Filósofos
Ninguém descreveu tão bem a ira, quanto Séneca o fez. Creio que ele encerra de vez este assunto quando disse: "uma pessoa irada, encolerizada, é semelhante às ruínas que se abatem sobre quem as derruba.
Aluga-se 1 kitnet com discos do Blur, Ramones e The Cure;
Livros e recortes de Foucault, Kant, Nietzsche e Schopenhauer;
Pinturas impressionistas, poemas simbolistas e manifestos iluministas
"Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida." - Sêneca
Viver mal não é apenas sofrer, é pegar o que o mundo tem de melhor e partir sem ter provado.
É aceitar a liberdade de existir e não fazer dela um voo.
É deixar passar a beleza do instante como quem folheia um livro sem ler as palavras.
Devemos nos apressar para viver bem, porque o amanhã é sempre um mistério e cada dia é, por si só, uma nova vida.
As oportunidades mudam. As escolhas mudam. E nós também.
O passado não pode ser alterado, mas o futuro se dobra ao cuidado de quem o planeja com intenção.
Há alguns meses, percebi que não estava vivendo bem, estava apenas passando pelos dias.
Esqueci da eudaimonia, da plenitude que nasce não da euforia, mas do sentido.
Transformei o essencial em hábito, e o hábito me deixou cega.
A felicidade estava ali, ao meu lado.
Mas eu a rotulei como "cotidiano" e deixei de enxergá-la.
Foi só quando isso doeu que decidi mudar.
Porque fingir felicidade não preenche.
E não há nada mais angustiante do que sorrir com o coração calado.
Descobri, então, que a felicidade é tão simples que quase passa despercebida.
Está em um chá quente entre conversas calmas.
Em assistir a um anime em silêncio, num dia frio, debaixo de um cobertor.
Em aprender algo novo sobre o mundo, como se a ciência fosse um livro escrito por Deus em letras minúsculas.
Essa é a minha felicidade. Esse é o meu viver bem.
Por isso, apressa-te também a viver bem.
Não porque a vida seja curta, mas porque cada dia é único.
E cada vida que você vive dentro dos dias, também é.
NADA É PEQUENO NO AMOR
Autora: Profª Lourdes Duarte
Já dizia Sêneca , “O amor não se define; sente-se”.
E como o Amor é um sentimento perfeito é além da nossa compreensão, o máximo que conseguimos fazer é “imitar” o verdadeiro e completo Amor. O Amor é benigno e não sente ciúmes. o Amor não é orgulhoso e não recente do mal: o Amor perdoa, seja qual for o erro. O verdadeiro Amor está além da distância, do toque, do cheiro...
Não busca-se razão para Amar, não se ama porque alguém tem qualidades interessantes ao se ver ou porque é bonito. O verdadeiro Amor é simplesmente Amar, coisa que nós seres humanos demonstramos uma imensa dificuldade, pois o Amor é algo que não pode ser explicado com palavras apenas com gestos, e isso não basta para responder nossos questionamentos em relação a ele.
O amor é algo de uma grandiosidade tamanha que chega a ser algo perfeito. E nós, seres humanos, não somos perfeitos apesar de sermos feitos a imagem e semelhança de Cristo, pois com o tempo nós mesmos acrescentamos nossas imperfeições às nossas personalidades. E quando o amor chega a dúvida aparece.
Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar. Fernando Pessoa diz que:
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
Há 1 ou 2 anos, li um livro que citava o grande Sêneca, dizendo algo mais ou menos assim: “Quer conhecer um povo? Veja o tipo de música que ele escuta.” Concordo, mas na época dele não se tinha o conhecimento de que a vibração acústica deve estar alinhada com a vibração do cérebro para que possamos nos sentir bem ou tristes. É o efeito das notas musicais.
Acredito que sou eclético no quesito musical; ouço de tudo um pouco, só não consigo ouvir sertanejo universitário.
Em nosso país, há uns 60 anos ou mais, já existia uma crítica a esse grupo por defender a elite agrária. Entretanto, o sertanejo raiz tinha composição e melodia; o universitário, para mim, é uma “mistura de lixo com estrume”. E, nesse ponto, Sêneca acertou.
