, passarmos a ter que lidar com um estranho que vive em nós.
Sinto uma dor profunda pelo que fiz. Mas a ideia de perder a sua presença e o seu amor é o que realmente me sufoca. Me perdoe para que a nossa história possa continuar.
A pausa revela o presente
Na correria do meu dia hoje, fiz uma pausa para uma breve meditação e contemplando essa linda paisagem entendi que a vida nos presenteia com lindos momentos basta dar apenas uma pausa.
Fiz uma prece por você, como quem solta ao céu um sussurro de esperança. Pedi que a luz divina toque sua alma, que a paz seja morada em seu coração e que cada novo amanhecer traga bênçãos escondidas no horizonte.
Fiz do silêncio uma estratégia, no silêncio o trabalho cresce sem ruído, o resultado fala mais alto.
Das quedas, fiz minha escola. Dos pedregais, desenhei um novo caminho e das vezes em que precisei me erguer, aprendi que a vida é um paradoxo tênue, entre a dor que fere e o recomeço que cura.
As perguntas que me fiz há anos retornam como visitas. Algumas trazem presentes, outras, cobranças. Recebo-as com a mesa posta e um chá forte. Pergunto de volta, sem medo de parecer rude. Porque diálogo com o passado é a maneira honesta de crescer.
Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.
Questiono-me:
Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?
Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?
Ajudei quem precisava?
Dormi em paz com o dia que tive?
Ou fui egoísta, rancoroso, distante?
Fiquei magoado, menti, me isolei?
Dormi tranquilo ou preocupado?
Estou vivendo ou apenas existindo?
Nunca fiz questão de ser superior ao que se fez injusto ao meu coração, mas também nunca me inferiorizei ao que sempre torceu pela minha derrota;
Minha coragem é do tamanho de um grão de areia e maior que seus pensamentos que se postam contra mim;
"Formar-me em Matemática foi a única coisa certa que fiz na minha vida. Tudo o que aconteceu depois disso não passou de consequências dos teoremas, das operações, dos axiomas e das demonstrações do universo científico em que mergulhei."
FURUCUTO, P. D., 2026.
E eu me pergunto porque eu me sinto tão sozinha. O que fiz de tão errado, meu Deus? Para todos me deixarem.
Durante várias fases da minha vida, fui apoio para todos que se se sentiam sozinhos. Mas quando chegou a minha vez, não havia ninguém ao meu lado. Apenas lembranças. Apenas solidão e um desejo enorme de ter alguém com quem contar. Será que um dia essa sensação irá passar?
Eu sei, Hoje vai zangar comigo porcaso do que fiz mas a finais das conta eu acabo aprendendo para amanha
