Filosofia Jurídica
O passado e o futuro em minha mente brigavam,
o sangue transparente em meus olhos sussurravam,
aos baixos dele eu ouvia que no fim eu
seria o que eu era antes da
minha vida.
A bondade manifesta-se na satisfação em ajudar o outro e na recusa deliberada de causar-lhe qualquer mal.
"Egoísmo não é querer fazer o que você quer, mas querer que os outros façam exatamente o que você quer."
Sempre quem dá sabe o exato valor do que ofertou mas muitas das vezes em muitos casos quem recebe sem precisar faz pouco caso da dadiva e nem imagina o aproximado valor que custou. Como lição de vida a qualquer tempo creio eu hoje que só devemos dar alguma coisa a alguém quando nos pedem.
As vezes, o futuro bate a porta.
E nós nós perguntamos: o que que eu fiz para merecer isso?
Então, você se dá conta de que nada é como o esperado.
Por que cada coisa, possuí sua essência e nós não podemos mudar a natureza das coisas.
O Ciclo de um Rio pode ser mudado, mas o rio, não deixa de ser o que é por isso.
"Nos tempos velozes e competitivos de hoje, talvez fosse bom que fizéssemos uma pequena alteração em um dito popular: 'Cabeça mal informada, corpo padece'. "
No cajado da sabedoria, o entender 'e raso, o compreender; profundo. Tal como a relva que alimenta as ovelhas, mas o ruminar, acaba por sacia-las.
De fato acreditei que dessa vez tudo terminaria, mas agora percebo as coisas indo para outro patamar; a humanidade esta' a salvo!
"Para muitos a cura está em desconectar um pouco deste mundo, enquanto que para outros tantos a cura pode está justamente em conectar."
Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.
Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.
Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.
Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.
Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.
Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.
Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.
"Aquele que não gera flor nem fruto é porque plantou mal a sua semente e a sua árvore não cresceu. Então terá que se corrigir e pôr mais empenho e maior inteligência, regando tudo com uma nova chuva de humildade."
