Finjo
Finjo que nunca me importei sem dar a mínima atenção, mas também sei que o retorno pertence aos fortes que nem sempre tem comparação;
Finjo que meu sorriso me acalma em momentos só que tanto preciso de um dialogo amigo que me tire dessa minha prisão;
Minha prisão não tem grades nem ninguém para me vigiar, em meu quarto tento escapar por onde não há saída;
E mais uma vez preciso de uma palavra amiga, mas tenho sono em minha ilusão quando não enxergo o lado de fora;
Para conter meus impulsos sigo por uma rota perigosa, mas perco a razão por tentar fugir da minha felicidade;
Não sou conhecedor de tudo nem muito menos o dono da verdade, mas também nunca finjo sentimentos para agradar ninguém;
Sei que era sempre o sempre de não conseguir te esquecer... Enlouqueço, finjo desse jeito tentando esconder que tanto sofro...
Te mostro a minha capacidade nas atitudes e você finge que aceita... Me fala “Eu te amo”... Eu finjo que acredito... Simples assim;
Então por que eu finjo tanto? Tento manchar as palavras que nunca foram ditas... Será que para forjar uma ilusão da felicidade? Ou para me ver viver o que não se pode ser vivido?
Eu finjo que sorrio para enganar a dor, finjo que estou alegre para distanciar as tristezas, finjo minhas vitórias para esquecer-se das derrotas;
Mas contudo isso não posso enganar o meu coração quando amo;
Entendo os meus ecos para compreender o meu ego
Aos poucos aprendo a erguer as minhas asas
E finjo não mais viver em um mundo tão mundano
A infelicidade insiste em me invadir
Mas não tenho fronteiras
Para viver o amor;
Sou presente em corações
Que motivam o bem
E algum resultado há de colhermos
Para então sermos felizes;
Toda vez que finjo o meu momento seguro procuro um motivo para não te encarar nem falar só por falar;
Atravesso o seu futuro sem querer reviver um passado recente, mas sempre entro em sua vida;
Não recito poemas sem vida nem finjo festa em meus receios para beirar seu coração tentando o resto não oferecido a mim;
Para conter as ansiedades procurando os seus perdidos, desvio toda atenção e uso da sua certeza decifrando os seus olhos;
Mas no seu esconder, mesmo sem querer você me apaga e eu continuo a te assistir no meu escuro;
Adentro da mortalidade noturna é onde determino se fico triste ou finjo euforia para os meus expectadores
O que me restaram, foram luzes apagadas...
E sem sentidos nas vazias palavras...
Vagueio certamente e indeciso pelas margens dos meus sonhos, como de quem só quer amar;
Finjo acreditar nas mentiras que me contam, somente para ver até onde vai a capacidade criativa dos seres humanos.
Sou o que sou, não finjo pra agradar,
Amo ser assim e não tenho porque mudar,
União e amor é o que tento conquistar,
Desejo tê-la comigo mas pra isso tenho que aguardar,
A confiança é bonita mas é algo a se conquistar,
De novo digo que daqui não vou a nenhum lugar,
E logo iremos nos encontrar sem
Se preocupar com ter que nos separar.
"" Apesar de não saber nada
finjo que sei tudo
ficando mudo
num mundo onde o prazer de falar
só não é maior que a vontade de comer...""
"" Não sou uma pessoa perfeita, mas não finjo gostar de alguém que não tenho afinidade, falsidade não é minha companheira....