Sou do RAP. Para muitos, é um gênero de criminosos. Sim, muitos artistas falavam de suas vidas, mas, se você sintetizar as letras, perceberá que eles não fazem apologia ao crime — eles nos mandam sair dele, porque é cilada.
A música fala de seu povo; os intelectuais dos primórdios já sabiam disso. Só que, naquela época, não se entendia a relação entre as vibrações sonoras e o cérebro, que podem nos deixar felizes, tristes ou eufóricos. Essas notas nos fazem sentir emoções que, sem elas, não teríamos.
"A perseverança é o caminho do êxito", Sêneca.
A frase nos faz lembrar que o caminho para a derrota é sempre o mais fácil, pois ele exige apenas a nossa desistência, enquanto o caminho para a vitória é muito mais difícil, pois ele exige renúncia, desafios e força e coragem para persistir, insistir e não desistir para alcançar o sucesso e a vitória almejada!
O caminho para a derrota é pouco exigente, mas também é sempre muito frustrante.
O caminho para a vitória é muito mais exigente, mas é o que traz a satisfação de vencer a si mesmo e a certeza de que o impossível não existe!
Bom dia!
Costumam os céticos rir da Metafísica. Kant julgou, com sua obra, tê-la destruído, e acabou enleado em suas teias. A Metafísica retorna sempre, até na obra dos que buscaram combatê-la com o maior ardor.
" Segundo Sêneca, em Cartas a Lucílio, “não é livre aquele que se inquieta por conservar o que teme perder.” Essa inquietude é a espada invisível de todos os que constroem sua paz naquilo que não depende de si: riquezas, status, controle, aprovação. O que Dâmocles aprende não é apenas o medo, mas a urgência de renunciar ao ilusório em nome da serenidade. "
A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.
A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.
O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.
A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.
" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "
Immanuel Kant nos ensina que, para aprender a pensar, é preciso pensar por si mesmo.
Infelizmente, no mundo pós-moderno, onde eu, você e nós estamos presos dentro de pequenas caixinhas, muitas vezes deixamos de pensar por vontade própria.
Estamos sofrendo uma espécie de lobotomia moderna, na qual os algoritmos determinam o que assistir, o que comer, o que consumir, o que pensar e, até mesmo, como viver.
Se René Descartes observasse a modernidade, talvez, diante de seu famoso Cogito, ergo sum — “Penso, logo existo” —, perguntasse se ainda estamos realmente pensando. E Kant provavelmente nos lembraria de que pensar exige autonomia, não apenas receber informações prontas.
Se deixamos de pensar por nós mesmos, corremos o risco de apenas existir, como organismos que respondem aos estímulos que lhes são apresentados.
Talvez o maior perigo da modernidade não seja deixarmos de existir, mas continuarmos existindo sem, de fato, viver.
Porque existir é estar no mundo.
Pensar é questioná-lo.
Viver é escolher, conscientemente, como queremos habitá-lo.
Kant transformou a dignidade em uma ideia poderosa: pessoas não deveriam ser tratadas simplesmente como instrumentos.
É parte da cura
o firme desejo de ser curado,
diz o honrado Sêneca!
Logo, não há porque nos
afeiçoarmos a certos hábitos
e deformidades
que apartados de mínima
sensatez, tão só nos
adoecem!
Vamos repensar?
Kant — “Ouse saber.”
“Ousar saber é mais do que buscar conhecimento; é ter coragem de abandonar certezas confortáveis. A maior prisão do homem não é a falta de inteligência, mas o medo de pensar diferente da maioria.”
Carlos Eduardo Balcarse
Acho que já nasci meio Cético, mas tenho certeza de que o Immanuel Kant poliu meu Ceticismo Desapaixonado.
Não porque tenha me ensinado a duvidar de tudo, mas porque me ensinou a desconfiar das certezas fáceis e, sobretudo, das fabricadas.
Há uma diferença enorme entre não acreditar e aprender a perguntar.
O ceticismo apaixonado, imaturo, fecha janelas; o pensamento crítico mete o pé na porta.
O mundo se move com as respostas, mas subsiste com as perguntas.
Kant me fez perceber que a razão, tão orgulhosa de sua capacidade de compreender o mundo, também precisa reconhecer os seus próprios limites.
