Filosofia na Alcova
“Ver para crer” ou seria “crer para ver”? Podemos "ver" o que não existe assim como não conseguirmos "ver" algo mesmo vendo.
O mundo pode não querer me ouvir mas eu faço questão de verbalizar o que penso pois quero estar com a consciência tranquila de que falei tudo que acredito que deveria ser dito.
Estar à frente do tempo não é tão bom assim, é solitário demais. Passar a vida em busca de alguém que compreenda seu raciocínio, sua filosofia, seus métodos. É angustiante...
PENSAMENTOS HÍBRIDOS
De João Batista do Lago
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A democracia, quando luta de todos,
é expressão do absoluto político;
mas, quando luta de partidos,
é absoluta expressão da miséria humana
(João Batista do Lago)
Não preciso da tutela de quaisquer heróis da mundidade do mundo;
meu herói é poema,
nele está toda verdade
(João Batista do Lago)
Toda Alma sem Espírito é zumbi
na seara das cidades sem alma;
sem espírito
(João Batista do Lago)
Eleição é rota para união de todos;
o eleito terá que ter todos em-si
(João Batista do Lago)
Imiscuir-se em Política não é intromissão;
é missão do cidadão consciente
que busca a verdade “sui”
(João Batista do Lago)
Necessário nascer-se a cada morte inconsciente:
morra-se diariamente;
nasça todos os dias
– a morte nada mais é que o nascer-se consciente.
(João Batista do Lago)
Sê dono da tua vontade;
ela é toda verdade que nasce em ti.
Mas se tiveres dúvidas, para.
Não continues para que não te enganes com falsos caminhos.
A verdade é labirinto:
nela há muitas trilhas e passagens,
mas deves procurar a ponte para a saída,
que é única
(João Batista do Lago)
Vês aquela Igreja…
aquela escola…
aquele palacete!
Onde se encontram os seus construtores?
Onde eles habitam agora?
Por ventura conheces algum?
Te ocorreu procurar por eles?
Então não o tomes por ignorantes;
tampouco o incomodes com a tua ignorância…
(João Batista do Lago)
A inadequada palavra veio à garganta e eu a prendi. A inadequada sílaba veio à língua e eu a cortei. Dei-me a arte de negar os versos que me rasgam a pele, que me encurralam entre a verdade e a nostalgia de um tempo sonhado. A palavra teima em sair e, fugitiva, encontra na transpiração a fuga do cárcere cruel em que a coloquei. Pondo-se por fim a evaporar, deixando com face de horror o meu silêncio.
E parece que nunca é a nossa vez, parece que todo mundo é chamado e a gente continua ali, de pé na estação. Estamos invisíveis, ficamos paralisados, o coração batendo rápido. Quando será que as coisas se desprenderão dessa corda manipulável para cair em nossas mãos? Quando será que os esforços, pedidos, gritos e lutas terão algum valor? Ou será que o mundo continuará a pisotear os nossos sonhos, sem nem mesmo parar para analisá-los?
Desenhei meus medos sobre as vidraças. Cada pesadelo está nas janelas do meu quarto. Hoje, quando olho através do vidro, todo o mundo me é medonho. Toda a certeza que tenho, se dissolve na luz do sol. Não sei o que é real.
Mais vale o trabalho e o esforço de um marido que sai para semear, e cultivar os frutos provenientes da terra para então colhe-los para o seu próprio sustento e de sua familia, ou a cintilante luz do sol e o frescor da chuva sem as quais de nada valeria seu trabalho e esforço? ; Pois , assim o é na república democrática, de nada vale o trabalho e esforços individualistas em detrimento da incomensurável relevância da "Ética e da Moralidade" , as quais , caracterizam-se como de suma importância para uma republica democrática ausente de "inequalidade" , isto é , com plenos direitos e deveres igualitários a todos os cidadãos pertencentes da mesma.
O intelectual não é aquele que reproduz o conhecimento de forma mecanizada. Mas, sim aquele que o reproduz pautado na cintilante luz que clareia e proporciona a reflexão, isto é , a Epistemologia.
A essência,e o significado do Amor repousam na simplicidade da natureza, como na cintilante luz do Sol e do luar, e em todo o seu esplendor, frescor e exuberância. Pois, é dela que origina-se toda a criação e plenitude.
Intuition
É quando estou observando, atento, o tempo,
Relacionando-o com um acontecimento
Sinto-te, me invadir, o saber dos saberes
E o que pode dizeres? Quanto sabes, quanto?!
Já te conheço de erros passados
Poderia, eu, evitá-los...
Mas por que não lhe cedo o senso?
Tu me vens e eu desconfio, penso, penso...
Mas, ao final, desconsidero-te, ó Intuição
Porque tu não dispões de razão
Vezes contrariastes insistente, minha vontade
Sei, só queres dizer-me a verdade
Mas quem saberá o momento, a ocasião
Em que terei de creditar-te o sucesso de uma ação?
Vivo o medo de bem agir
E não saber, no desfecho, explicar
Porém os passos haveriam de surgir
E esquecer-me-ia de lhe honrar.
Queria eu saber usar-te,
Apesar de não entender de tua arte
Sei que funcionas bem e nada cobras
É o melhor saber para quem a detém
Para o que acompanha tuas manobras
Certas vezes, confiei em previsões tuas
E é certo dizer que sempre acertei
Porém, não hei de conhecer tuas ruas
E nunca, nada importante arriscarei.
És e serás, portanto, do meu dia-a-dia
Das decisões pequenas e da mente vazia
Quando eu já não dispuser de artifício nenhum
Que justifique o passo seguinte, o estagnar ou a escolha do rum
Amigo é igual uma boa música, não precisa de mais de 5 minutos para marcar sua vida para sempre e mesmo depois de anos, vê-lo traz a mesma satisfação de quando se tornaram amigos
