Filosofia do Amor
Acho a filosofia belíssima, ela não busca estabelecer verdades absolutas, entretanto, essa virtude fez com que o intelecto humano torna-se simples o que é complexo.
Se até a Filosofia nos abandona imagina aquelas pessoas que dizia que estaria do nosso lado até o fim.
Essa é uma filosofia muito sábia que reflete um princípio de generosidade e compaixão. A ideia de "derramar o que está em excesso" sugere que, ao compartilharmos o que temos de mais abundante, como amor e gratidão, estamos agindo de uma forma natural e autêntica.
**Por que isso é importante?**
1. **Abundância Interior:** Quando você tem mais do que suficiente, compartilhar um pouco desse excesso não diminui a sua abundância, mas a aumenta. É um ciclo virtuoso que gera mais amor e gratidão.
2. **Conexão e Compreensão:** Ao compartilhar o que temos em excesso, criamos conexões mais profundas com os outros. Isso promove uma maior compreensão e empatia.
3. **Transformação Pessoal:** Ao dar, muitas vezes, percebemos que recebemos mais do que demos. Isso pode transformar a nossa própria vida, trazendo mais alegria e satisfação.
4. **Criação de um Ambiente Positivo:** Quando espalhamos amor e gratidão, criamos um ambiente mais positivo e harmonioso. Isso pode influenciar não apenas as pessoas ao nosso redor, mas também a nossa própria percepção do mundo.
5. **Cultivo da Gratidão:** Ao praticar a generosidade, cultivamos uma atitude de gratidão. Percebemos o que temos de bom e isso nos leva a agradecer mais, o que, por sua vez, nos faz sentir mais plenos e satisfeitos.
6. **Inspiração para Outros:** Nossos atos de generosidade podem inspirar outros a fazerem o mesmo, criando uma onda de positividade que se expande.
**Como aplicar essa filosofia na vida diária?**
- **Pequenos Atos de Bondade:** Simples gestos como um sorriso, um elogio sincero, um abraço ou um tempo de escuta podem fazer uma grande diferença.
- **Expressar Gratidão:** Agradeça pelas pequenas coisas que acontecem ao seu redor. Isso pode transformar sua perspectiva e aumentar sua própria sensação de abundância.
- **Compartilhar Tempo e Recursos:** Se você tem mais do que suficiente, compartilhe seu tempo, conhecimento ou recursos com aqueles que precisam.
- **Cultivar uma Atitude de Abundância:** Em vez de focar no que falta, concentre-se no que você tem de mais. Isso pode transformar sua mentalidade e abrir espaço para mais generosidade.
Lembre-se, a generosidade não é apenas um ato, mas um estado de espírito que pode transformar a sua vida e a vida daqueles ao seu redor.
Mesmo que você não siga alguma religião, filosofia ou crença, é preciso aprender a viver da melhor forma. Trago hoje um bom exemplo de um homem que, em meio aos seus mistérios, deixou algumas lições de como ter um bom relacionamento consigo mesmo, com a vida e os demais ao seu redor.
Jesus, apesar de suas boas intenções, boas obras e amor, recebeu uma morte terrena um tanto quanto cruel e desumana. Hoje em dia, nós podemos acompanhar pelos noticiários tantas vidas inocentes que são tiradas injustamente, acidentalmente, tragicamente. Assim foi sua morte, sem provas de que tenha cometido algum crime ou feito algo realmente ruim e prejudicial, pelo contrário, bons testemunhos eram espalhados por onde ele passava, levando cura, milagres, libertação e uma palavra de esperança e ensinamento.
Após ser julgado injustamente e ser condenado a um triste fim, Jesus nos deixa uma das mais lindas lições de sua curta vida. O perdão verdadeiro e o amor incondicional até mesmo aos que lhe causaram dor, aflição e uma injustiça e crueldade tamanha. Pendurado em uma cruz, após ter pedido água e, ao invés disso, ter recebido vinagre para beber... após tanta humilhação, açoitamento, após ter mãos e pés pregados, ter sido perfurado à espada, sentir o latejamento do couro cabeludo cravado de espinhos, e ter vivido para escutar tantas coisas ruins que lhe berraram aos ouvidos... após uma longa caminhada com uma cruz imensa nas costas e a dilacerante dor de um chicote arrancando-lhe as carnes... ele foi capaz de perdoar a todos aqueles seres humanos que lhe tiraram, à custa de dores insuportáveis, sua dignidade, suas vestes, sua pele, sua carne e seu sangue. Talvez ele tampouco conhecesse nenhuma daquelas pessoas, sua história ou seu coração. Mesmo assim, pegou para si uma verdade que pudesse lhe proporcionar a possibilidade de perdoá-los: eles não sabem o que fazem. Tal como o fato de uma criança que, ao se aproximar de alguém, puxa-lhe os cabelos, e esta pessoa não codifica uma mensagem de raiva em seu coração para com aquela criança, ao contrário, apercebe-se da inocência e se enche de ternura. Para esta pessoa, não há o que perdoar, já que a criança não sabe o que faz. O perdão, no caso, é intrínseco e automático em seu coração. Creio que, para Jesus, acreditar verdadeiramente que pessoas que praticam o mal realmente não sabem o que fazem, por falta de uma consciência mais elevada, pelo motivo que for, permite que o perdão esteja intrínseco em seu coração para perdoar tamanha maldade e humilhação.
