Fiz de Mim o que Nao Soube
Fui eu que...
Fui eu que fiz as estradas e não sei andar;
Fui eu que construir o tempo e ele não quer passar;
Fui eu que sonhei estar em alto mar, mesmo sem saber nadar;
Fui eu que comprei e não levei;
Fui eu que viajei e lá fiquei;
Fui eu que plantei flores, mas não as colhi;
Fui eu que muitas vezes mostrei os dentes, mas não sorri;
Fui eu que o tudo prometeu pra mim, e não cumpri;
Fui eu que o caminho da verdade descobrir, e em uma encruzilhada me perdi;
Fui eu seu advogado numa causa perdida;
Fui eu a chegada de uma felicidade não acolhida;
Fui eu a dor inesperada, uma morte sem despedida;
Fui eu que briguei para satisfazer a vontade,mas não abri os olhos para realidade;
Fui eu que abria o caderno e toda vez escrevia seu nome e deixava lá;
Fui eu que olhei para o Céu e a estrela que eu admirava, mudou-se de lugar;
Fui eu que beneficiava-me com a fonte e o tempo fez secar;
Fui eu que construir um lar, e ao entrar, sozinho, pus-me a chorar;
Fui eu que precisava muito de você, e você não quis um pouco de mim;
Fui eu uma história com um romântico começo e um triste fim;
Fui eu a quem muitos olharam e não viram;
Fui eu que permanecia dentro daquele coração escondido;
Fui eu que estava no mundo só e perdido;
Fui eu "amor não correspondido".
Tentei ser um cara perfeito
Eu fiz as coisas do seu jeito
Queria ser mais importante
Mas não fui pra você
SONETO EM MOVIMENTO
De tudo um pouco fiz, e não te esqueço
O pensamento é movimento relutante
Na sofrença eu vivo então agonizante
Tal forma, que o poetar está do avesso
À espera é de um, vã gemido, sonante
Que já saiu dos ventos do meu senso
São fragmentos de dor que não venço
De amarga profunda frustração, dante
E neste vazio de um vadio descenso
Dispenso o amanhã num novo avante
De rude ação, de esquecer, e tão tenso
Não estou propenso a nostalgia gigante
Sei que o depois é outro dia, pretenso
Pois, na solidão, no render sou levante...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, 18 de janeiro
Cerrado goiano
Hoje cometi um erro, que poderia ser reparado, não sei se estou certo ou errado, sei que fiz o que meu coração com a ajuda de Deus me orientou, tinha arrumado um emprego que me ajudaria, mas devido ao meo tio que mora em outra cidade, ter piorado com sua leocemia tive qeu sair, trabalhar apenas uma manha, o entrevistador ficou muito chateado, mas e agora, fiz o certo ou não, so o futuro irá me dizer, faça o que seu coração manda, mesmo que irá cometer erros, somos humanos e vamos semper errar.
A vida não é fácil.
As escolhas que fiz me condenaram a algumas amarguras.
Perdi várias batalhas.
Lutei bravamente outras.
A cada uma aprendi o melhor e o pior do ser humano.
Não usei armas desleal.
Fui atingido sempre traiçoeiramente sem chance de defesa.
Fiz uma análise e ainda não consegui entender o que aconteceu comigo naquele segundo em que você sorriu e o beijo rolou🙃❤️
Incompreensão
Não tatuei o teu nome na minha pele,
Sem intenção tatuei-o no meu coração e fiz-te parte dele.
Estava perdida, sem saída.
Não que eu quisesse lembrar-me de ti assim,
Eu só não conseguia tirar-te de mim.
Eras como uma rosa que colhi do meu jardim,
Com o tempo as tuas pétalas voaram de mim.
Certamente não cuidei bem de ti,
Ou talvez foi o facto de eu não ter um jardim.
Murtagh: Eu lhe fiz um juramento, Jamie Fraser, quando você não tinha mais que uma semana e era um belo menino no colo de sua mãe.
A libélula no âmbar
►Versos em Chamas
Comemore, saltitante sobre meu corpo
Não me resta mais nada
Os versos que fiz quando estava afoito,
Agora estão chorando, me cortando como uma adaga
Acabe logo com isso, me mate, dê um jeito
Estou morrendo enquanto me arrependo
Arrependo do dia que escrevi para você
Arrependo de ter me deixado viciar em seu beijo
Choro agora, implorando para que Deus me ajude
Faça-me esquecer, te esquecer, me cure
Não sei mais qual a diferença entre medo e desespero
Apenas me mate de uma vez, não me torture.