Há coisas que podemos conhecer, coisas que podemos apenas pensar que conhecemos e outras diante das quais só nos resta o silêncio.
Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece justamente quando deixamos de confundir aquilo que pensamos com aquilo que sabemos.
Com o tempo, descobri que duvidar não é necessariamente afastar-se da fé.
Às vezes, a dúvida é o caminho mais curto pelo qual a fé deixa de ser herança, hábito ou medo e passa a ser uma escolha consciente.
Uma fé que nunca enfrentou perguntas difíceis pode ser apenas uma convicção protegida do vento.
Já aquela que atravessou noites de dúvidas talvez tenha aprendido a permanecer de pé sem precisar fingir que possui todas as respostas.
Talvez por isso eu desconfie tanto dos que têm explicações definitivas para quase tudo.
Há uma espécie de Arrogância Intelectual em quem transforma o mistério em certeza e uma espécie de Sabedoria Portentosa em quem consegue dizer: “não sei”.
Afinal, pensar não é acumular respostas; é aprender a formular perguntas melhores.
E talvez o meu Ceticismo Desapaixonado tenha começado como uma resistência a acreditar em qualquer coisa, mas, depois de Kant, tornou-se algo mais humilde: a disposição de não acreditar cegamente nem naquilo que eu gostaria muito que fosse verdade.
No fim, talvez seja essa a grande lição: não precisamos abandonar a fé para respeitar a razão, nem abandonar a razão para admitir o mistério.
Podemos caminhar entre as duas, conscientes de que há verdades que a mente alcança, verdades que o coração intui e mistérios diante dos quais ambos precisam aprender a se calar.
Porque, às vezes, duvidar não é perder a fé.
É apenas impedir que a nossa certeza se atreva a tentar se tornar maior do que a verdade.
Se reinventar é necessário. "Os tempos mudam, e os gostos também" - já dizia Kant.
Está claro a necessidade que sentimos de fazer ou viver algo novo. Ligar para o que o mundo diz, só nos leva a repensar sobre nossos atos, e na maioria das vezes a se arrepender, quando não possuindo convicção sobre aquilo.
Sabe o que aconteceria se deixássemos de fazer o que queremos ou gostamos por causa dos outros? Não viveríamos como sempre sonhamos. Seríamos Marias que vão com as outras nesta sociedade que busca moldar um tipo de pessoa só. Estamos com Hitler entre nós é isso? Mais parece que sim...
Vamos lá, chega de só falar em melhoras e não buscar melhorar. Não somos políticos. (NÃO ESTOU GENERALIZANDO).
Vamos aos poucos para que o progresso aconteça de verdade. Começar de cima só nos leva a um destrutivo tombo.
E não esquecendo que, sempre haverão as críticas. Então, seja como o sapinho que queria sair do fundo do poço. Olhe-os, ouça aquelas palavras como encorajamento, e persista. Quando lá fora, eles se perguntarão como pôde fazer aquilo. Não precisa responder.
Eis a crítica da Ignorância pura!
Se Kant Criticou a Razão pura, ou se la mostrou a razão, e se formos entender isso no sentido de razão in natura, elevamos a critica para a razão criada ou derivada de de outra, quando o sujeito a adere, razão esta que deve ser cultural, fruto de um meio, de um modo ou da imposição, da vontade de outrem a quem se submete.
Acho que nesse caso, poderíamos chamar essa cítica de, ignorância letrada, o ignorante letrado, é o instruído, porém mais ignorante que a própria ignorância. se há razão pura, deve haver ignorância pura, se há inteligencia pura é obvio que ha inteligencia construída, já a ignorância construída é o resultado da transformação da ignorância pura. ela pura é in natura, construída, pode se entender por uma ignorância fruto de informações viciadas nos meios, no cotidiano, é como pegar uma criança ingênua e sem um determinado conhecimento e ensinar-lhe por exemplo que política, religião e futebol não se discute, é obvio que esta aberração fará sentido em sua mente e toda vez que algo que se ligue e faça menção a um destes tópicos, isto será arrotado como verdade. agora imaginemos que esta criança cresça, estude e se forme em por exemplo, física ou matemática. Bom se admitirmos que este conhecimento é especifico e normalmente pouco exige no diz respeito a reflexão que não seja aquela exata, não que seja uma regra, é perfeitamente possível um grande intelectual, ter todo este conhecimento e muito mais. porém, seguindo este raciocínio, Eis um ignorante letrado.
