Fios
Nem positivos, nem negativos.
Depende do que e quem nos toca.
Somos fios desencapados esperando estímulos.
São tantos remendos costurados com fios de esperança, colados com o sangue coagulando da ferida aberta, que o medo toma conta.
A confiança é uma palavra que espanta, porque são tantas as más lembranças... o terror do reviver possíveis mentiras faz esquivar de possibilidades...
Mas quem entende? Quem vai perceber que mentir para quem luta todos os dias para crer, é o mesmo que pegar esse corpo e alma e tecer um eixo, de quem tenta levantar o queixo e encontrar um tão apreço, que não envolve só toques mas, a falta de empatia, verdade, cria um universo frio, seco de triste sorte.
O brilho apaga, a alma se abala e o coração se cala, diante da igualitária estrada de encontrar todos os dias, personagens que vivem uma farsa.
#RCH
A linha do tempo tem muitos fios costurando ponto a ponto para que possamos estar em equilíbrio com o tempo necessário, assim seremos capazes de estar na hora exata do tempo.
No seio da noite fios de luz se debruçam na lembrança de sentimentos frios, outrora quentes e afiados quando achei que tinha perdido o gosto na jornada, quando pensei que havia levado meu coração. Pensei que não havia mais mar alto a navegar, nada a explorar, nem mar, nem amar.
Mas meu coração está aqui, palpita ainda o dia que te conheci, atrelado a âncora, costeiro sonhando com mar alto. Você na verdade só conhece de orla, só se move pelas beiras, avistando a olho nú o litoral. Coragem pra desbravar novos mares nunca tiveste, quantas veses se viu encalhado? Nunca soube o que é perder a praia de vista, nem sentir o vento veloz no rosto, fica escondido na câmara.
Seus povoados íngremes desabam à falta de caráter, seus rios poluídos decompõe até as guéuras dos peixes, seu mapa de vida empobrecido e deserto, nada de amor, também não possui bússola, nem rota.
Mas você me deixou um legado, sim. Porque das duas colunas, uma é a amizade. Me disse que havia no caminho uma flor plantada, me falaste tanto dela. Então eu a procurei entre risadas e lágrimas nos damos conta que nada se perde quando se ganha e na amizade verdadeira eu posso de perto senti a fragrância.
A amizade é atemporal. Leonice Santos.
Ah paixão, o corpo estremece, o coração acelerar
e pensa que tudo pode para sentir até os fios dos sentidos
o que dois corpos proporcionam.
E quando tudo passa, deixam marcas que nem mesmo o tempo apagar.
Marcas dolorosas, mas que exalam ainda o desejo vivido de outrora.
Ah paixão, se eu tivesse o dom de volta aqueles momentos novamente
experimentaria de ti outra vez. Estaria agora mais preparado para ti,
de coração blindado para que não pudesse mais me ferir e
assim vivermos sem compromisso.
Reconheço, com a profundidade de um coração desperto, a magnificência do Criador que tece os fios invisíveis da existência, e inclino minha alma em gratidão a cada ser que, com gestos singelos ou grandiosos, molda a tessitura da minha jornada – desde o artesão anônimo que, com mãos habilidosas, dá forma ao calçado que me sustenta, até aquele que, ao confiar no labor de minhas mãos, alimenta não apenas meu lar, mas também a dignidade que nele habita.
A COLHEITA.
Muitos apenas observam o brilho da luz poucos compreenderão a importância dos fios.
Às vezes, precisamos ser vistos para sermos lembrados. Quantos de nós estamos nos bastidores, dando o nosso melhor para que o espetáculo saia perfeito.
Não são todos do espetáculo que aparecem para a plateia, mesmo assim continue o seu trabalho sabendo que você é importante para a equi
Os aplausos da plateia são para o palhaço mas a colheita é do circo completa.
A prata nos fios dos teus cabelos trás a lua em seu olhar..Trás o tempo de sorrir .As escolhas mais simples e a vida se torna leve ...Um presente dado aos que são grandes .
Lindo dia meu querido amigo...
150 anos se estendem como fios de uma trama,
E minha alma anseia deixar sua marca na chama.
Que o mundo, ao me ler, encontre a beleza oculta,
Na simplicidade das palavras, na melodia que se tumultua.
Sou um sonhador que tece versos no horizonte,
Como constelações que brilham com ponte ardente.
Quero ser um eco suave na brisa noturna,
Uma poesia que toque a alma e a faça mais ternura.
Que as estrelas, cúmplices do meu sonho audaz,
Espalhem meu nome pelo tempo, em luz fugaz.
E que os olhos que cruzarem minha história breve,
Encontrem inspiração, esperança, naquilo que escreve.
Que minha voz ecoe em páginas douradas,
Sopre pelos ventos, em rimas apaixonadas.
E quando eu deixar este plano efêmero,
Que meu legado floresça em versos sinceros e verdadeiros.
Que minhas palavras sejam uma canção celeste,
Um hino de amor, que jamais se cale ou esqueça.
Que alcancem corações, como pétalas a flutuar,
Espalhando beleza, mesmo além do meu caminhar.