Aquela tal Dama nunca existira
A criei, apenas para romantizar em sinfonia
Mas, agora penso em queimar página por página
E soprá-las, em cinzas, para longe, cada palavra
Cada verso que dediquei e talhei por todos esses anos,
Foram para uma musa imaginária, quanta fantasia
Uma verdadeira ninfa, linda, mas, em volta de enganos
Chorar é a única passagem visível no momento, pobre caderno
Pobrezinha da caneta, fora usada tantos dias
Enfim descansará eternamente, pois de ti me despeço.
Talvez esta ilusão consiga me derrubar
Mas, não se preocupe, caderno meu
Pois, deixo dentro de ti, meus sentimentos ilusórios
Para que talvez, verdadeiros amantes te devorem, caderno meu.
Quem sabe um dia eu o leia novamente
Ou talvez, você se torne uma lembrança,
Para que eu não me esqueça dos erros
Posso não ter amado aquele amor de aliança,
Mas, eu imaginei romances, por isso não me culpe
Caderno meu, as lágrimas impedem que eu lute
E, já estou cansado, cansado de romantizar o inexistente
Cansado de poetizar sem uma luz no túnel a me guiar
Caderno meu, lembre-se de como eu era, sorridente
Não grave meu rosto molhado, não me veja chorar.
Dama, quem um dia criei como utopia
Como a amada, como a prometida
Mas que, ao ser dada ao tempo, tornara-se Dalila
Poesias, rimas, tudo para ela, todos os meus dias
Mentiras, farsas, tragédias em sincronia
Cada texto meu fora um engano, mais quantos terei este ano?
Estou aqui, cinco da manhã, sustentado pelo energético
Sem dormir, querendo conversar contigo, caderno meu
Empurre-me de um prédio, talvez assim eu enxergue uma nova miragem
Necessito de algum remédio, chega de donzelas nulas de sinceridade
Se eu queimasse essas folhas, o fogo viveria poucas horas
Quatro anos reduzidos a horas, que tristeza
Devo ter deixado a felicidade ancorada em um porto longínquo
Talvez eu me perdi, levado pela correnteza,
E acabei parando em um hospício, para aqueles que acreditam
Amor, cumplicidade, confiança, um vínculo eterno
Mas, tudo que eu encontrei foi o gélido término.
Eu queria voltar no tempo sabe, não para desfazer, mais para fazer o que eu não fiz, pra retoma a pessoa que eu era, aquela pessoa fria mais forte, aquela nojenta,que não tinha amigos mais que fala com todos e que não se importava se eles estavam bem ou mal, se estavam triste ou felizes, eu sempre fui assim, até que eu mudei, no começo foi ate legal, mais, depois eu me dei conta de que isso está cada vez me atrapalhando, eu estou acabando com o que eu conquistei até hoje, que estou expulsando o que eu mais temia em perde, e em nenhum momento quero que ninguém tenha pena porque foi eu que comecei, ninguém me obrigou, apesar das vezes eu me senti bem, mais isso é uma coisa momentânea.
Decidi que não vou prestar atenção ao que as pessoas pensam. Fiz isso por muito tempo - toda a minha vida. Não vou mais viver assim.
Te procurei, você nunca mais apareceu. Não sei se foi algo que eu disse ou fiz, mas espero que não esteja chateado comigo. Tenho saudades das nossas conversas e brincadeiras, quando puder me procure.
O escuro do quarto que já não tem mais importância
As canções que eu fiz não falam mais do nosso amor
Eu não sei você, mas vivo bem com a dor
Tudo o que não foi diz tanto de nós dois
Sabe aquele sorriso que dei quando te vi? Então, fiz isso por você, mas no fundo eu não estava feliz. Não posso rir e estar feliz ao mesmo tempo... era apenas um eco de um sorriso triste nas profundezas do meu coração.
Só espero, que minhas vontades acumuladas, daquelas vontades, eu queria fazer e não fiz, não me empurre para um grande abismo. Mas até lá quero que as penas das minhas asas já tenham crescido.