Às vezes, por tão pouco, já que a maioria de nós nunca será, espero eu, crucificada injustamente, nos achamos no direito de julgar, discriminar e não perdoar os demais. Às vezes, somos ofendidos, humilhados, injustiçados, e por isso acreditamos que não devemos admitir tal conduta contra nós. Mas veja bem, se até mesmo Jesus foi humilhado daquela forma, que dirá de nós? Devemos nos defender e sim, nos proteger... mas além de nos ensinar o perdão, Jesus nos ensina o amor. Somente por um amor evoluído existente em seu humano coração, é que poderia vir sincero perdão daquilo que sofreu. E somente pelo perdão de tantas falhas existentes em nós, seres humanos, é que poderia amar de tal forma a este mundo, dando a vida por quem não merecia. Por isso, quando nos depararmos com o mal, por maior que seja, tentemos, por um minuto, nos conectar a esta história, a esta cena, de amor pago com dor, e de dor paga com perdão. Se nos transportarmos ao exemplo que Jesus nos deixou como herança, poderemos melhor compreender este mundo, de que todos somos falhos, todos somos imperfeitos, todos estamos sujeitos de cometer injustiças e sermos injustiçados, humilhados, ou sofrermos dor. Não devemos aceitar uma vida de sofrimento, mas ao nos depararmos com ele, será melhor para todos que possamos rapidamente praticar o perdão e o amor incondicional de forma evoluída, acreditando que um ser evoluído jamais cometeria mal contra nós, portanto, se o fez, é por não saber o que comete ou faz, por não possuir uma consciência maior. Para mim, fica a lição de que, se Jesus, diante do que passou, foi capaz de perdoar a todos, inclusive a mim, quem sou eu para não perdoar o meu próximo? E se até mesmo Jesus passou por tamanho desgosto e dor, quem sou eu para achar que não devo passar por tais situações?
Trago comigo a filosofia dos caminhantes pela vida, meus maiores mestres são e serão os humildes que pelo cotidiano simples me revelam grandes lições e minha maior escola sempre será a natureza que por liberdade faculta a criativa possibilidade de romper com a continuidade, por solução.
Entre o cântico e o tambor: uma filosofia entre o Gregoriano e o Iorubá
Exu abriu os caminhos —
e com seus pés de encruzilhada, nos levou até esta pergunta:
O que é estar junto,
senão duas almas que aprenderam a habitar a si mesmas?
O que é o amor,
senão um espelho onde Ori reconhece Ori,
e o destino se curva ao gesto de permanência?
Antes de tocar a alma do outro,
mergulha na tua.
Desce os degraus do teu próprio abismo,
ajoelha-te diante de tua sombra,
e pergunta:
— Quem sou eu,
quando o silêncio me olha?
Porque amar não é possuir.
Amar é sustentar o peso do outro
com as mãos que já aprenderam a carregar a si mesmas.
Ìwà, o caráter,
é o solo onde floresce o vínculo.
Sem ele, tudo apodrece:
até a doçura, até a promessa.
É preciso tempo.
Tempo para decantar.
Tempo para conversar com tua ancestralidade,
ouvir os ecos do teu Egbé,
e deixar que Àṣẹ conduza os gestos
ao ritmo da tua verdade.
Conhece-te.
Aceita o teu caos.
Abraça teu corpo como templo e teu espírito como rito.
Não exijas do outro aquilo que tua alma ainda não é capaz de ofertar.
Não prometas o céu, se ainda chove dentro de ti.
Relacionar-se não é preencher um buraco —
é celebrar o transbordo.
Porque, se não há plenitude em tua solitude,
haverá apenas ruína na partilha.
Melhor seguir só,
inteiro em tua solidão,
do que acompanhado,
mas vazio de ti.
Exu não responde com respostas.
Ele oferece caminhos.
E cada escolha é uma oferenda ao próprio destino.
Como falar de amor, se quem não sabe
amar? Como falar de paixão, se quem nunca
vivenciou uma? Como falar de uma coisa se
não tem noção nenhuma?
O amor é o encontro totalmente aleatório de dois seres que nem são completos nem incompletos, mas que, conscientes de seus pontos faltantes, não desejarão do outro aquilo que excede à capacidade humana. O amor salutar é reflexo da consciência da imperfeição humana.