Que minha voz seja um murmúrio na brisa suave,
Um sussurro etéreo que o tempo não é grave.
Que inspira almas perdidas a sonhar,
E acenda a chama da poesia, a jamais se desligar.
Que meu legado seja um jardim de poesia,
Onde cada palavra floresça, em plena sinfonia.
Que perfumes de esperança se espalhem pelo ar,
Lembrando ao mundo que um dia eu estive a passar.
E quando o tempo me envolve com seu véu,
Que minhas palavras sejam memórias do céu.
Que perduram além do tempo, como estrelas a brilhar,
Iluminando corações, mesmo quando eu não mais estar.
Assim, rogo-te, poeta divino e inspirado,
Traça com tua pena um poema entrelaçado.
Que transcendam o tempo, toquem almas em suavidade,
E eternizem minha presença no manto da eternidade.
Ao restituir a confiança em quem já mentiu, há uma ressalva de fios de desconfiança...
A confiança perdida é como um cântaro japonês que institui em sua carpintaria o colamento das fendas abertas, com fios d'ouros.
Asas
Com as asas rasgo os ares
Pouso em fios, edifícios e observo mares
Se tenho asas é para alçar os ares
Ver de cima, tudo lindo.
Desço para ver de perto
vejo uma malha em confusão
de pequenez imaginação.
Rios poluídos que descem pela encosta
numa humilhação que desconforta
num chão revestido de alcatrão.
Nunca me disseram que lá embaixo
era pura podridão.
Por que me deram asas
se em troca só tenho decepção...
Ver o vexame posto
não é de bom gosto.
Asas, para quê?
Para assumir o meu destino
de enorme envergadura.
Vingar as desesperanças,
depois de desiludida e humilhada,
abraçar os que de olhos tristes me fitam
e se voltam acanhados, vencidos,
por acharem que em tudo aquilo
existia alguma graça.
CARTA ABERTA AO MEU PRIMEIRO AMOR
Meu amado,
Na tapeçaria da vida, tecida com os fios do tempo e da emoção, existe uma ligação profunda e indescritível que nos une. Enquanto navego pelos intrincados caminhos do meu coração, acho impossível ignorar a verdade avassaladora que floresceu dentro de mim.
A cada batida do meu coração, uma melodia ressoa, ecoando a doce sinfonia do meu afeto por ti. A tua presença é a brisa suave que agita as folhas da minha alma, e o teu riso é a mais doce sinfonia que toca nas câmaras do meu coração. Nos teus olhos, descubro galáxias de calor e compreensão, e no teu abraço, encontro consolo e perdão.
Confesso, com todas as fibras do meu ser, que estou profunda e inequivocamente apaixonado por ti. É um amor que transcende o comum, um amor que não conhece fronteiras, e um amor que dança com as estrelas na vasta extensão do universo; que rompe a curva das possibilidades e da compreensão humana.
Com esta declaração, ofereço-te não apenas as minhas palavras, mas a totalidade do meu ser, as minhas esperanças e os meus sonhos. Que este amor seja um farol que ilumine o nosso caminho nas noites mais escuras e uma fonte de alegria que ilumine até os nossos dias mais ensolarados.
Espero que essa declaração de amor seja o primeiro passo de firmamento para uma vida sólida ao seu lado, livre de qualquer dúvida ou mal que possa nos afligir.
Para sempre teu,
Beija-flor.
No silêncio dos séculos, onde o tempo se tece em fios dourados de memória, ecoam os suspiros dos antigos, sussurros que dançam entre as estrelas, entrelaçando-se com o brilho dos amores nunca esquecidos. É nesse etéreo palco que se desenrola a sinfonia dos sentimentos, uma melodia eterna que se espraia pelos horizontes da alma inquieta, ansiosa por paixões clandestinas que hão de surgir.
Caminhando sobre cacos pontiagudos da existência, os passos reverberam como poesia, uma dança efêmera entre a luz e a sombra, entre o suspiro da brisa e o rugido do mar. Cada momento é uma tela em branco, esperando ser colorida pelo artista que persevera, com os tons da paixão e os matizes da esperança.
No coração da natureza, onde as árvores sussurram segredos ancestrais e os riachos murmuram melodias antigas, encontro a essência da vida. É como se as nuas folhas que dançam ao vento, em cada gota de chuva que beija a terra, carregam consigo os sonhos de todas os povos, os desejos mais profundos das almas desafortunadas.
E nas asas do tempo, voamos além das fronteiras da realidade, rumo ao reino da imaginação. Lá, os pássaros tecem ninhos de sonhos entre as nuvens, as flores desabrocham em cores inéditas aos deuses, e os rios fluem com as histórias dos tempos imemoriais.
É nesse mundo estranho, onde a luz e a sombra se afincam em prazer eterno, que encontro a justa poesia. Cada palavra é uma estrela cadente, caindo do céu noturno para iluminar os corações perdidos na escuridão. Cada verso é um sopro de vida, um eco da eternidade, uma canção que ressoa através dos séculos, uma segunda chance aos amores que se vão.
