Filosofia Viver
Filosofar não é viver, é desfazer-se conscienciosamente das crenças vitais.
A morte não é uma desgraça, ela traz a função de nos lembrar que enquanto há tempo para viver, há tempo para fazer o que te faz ser vivo - sendo assim só morremos quando deixamos de viver, em qualquer aspecto !
Na vida só se deve testemunhar em favor do que se vive, e só se pode viver o que se experiencia. Há uma busca incessante dentro de cada um de nós pela nossa verdadeira vontade, e quando se abraça o caminho que dá de encontro a essa vontade, é que realmente vivemos. Não como em uma anarquia distópica, mas como seres realmente conscientes de si mesmos, que sabem o que são e o porque são.
Isso separa os homens de rebanho dos homens que nasceram para ser pastores. Mas não pastores do rebanho, e sim pastores de si mesmos.
" Viver em paz é ser sábio e ser tolo e sempre concorde com quem afirma ser um e nega ser o outro. "
Os sábios procuram respostas para vencer na Vida, mas a sabedoria consiste em viver mesmo com a alma partida.
Reinvente-se, faça novas atividades, embarque em
situações que você nunca pensou que iria viver, sinta mais a
natureza perto do seu corpo, ame quem merece ser amado,
odeie com a mesma força com que mostra amor, mas não
guarde mágoa de ninguém. Caminhe para o mesmo lugar;
mas, todo dia, faça um caminho diferente. Sorria quando
alguém lhe tratar mal. Não trate mal àquele que não sorri.
Não conte apenas com a sorte. Trabalhe muito para que
a sorte seja mais propensa a aparecer. Trabalhe com o que
você ama fazer. Se nunca teve tempo, agora é hora de mudar.
Mantenha a mente constantemente ativa. Leia livros. Dê sua
opinião, mesmo que não seja solicitada. Não deixe ninguém
dizer o que você não pode fazer. Não deixa que ninguém
tome decisões por você. Chore, com todas as suas forças,
deixe rolar. Grite alto e em bom som. Faça exercícios físicos.
Ultrapasse os seus limites. Faça musculação. Tome um
banho frio depois dos exercícios. Aprenda outra língua. Seja
humilde e aceite ajuda. Tenha um animal de estimação. Pule
em uma cachoeira gelada. Vá à praia apenas para escutar o
simples e profundo som das ondas. Tenha um jardim. Faça
uma piada sempre que estiver em uma situação difícil. Pratique
tudo aquilo que achar prazeroso. Delicie-se com uma
bela refeição. Sinta os sabores lentamente. Não desanime
com os efeitos, mas na mesma medida colateral, busque rir
de si mesmo. Demonstre em todas as ocasiões o simples e
inquestionável poder do amor.
Lembre-se sempre de fazer alguma coisa para lembrar
ao seu corpo e à sua alma que você está vivo.
Viva.
Por mais que enfrentemos situações difíceis, viva.
Faça-se feliz.
Na inexistência da ilusão, é como viver em um caleidoscópio de cores, um efeito placebo; enquanto viver na realidade é encarar a sobriedade da escuridão.
"O caminho para transcender o Karma é viver uma vida reta, justa e consciente. Dentro do espírito absolutamente livre de pensamentos e emoções, o tigre não encontra espaço para cravar suas garras".
Viver é a arte de dar significado e significantes a objetos. Viver é a arte de desejar. Penso que estas artes, as máquinas jamais dominarão.
O eu, o inconsistente e a dor
O que sobrou do eu, de nós.
Restos de Mim
Viver tem cheiro de flores e dói.
O tempo é meu maior inimigo, temo pela perda do mesmo.
Eu vejo escuridão e passado e no passado a escuridão, e é frio.
O mundo me diz: “me ajude” e eu penso o quão triste e lindo é.
Dor.
Amor ao sofrimento?
Meu refúgio seria uma pequena casa, como a casa dos sete anões. Uma casa iluminada pelo sol suave, com a brisa fresca e um lago próximo, abraçada pelo orvalho da manhã. Com girassóis e com cheiro de roupa limpa. Mas sinto que essa paz só encontrarei depois da morte.
Eu?
Entre o além e inconsciente o que dá mais medo?
Dói muito
Eu gosto e desgosto do escuro.
Ele me abandonou e desistiu de mim.
Não consigo esquecer o passado.
Cheiro de flores me lembra a buques murchos que ganhei como pedidos de desculpas e morte.
Não sei se a morte ou a vida e a melhor opção para mim.
Para mim mesma, no futuro, eu digo: “Você não desistiu de nós e de todas as eus.”