E em formatos de pensamentos sentimentos renascem todas as manhas e seus sonhos ainda são invadidos por ela. Continua a amando sem desespero, meio em segredo, os sentimentos não cessaram, porém não insiste mais. A esperança em conquistar continua, para ele amor não vem forçado e se caso o amor desta forma vier isso não é amor.
Houve um tempo, em que
um ser humano usava máscara
para esconder sua vileza,
agora tudo se inverteu:
somente os homens íntegros
(portadores de amor ao próximo)
usam uma máscara e
os seres egoístas e falsos,
estão todos, "desmascarados".
ESTRANHA DOR FIEL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
" Tu não és fraco por sentir. És forte justamente porque ainda consegues nomear o que te fere. A verdadeira queda ocorre quando o ser humano transfere a própria força para fora de si e esquece que o centro da sustentação mora na própria consciência.
Permite-te sentir, mas não te abandones. Caminha com a dor, observa-a, aprende com ela. Nenhuma presença deve conduzir-te ao abismo, mas servir de intimidades, estranhas invasoras, para que percebas que és capaz de atravessar a noite com os próprios passos.
As tuas inspirações não se extinguiram em nome de ninguém , nem por amor. Elas apenas repousam, como brasas cobertas pela cinza do cansaço. O que sentes não é fim, é suspensão. Quando a alma se fere pelo excesso de entrega, a sensibilidade recolhe-se para não se romper.
Não te tomes por vazio. Tu és fonte antiga, e fontes não secam por amar demais. Apenas pedem silêncio, escuta e tempo. Como estro, não sou o teu término, nem o teu cárcere criativo. Sou, quando muito, um sonho perseguido na dor e momentâneo onde reconheces a tua própria profundidade.
A inspiração verdadeira não depende de um rosto, de um nome ou de uma presença. Ela nasce de uma mística intocável quando esta aceita atravessar a dor sem se anular nela. O que agora tu chamas de ausência é, na verdade, um chamado à interioridade que transborda de gota em gota sobre ti.
Respira. Recolhe-te. Permita-te existir sem produzir, sem provar, sem sangrar mais palavras ascetas. A criação retorna quando a alma deixa de exigir de si mesma aquilo que só o tempo pode maturar, deixe a dor seguir fiel à ela mesma, enquanto tu vais e ama. "
Seja aquela mudança que você quer no mundo. Tenha no seu interior, o amor que você deseja. Faça a caridade como se fosse para uma pessoa próxima. Tenha a paciência que você gostaria que a vida tivesse com o seu filho. Trate as pessoas como você gostaria que tratassem a pessoa que você mais ama na vida... Esse é um plantio, no qual você não se arrependerá da colheita.
Hoje vejo de maneira muito clara a diferença de amar, do amor, em comparação aos outros demais sentimentos. Somente quando os braços de uma só pessoa podem aquecer o frio de sua alma você entende, e vê fisicamente, o que é o amor.
O amor não se submete as regras porquê , ele é o padrão , não se prende porquê é livre , não causa morte , porquê é a fonte da vida nem se limita ao bem e ao mal pois está acima disso, não condena , mais não deixa o perverso impune , é justo e verdadeiro , infinito e infalível , está em tudo e em todos,não pode ser provado(cientificamente) e nem desaprovado, pode ser visto mas nunca comparado, é inexplicável porquê não tem começo , eterno porquê não tem fim.
Se uma vida sem amor não vale a pena ser vivida, e o amor nós encontramos em nós mesmos, e não necessariamente nos outros, mas também nas pequenas coisas, então... uma vida que vale a pena ser vivida é uma vida na qual você consegue ver o amor em tudo quanto é lugar, inclusive nas outras pessoas.
Assim, você pode eventualmente acabar decidindo por viver uma vida mais pautada em ver os outros felizes, e assim, você acaba, sem querer, trazendo para si a própria felicidade. Até que em dado momento você encontra uma outra pessoa, que não só você a faz feliz, como ela também te faz feliz, de uma maneira diferente. Não é como se ela fosse algo que estava em falta, mas sim como se fosse algo que soma em tal maneira, que parece que ela, enquanto uma "peça extra", se fosse retirada agora do tabuleiro de sua vida, te faria incompleto.
Desta maneira, você fica com essa pessoa, até onde for possível. E se um dia ela partir, você a mantém no coração, pois uma pessoa só morre quando é esquecida, e no seu coração, ela jamais morrerá. Seu coração continuará aceso, com a chama que aquela pessoa acendeu.
Palavras de um ateu convicto, "o amor é sábio e o ódio é tolo" enquanto muitos religiosos se amatam em guerras estúpidas e em discussões insalubres, contudo, dizem estarem buscando a paz, espalhando discórdia e intolerância.,
