Filósofos

Cerca de 6454 frases e pensamentos: Filósofos

A natureza algumas vezes está escondida, outras dominada, mas raramente extinta.

Inserida por DavidFrancisco

As maiores obras nasceram de homens sem filhos.

Inserida por DavidFrancisco

No trabalho da natureza o homem não pode mais que unir e apartar os corpos. O restante realiza-o a própria natureza, em si mesma

Inserida por muriloamati

A vida pode, sim, ser passada a limpo através do perdão e da vida nova que o sangue de Cristo comprou.

Inserida por ACarvalho

⁠Triste do homem que morre conhecido por todos, mas desconhecido de si mesmo.

Francis Bacon
Essays, Civil and Moral & the New Atlantis (2010).
Inserida por Ketteiteki

Foi uma excelente invenção Pã ou o mundo ter escolhido Eco como esposa em lugar de qualquer outra fala: é que a verdadeira filosofia traduz as próprias palavras do mundo; e, fielmente!...

Inserida por RITAMENINAFLOR

⁠O homem que preza a vingança mantém as suas feridas abertas.

Francis Bacon
The Works of Lord Bacon (1838).
Inserida por bentojbbass

Sugestão para o título de um filme que venha a abordar a relação de Camus e Sartre no período pós-guerra: “Incompatibilidade de Gênios”.

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Inspirado em "Ouro" de Rubel e Camus

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Há algo em “Ouro” — na voz limpa e vulnerável de Rubel — que lembra aquele tipo de verdade que só surge quando a vida já arrancou todas as defesas. É a sinceridade que não tenta impressionar, não tenta convencer. Apenas existe. Apenas treme.


Camus diria que esse é o território onde nasce a lucidez: quando paramos de exigir que a vida se justifique e começamos a olhar para ela como ela é — imperfeita, incompleta, frágil. E ainda assim cheia de pequenos brilhos que não sabemos nomear.


Às vezes, o que chamamos de “ouro” não é grandeza, nem vitória, nem epifania.
É só um instante — um toque, um gesto, uma presença. Uma pessoa que passa pela nossa vida e não resolve nada, mas ilumina tudo. Uma luz breve, mas intensa o suficiente para nos lembrar que existimos.


Camus acreditava que a beleza mora nesse lugar: não na promessa, mas na experiência; não no eterno, mas no agora.
E Rubel canta exatamente isso: a delicadeza do que se desfaz, a ternura do que não tenta ser mais do que é.


Há uma força enorme em admitir que não sabemos para onde vamos.
Há coragem em amar mesmo sem garantias.
Há beleza em continuar mesmo quando nada responde.


Talvez seja essa a nossa riqueza — não o ouro que se guarda, mas o que se sente.
O ouro que nasce do improvável: do toque que acalma, da memória que aquece, da presença que resta.


No final, Camus nos lembraria que viver é empurrar a pedra sabendo que ela cai.
E Rubel nos mostra que, entre uma queda e outra, ainda há música, ainda há brilho, ainda há instantes que valem mais do que qualquer resposta.


Porque o verdadeiro ouro não pesa na mão.
Ele pesa no coração —
e ilumina o que a razão nunca alcança.

Y.C (Para Nanyzita)

Camus encontrou no absurdo uma pergunta sobre como viver; o jurista encontra no Direito uma pergunta sobre como conviver.

Vamos repensar?

Camus — “Devemos imaginar Sísifo feliz.”

“A grandeza humana não está em vencer todas as batalhas, mas em encontrar sentido mesmo quando algumas batalhas parecem não ter fim. O absurdo da vida não elimina seu valor; revela nossa responsabilidade de construí-lo.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Albert Camus:

“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“No meio do inverno, descobri que havia dentro de mim um verão invencível.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O homem que encontra sua força interior deixa de depender das estações externas da vida. Existem pessoas cercadas de abundância vivendo em uma eterna tempestade, enquanto outras atravessam desertos carregando dentro de si uma fonte. O verdadeiro clima da existência não está fora; está na consciência.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A vida é a soma de todas as suas escolhas.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“A vida não é construída apenas pelas escolhas que fazemos, mas também pelas escolhas que permitimos que outros façam por nós. Muitos não fracassam por escolher errado; fracassam porque nunca assumiram o protagonismo da própria existência. Uma vida terceirizada produz uma história sem autor.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“Viver é manter-se vivo diante do absurdo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Viver verdadeiramente não é apenas sobreviver aos dias; é impedir que os dias sobrevivam sem significado. O maior fracasso humano não é a morte do corpo, mas a morte da consciência enquanto ainda respiramos.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O ser humano vive prisioneiro de dois fantasmas: o passado que não pode mudar e o futuro que ainda não existe. Esquece que a única morada real da vida é o instante presente. Quem não aprende a viver o agora passa a vida inteira esperando começar a viver.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A necessidade de estar certo é o sinal de uma mente vulgar.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O ego transforma opiniões em fortalezas e transforma diálogos em guerras. A mente pequena não busca compreender; busca vencer. A maturidade intelectual começa quando o homem percebe que defender uma verdade é menos importante do que permitir que a verdade o transforme.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A liberdade nada mais é do que uma chance para sermos melhores.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“A liberdade sem consciência é apenas a possibilidade de escolher a própria prisão. Ser livre não é fazer tudo o que se deseja; é ter domínio suficiente sobre si mesmo para não ser escravo dos próprios desejos.”

“Camus percebeu o absurdo da existência; mas talvez o maior absurdo humano seja passar pela vida procurando sentido em tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.”