Fiz de Mim o que Nao Soube
Destas observações retirei uma da seguinte cena: um mendigo pedindo uma esmola. Conclui que só se pede o que não tem.
Grande coisa poderiam dizer ... por que escrever-se-ia conclusão tão óbvia ? Simples ... para aplicá-la ao amor ! SE alguém pede amor a outrem é porque não o tem para dar !!
Já presenciei tantas famílias, no exercício da minha advocacia criminal, dizendo: "desisto dele". Ora, nem Deus que deveria ser o primeiro a desistir de nós desistiu ? !! Veio ele atrás não dos santos mas justamente atrás das ovelhas perdidas !!! Uma mãe e um pai, pois, não podem abandonar um filho JAMAIS.
Sou a prova viva da eficiência do pensamento de meu pai: "diga-me o tamanho dos teus desejos e te direi o tamanho do teu sofrimento"
A noite é horripilante e incessante, cheia de memórias que nunca vão embora, um prato feito pros saudosistas, malditos, devem viver bem vendo a vida como um replay.
A conditio sine qua non para SER feliz é QUERER SER feliz. Tem pessoas que são tristes, reclamam por estarem tristes mas nada fazem para serem felizes !
Nem a educação familiar, nem a educação escolar, juntas, conseguem influir no brasileiro mais do que as novelas no Brasil ! Isso é um pesadelo; um pesadelo bem real !
Sou eu mesmo sonho.
Meu sorriso é segredo, de guardar do que o medo me prende no enredo e o calar desespero. Doem as marcas das falhas, grito calada, suspiro por nada.
Amor quem me diz? Se sou infeliz! O passado me cobra a dívida alheia, me culpa e me aponta o dedo na cara, me xinga, me humilha, me faz de palhaça.
Nascer ou passar, não sei mais pra que! A vida é madrasta, me cospe o medo, me faz pesadelo. Caminhos sem volta, as trilhas da morte, me dizem tem sorte de estar na história. História de quem? Caminho pra onde? Tem volta chegada? Ou mais gargalhadas? Sorrisos maldosos! Ninguém me responde, todos querem me ouvir, pois grito bem alto: Eu quero sorrir, eu quero entender me deixem andar, me deixem cair, me mostrem os erros, me deixem viver!
Criança tão grande, mulher infantil, tem medo de gente, seu nome é sutil, fraqueza que a mostra o quanto é forte, pra chorar e sorrir sem temer a morte.
Os anos se passam as voltas da vida, os rumos tomados, caminho escolhido, destino ou escolhas, veredas e ventos, quer seja o nome, destino ou estrada, da vida que tratam, a vida relata, são todos os mesmos, em busca do nada.
No fim quem me diz quem vence quem perde, pra que tanta marra, pra que tanta espera, o sopro tem pressa, a vela se apaga, o vento que sopra me mostra a verdade,
Sou tudo sou nada, depende de mim, depende da escolha, do certo do errado.
Sou filha do tempo, sou face do espelho, prevalecer é viver, desistir é dizer: Eu sou o desespero.
Se aqui ainda estou, algo me espera, sendo os galhos do trigo, ou as folhas da flor,
Não importa o espinho, não importa a dor, o caminho eu sigo, seja ele qual for.
As veredas são muitas, os sonhos maiores, o coração grita alto querendo vencer, o corpo desiste, o espírito implora, a alma persiste, viver e viver, não vá ainda embora, não quero morrer!
Deus escreve certo, por linhas retas... quem as entorta são os nossos limitados sentidos de meros mortais...
Alma
A alma conversa,
Diz-me e expressa.
A alma aflora,
Dependo do agora.
A alma reclama
Da dor e da fama,
A alma replica
E comigo grita.
A alma ignora
Passado e futuro,
A alma é presente,
A alma é a hora.
A alma labuta,
A alma reluta,
A alma invade,
A alma alarde,
A alma covarde.
A alma me assusta,
A alma me ofusca,
A alma me empurra,
A alma me busca.
A alma é a dor,
A alma é o amor,
A alma é a força,
A alma é o terror,
A alma é a morte,
A alma é a sorte.
A alma é o fogo
Que queima meu ser,
A alma é o medo
A alma é o querer,
A alma é a face,
A alma é você.