A ignorância pura é aquela destituída de interferência da ignorância já definida nos meios e nos modos do cotidiano, pois assim como há verdades construídas, há também ignorância construída, esta é aquela que nasce da inteligencia in natura que já foi contaminada. Todos somos inteligentes, todos aprendemos coisas do mesmo modo, fazemos do mesmo modo, as desenvolvemos do mesmo modo, logo todos temos o mesmo tipo de pacacidade. então porque algumas pessoas possuem tanta dificuldade para certas coisas, para entender, conhecer e desdobrar. E a profundidade do seu entediamento? será mesmo que todos temos o mesmo tipo de inteligencia e de capacidade? seria porque assim como ha razão pura que é destoada pelo mundo, ha também ignorância pura por falta de cabedal de informações e pratica. assim de modo antecipado e precoce conclui se que a ignorância é o atrofiamento da pacacidade de desenvolver a razão e a interpretação. Assim sendo a noção de realidade fica comprometida por sensações irreais. exemplo fé. é um sentimento que tenta explicar o todo, porém esbarra no nada! (e ela explique o nada) kkkk
(Em Construção)
Sêneca era contra a escravidão e contra as diferenciações sociais entre as pessoas. O que pode dar valor e nobreza a uma pessoa é somente a virtude e essa todos podem ter. Na sociedade o que define se alguém vai ser escravo ou um nobre é somente a sorte do nascimento. Em sua origem todos os homens eram iguais. A nobreza é uma construção de cada homem no desenvolvimento do seu espírito.
(da filosofia de Sêneca)
Na filosofia de Sêneca a consciência é a capacidade de conhecimento que o homem tem de distinguir entre o bem e o mal. As pessoas não podem livrar-se dessa capacidade, não conseguem esconder-se dela porque as pessoas não podem esconder-se de si mesmas.
Lúcio Aneu Sêneca distingue o corpo da alma, o corpo é o que prende a alma e a alma é onde está o verdadeiro homem. Para que a alma se torne pura, ela tem que se libertar do corpo que é um peso que prende a alma nas coisas materiais.
No segundo capítulo do livro de Sêneca, temos mais dois aspectos a levantar.
1-) Objetivo de vida
Todos nós temos objetivos pessoais, sociais, profissionais, afetivos. Mas existe um objetivo de vida comum a todos nós, que concerne a todo ser humano. Esse objetivo é o de evoluir. Nossa alma está em nosso corpo para evoluir, para ser livrar de coisas ruins. E a única forma de evoluirmos e nos tornarmos melhores como seres humanos é através do conhecimento a respeito de nós mesmos. Conhecendo a si mesmo, conhecemos nossas luzes e sombras, nossos valores e princípios, nossas virtudes e ideais, e dessa forma podemos iluminar nosso lado obscuro, nos livrarmos de paradigmas e características que nos travam e deixar nossa alma o mais iluminada e limpa possível.
É um trabalho muito longo o trabalho de conhecer a si mesmo, mas é um grande aprendizado. É aprender e refletir todos os dias. É ter a mente aberta para se analisar todos os dias, a todo o momento. Ser crítico consigo mesmo, olhar para dentro de si e estar aberto para aprender sempre.
Esse desejo de sermos melhores deve nos acompanhar desde que tomamos a consciência de nossa existência até o fim dela. É algo que nos acompanha a todo o momento, e é a razão de estarmos aqui.
2-) Vícios e prazeres que nos afastam da verdade, do objetivo.
Devemos tomar muito cuidado com vícios e prazeres que nos distraem, que nos fazem perder tempo. Que não permitem que paremos um tempo, pelo menos uma vez por semana, para refletirmos sobre nossas atitudes, nossos pensamentos, valores e princípios. Que não nos permitem parar um tempo para ler, estudar, aprender. Que nos distraem e fazem com que o tempo nos carregue sem percebermos. E aí quando acordamos já é tarde demais. Devemos vigiar para que esses vícios e prazeres não nos afastem do nosso verdadeiro objetivo de vida: evoluir.
