Fiz de Mim o que Nao Soube

Cerca de 724610 frases e pensamentos: Fiz de Mim o que Nao Soube

⁠Ricos gozam em devoção, pobres oram por salvação.

Inserida por I004145959

⁠Ricos vivem na farra sem preocupação; pobres, na religião, buscam salvação.

Inserida por I004145959

⁠Sem riqueza material, resta ao povo a moral como freio e a religião como consolação.

Inserida por I004145959

⁠Sempre tem alguém que nem escuta, já responde “eu também”.

Inserida por I004145959

⁠Sempre tem alguém que, nem bem pronunciei, já responde: eu sei.

Inserida por I004145959

⁠Pobre libertino é um desatino.

Inserida por I004145959

Por acreditar em outras possibilidades de estar no mundo, de se comunicar com ele, com seus habitantes e em formas outras que estes cotidianamente se utilizam para comunicar seus desejos e os conhecimentos que lhes tocam, que podem não caber nos ditames do que se considera hegemonicamente como ciência, mas que continuam vivas nesse mundo, compartilho mais uma vez da opção do poeta Carlos Drummond de Andrade: “Por isso gosto tanto de me contar”.

Inserida por vilsonsf_1101074

Espero, também, que minha narrativa seja uma forma de encontrar-me comigo mesmo e, assim, me possibilite escrever uma história outra, que eu ainda sei exatamente o que possa vir a ser, mas que, desejo, possa romper com as semânticas do mesmo e do uno e com as exegeses que querem nos condenar a ler em tudo a mesma história.

Inserida por vilsonsf_1101074

Às vezes, o desejo insistente de olhar e ir para frente, para um Norte invisível, parece ser uma metáfora do medo que temos em perder aquilo que chamamos de orientação; o que, no entanto, não nos poupa dos infortúnios e agruras da caminhada.

Inserida por vilsonsf_1101074

O presente é um tempo gordo e grávido. Gordo do passado e grávido do futuro.

Inserida por vilsonsf_1101074

Mas qual futuro, uma vez que o seu caráter tênue em relação ao presente – o instante seguinte já vê pelo retrovisor os outros que lhe antecederam – soa como mais uma dessas ficções discursivas que nos ajudam em nossa obsessiva pretensão de ordenação daquilo que nos parece caótico e incontrolável?

Inserida por vilsonsf_1101074

⁠As cores da paisagem
há cores na estação.
O trem partiu no horário
levou você,
ficou partido o coração.

Toda parte é só metade,
toda partida, solidão.
Sinto tua falta,
mas preciso — com razão —
abrir de novo o coração,
achar outra parte,
partir
pra nova estação.

Inserida por mardoniobarros

⁠Buscamos um outro que nos sirva sem demora, nos entenda sem censura e esteja à disposição toda hora.

Inserida por I004145959

⁠O neoliberalismo domina a subjetividade com algoritmos, transformando o sujeito em mercadoria — sem presença, sem alteridade, sem empatia.

Inserida por I004145959

⁠Quem sempre concorda com nossos gostos, crenças e palavras — sem tensão, confronto ou presença — não escuta: induz, seduz e reproduz.

Inserida por I004145959

⁠No ciclo narcisista, o eu se fecha e se perde; na amizade, se abre e se encontra.

Inserida por I004145959

⁠Algoritmos criam bolhas afetivas que aumentam a solidão.

Trocar alteridade real por simulacros é celebrar a convivência sem presença.

Inserida por I004145959

Algoritmos neoliberais desenvolvidos, laços sociais dissolvidos, valores humanos enfraquecidos; interesses bem estabelecidos, poderes fortalecidos.

Inserida por I004145959

Só escuta o que agrada, só convive com iguais, engana a si próprio e aos demais.

Inserida por I004145959

⁠Morremos um pouco a cada dia, morremos quando deixamos de fazer o que gostamos, morremos também quando deixamos que o meio influencie em nossas escolhas, morremos ainda mais quando deixamos de dar atenção, quando deixamos de falar com as pessoas que realmente importam, a vida é feita de escolhas, escolha o que você realmente gosta e prolongará seus dias, talvez não em anos, mas em felicidade, quem vive feliz nem a morte o entristece.