Filosofia
Deus existe? Vamos tirar isso a limpo! 2.0
Antes de tudo, o que é Deus? um conceito;
como tal, deve ser definido: primeiro motor.
Quais seriam as características de Deus?
Onipresença;
Onisciência,
Onipotência.
Definido o que é Deus e dado a ele características, vamos identificá-lo em nossa realidade:
Se Deus está em todo lugar, obviamente sabe tudo, e se sabe tudo, obviamente pode tudo. Então, o que é Deus? O que, em nossa existência, seria descrita perfeitamente pelas características dadas a Deus? A natureza.
Veja bem, o que existe além da natureza, sendo que a mesma é tudo que existe? Toda partícula, onda, foton, faz parte e compõe o que nós chamamos de natureza. Até mesmo os buracos negros (mesmo que não saibamos exatamente o que há em seu centro).
Energia não pode ser criada e nem destruída: a energia pode apenas transformar-se de um tipo a outro(s).
Outro ponto que vale uma ênfase: de onde veio a ideia de criação?
Nós não temos uma experiência concreta, nem qualquer tipo de conhecimento sobre a origem de qualquer coisa do 0, temos apenas experiências de transformações, términos e inícios de fases, ciclos. Não há e nem nunca houve uma experiência humana que justificasse e que desse valor a este questionamento.
Um conceito sem embasamento na existência, não pode ser usado para explicar a mesma.
Não se pode observar A, descrever-lhe, e achar que a mesma descrição será válida para B.
Inteligência é a capacidade que os seres vivos têm de perceber o meio em que estão inseridos, é a capacidade de observação.
Consciência é a soma de todos os processos cerebrais;
Personalidade é a forma como esses processos acontecem.
Não existem múltiplas inteligências, assim como definiu Gardner, mas claro, tudo depende de como se define a inteligência.
Quanto maior a capacidade de observação de um indivíduo, maior a sua inteligência.
E o mundo segue, segue a girar num movimento intrépido em diretriz a não direção. Com rota programada desprogramando a cada translado a vida do desafinado.
É preciso o véu lacerar, e da vida não só o fel saborear. Um desfrute que se finda no viver, nascendo a real existência que exala a essência do que habita ao mais intimo sentir que a sua alma pode permitir.
E nas quimeras do meu pensar defini a tal texto criar, na peraltice de enigmar a ideia de quem nele ecoar, para subitamente dizer que o viver nasce dentro ao próximo morrer, e que morrendo se rompe o exoesqueleto que te faz renascer.
A risível contradição da vida acontece quando você pensa que as coisas não vão piorar elas pioram, e quando você pensa que as coisas não vão melhorar elas acabam melhorando.
É preciso escolher melhor quem anda do nosso lado. Este mundo é um mundo cruel, nem todos aqueles que estão do nosso lado realmente estão do nosso lado, por vezes nós estamos apenas carregando abutres e não sabemos.
Por mais belo que possa ser o seu canto, é sempre mais aprazível ouvir a voz de quem por você é amado.
É impreterível experimentar para entender, compreender com o corpo, vivenciar para dizer qualquer coisa, antes de mais nada. Tornar-se quem se é, implica coligir traquejos, jazer numa verdadeira tarimba — É constituir-se de um exército de soldados, narrativas afundas, no intento de transgredir. Travar guerra contra si, dentre os anseios e devaneios, tal e qual, deixar de ser e passar a ser outra coisa ao mesmo tempo, é terrivelmente prazeroso. Mas também é uma tragédia. Um processo que ordena atenção, prudência e esquecimento. Dado que, logo após hastear castelos, conventos e catedrais, nos sobram tão somente ruínas, despojos de vitrais, um vazio existencial, vácuo puro. Por que não inventar um novo jeito de empreender a vida? Que seja então infinitamente mais bonita, desprendida de matéria, outrossim, repleta de éter.
Considerado “Normal”, enquanto disparate, nessas sociedades, é todo aquele que, a fim de levar vantagem em tudo, a fim de manter-se no poder, a fim de dominar o outro, a fim de se sair vencedor a qualquer preço, utiliza-se da emoção racionalmente, ou seja, da “hipocrisia e/ou da arte racional da dissimulação” para alcançar seus objetivos, sejam eles quais forem”.
Um ser educado de fato (autônomo intelectualmente) é aquele que tem desenvolvidas em si as consciências críticas de si e de mundo, sendo capaz de construir a sua própria personalidade ou identidade, já que ELE está por construir-se; já que não se nasce ético ou moral, mas aprende-se a sê-los, seja de maneira heterônoma (autômata) ou autônoma (emancipada).
O ser homem, diferentemente de todos os outros seres, pode alcançar o seu alvo, realizar-se de fato enquanto homem (ser racional), tanto quanto pode ser qualquer outra coisa; tanto quanto pode ter em si qualquer outra condição inautêntica, desumanizada, animalizada, alienada etc.
A condição potencial para transgredir é, nessas sociedades, o que qualifica hierarquicamente o grau de poder do indivíduo no aspecto macro e nas pequenas relações sociais cotidianas. Quem não tem condição potencial para transgredir sem ser punido, nesse sentido, não é visto como “cidadão”, como detentor de direitos, mas somente como escravo dos deveres.
Tendamos a Deus e religuemos nossas almas a ele somente - o que é, como dizem, o sentido original da palavra "religião" - e abstenhamo-nos de toda superstição.
O pêndulo da vida não para, entre ida e volta o equilíbrio se faz, num ciclo infinito no qual os sábios balançam sem aflição.
Equilíbrio elementar
O Fogo, que aquece, ilumina e uni os seres com sua aura de encanto e poder, é o mesmo que queima e transforma em cinzas tudo que se submeta a ele, e mesmo assim o respeitamos e adoramos.
A Água, fluida, cheia de vida, nada pode ser mais essencial, parte maior de tudo que vive, é a mesma que inunda, invade e dissolve tudo sobre o efeito do tempo, mesmo assim, não há erro em seu curso. Todo desvio, força, movimento ou paralisia nos são naturais e sagrados.
O Vento, por vezes fresco sobre o despertar da manhã, morno a luz do meio dia, cheiroso e manso ao alvorecer, gélido em madrugadas vazias, é o mesmo que devasta sem piedade tudo e qualquer coisa que se coloque a sua frente em um dia de fúria, e mesmo assim, toda vez que nos toca a pele nos faz sentir vivos e únicos.
A Terra, essa que nos sustenta, equilibra e acolhe. Forte como braços de mãe, garantindo segurança e provendo sustento, transformando semente em alimento, suportando nosso peso e morada, é a mesma que soterra, enterra e transforma tudo pó, e mesmo assim, terra amada.
O Ser-humano, esse que ama, cuida e cria, o que procria, governa e reina, ser que pensa, decide e faz, é o mesmo que odeia, abandona e mata, o que domina e extermina, ser que enlouquece, se perde de deixa de ser humano.
O Equilíbrio, ponto central entre dois polos opostos, morada da harmonia, eixo de sustentação, fiel da balança, é o mesmo que pende e desaba sobre o que pesa em predomínio.
Fogueira e incêndio
Chuva e tempestade
Brisa e furação
Montanha e avalanche
O pêndulo da vida não para, entre ida e volta o equilíbrio se faz, num ciclo infinito no qual os sábios balançam sem aflição.