Assim, entre as linhas do destino e os versos do infinito, desdobro-me em poesia, uma alma viajante em busca da beleza que habita em cada cantinho deste vasto universo. E quando finalmente me perder nas brumas do tempo, que minhas palavras permaneçam como faróis de luz, guiando os navegantes perdidos de volta ao porto seguro da prosa.
A grandeza e o dilema de ser pai
Ser pai é destino, missão que se trama,
Nos fios do tempo, oculto, a se entrelaçar,
Não é só a vida que se deve perpetuar,
Mas a alma que, em silêncio, se inflama.
Os filhos, seres que nos atravessam,
Não nascem apenas do corpo, mas do sentir,
Cruzam nosso caminho, e ao nos invadir,
Transformam o vazio que em nós cessa.
É nesse encontro que o belo se revela,
Quando o inesperado faz-se em ser,
Almas que, de não ser, passam a viver,
Forjadas no calor que o tempo sela.
Paternidade, processo singular,
Feito de alegrias e de dor calada,
Reconhecida, mas quase sempre velada,
Nos gestos simples, nas palavras a silenciar.
Em cada ação, o pai, com jeito finito,
Revela o divino que em nós habita,
Semelhante a Ele, na tangente da vida,
Invisível, mas presente, o mundo infinito.
Talvez o pecado maior seja a ausência,
Escolha silenciosa que a distância impõe,
De herói a vilão, o pai assim se põe,
No desejo de moldar, com severa paciência.
Mas é nesse dilema que a grandeza reside,
Caminhar entre a presença e o deixar ir,
Dar o melhor de si, sem nunca mentir,
Que o amor, mesmo imperfeito, é o que nos divide.
E assim, no vasto papel que o pai assume,
Descobre-se que ser grande não é só estar,
Mas que, mesmo ausente, pode perdurar,
Sua essência, no coração que o resuma.
Ser pai é mais que um destino traçado; é uma missão tecida nos fios invisíveis do tempo. Não se trata apenas de perpetuar a vida, mas de adentrar as profundezas da própria alma, onde os mistérios da existência se entrelaçam com os laços do amor. Os filhos, esses seres que nos atravessam, não precisam necessariamente brotar de nossa carne, mas devem cruzar o nosso caminho, tocando-nos e sendo tocados por nós. É quando o belo se revela, quando o inesperado se concretiza, e almas destinadas a não ser acabam se tornando.
A paternidade é um processo singular, forjado no calor das alegrias e no frio das dificuldades. Reconhecido, sim, mas quase sempre silencioso, escondido nos gestos simples e nas palavras não ditas. Em cada uma das suas ações, os pais, com o seu jeito finito de ser Deus, nos revelam o Divino que se faz homem. Semelhante a Ele nas tangentes da vida, por vezes invisível aos olhos, mas sempre presente, sustentando nosso mundo.
Talvez o maior pecado dos pais seja a ausência, essa escolha silenciosa de prover o bem-estar que, paradoxalmente, impõe a distância. E assim, de herói a vilão, transita o pai a cada repreensão, a cada tentativa de moldar o caráter, sem perceber que, em sua finitude, é reflexo de algo maior.
No entanto, é justamente nesse dilema que reside a grandeza da paternidade. Pois ser pai é caminhar na corda bamba entre a presença e a ausência, entre o querer proteger e o precisar deixar ir. É viver no eterno dilema de dar o melhor de si, mesmo sabendo que o melhor nem sempre é suficiente. Divergir, e por vezes reconhecer que o ideal nem sempre é o necessário. Mas, acima de tudo, é aprender que a grandeza de ser pai não está na perfeição, mas no amor que, mesmo imperfeito, é capaz de construir pontes onde só havia abismos e de transformar o vazio em plenitude.
E assim, na vastidão desse papel, o pai descobre que ser grande é dissernir entre o estar perto e se fazer próximo, saber que, mesmo na ausência física, sua essência perdura, enraizada no coração e nas ações daqueles que, passaram e se eternizaram por ele.
O Tecelão de Fios Invisíveis
"Um velho chamado Telmar, o Tecelão,
vivia no alto da torre da mão.
Tinha um tear de fios tão sutis
que ninguém via, mas todos sentiam.
Ele tecia o destino dos homens,
criava vitórias, moldava os nomes.
Com um puxar, fazia um nascer,
com um laço, fazia esquecer.
O povo dizia: “Telmar é poder”,
e o temiam, sem nunca o ver.
Mas um dia, um menino subiu
até a torre onde o medo fluiu.
— Senhor dos fios, por que nos prende?
— Porque vocês me pedem, e nunca compreendem.
Vocês temem a vida que escapa das mãos,
e preferem viver em minhas ilusões.
O menino então cortou um fio,
e o mundo parou, caiu o frio.
Pois todos estavam atados demais
às tramas que Telmar fazia por trás.
Aprenderam, então, que o poder que domina
é aquele que nasce do medo que mina.
E que o controle é a mais doce prisão
para os que recusam ouvir o coração."
