Filhos que Perderam seu Pai
Saudade. Muita!
Do seu beijo voluntário,
do seu acordar precoce na manhã,
saudade de você me seguir,
e de chorar quando não podia ir,
de ter sua presença até no banheiro,
dos banhos de mangueira,
dos banhos de chuva,
de saber que minha luta era recompensada com um simples carinho,
do seu olhar profundo,
da pequena cadeirinha da bicicleta,
que rodava nas ruas em busca de itens para o almoço,
do seu abraço gostoso,
da saudade que você tinha,
de suas pequenas palavras ingênuas que me confortava,
e da real certeza de nossa unidade...
"A grama do vizinho é mais verde".
É uma definição precisa do ser humano que, sempre procura aquilo que não tem, com a ambição de possuir o máximo possível.
Quando me encontro sem respostas sobre a lógica da vida, simplesmente agradeço a Deus pelo tesouro que me foi confiado meus filhos.
Prefiro seu oi sem dia e sem pretensão... sem datas marcadas ,o oi da verdadeira saudade ,dispenso mensagens protocolares de final de ano ,aniversario, e dia dos Pais, frias como um frenesi que começa em um segundo e termina em outro...
A vida poderia me dar a oportunidade de voltar ao tempo...mesmo que tivesse que enfrentar as mesmas tempestades...
Mãe pode ser de todas as formas, independente de sexo ou idade. Mãe é aquela que abre os braços e acolhe o filho, pois eles são as âncoras da vida.
Uma criança sempre será uma benção, somente para aqueles que entenderam o real significado da palavra futuro.
Eu, tu, Deus e nossos piás.
No rancho mateando e proseando,
Fortalecendo o nosso amar.
No galpão o cusco e o baio
estão a nos esperar,
Querem juntos pelo campo andar
E a nossa companhia poder desfrutar.
Pois sabem eles que amor e união assim tão sincera
No mundo hoje é difícil de se encontrar.
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
PRETO, SOMBRA E SEMENTE
Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem...
Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro...
Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...
ALÉM DA CONTA
Lindo desejo um dia surgiu
Lançado no espaço transformou o vazio
O que era esperança virou emoção
Caminhos distintos navegando no mundo
Mergulho profundo tesouro no mar
Oh quão bom encontrar sentido na vida
Família unida lastreada no amor
É grande o fervor, energia imensa
A gente nem pensa e virou realidade
Fraterna amizade - fermento divino
Menina menino - Marttina e Afonso
Que vem e não passam causando alvoroço
É a mãe é o pai - embalando seus sonhos
Regando as sementes prum mundo melhor
Entre passo e tropeço o importante é andar
O caminho é eterno e não tem mais fim
Dignidade e respeito valores maiores
Batem forte no peito empurrando o destino
Amor e Justiça sejam o norte
Não importa o mais forte e sim a essência
Valores forjados que o dinheiro não compra
Família feliz é o mais lindo que conta!
PIJAMA REAL
Afinal o que é riqueza?
Tanta insônia pela grana?
Traz coroa à realeza
Paz dos filhos de pijama.
Um papel muito relevante
que muitos não conseguem desempenhar,
que não se limita ao sangue
e que muito vezes é desempenhado
por aqueles que nem deveriam,
mas que conquistaram
dedicando tempo e amor,
fazem questão de se fazerem presentes,
são tratados como heróis
por seus filhos,
preocupados com eles,
perdem o sono,
suportam as agonias do trabalho,
alguns conciliam com os afazeres domésticos,
agiram e agem com máximo
possível de maestria,
estes são os pais de fato
que criam com zelo,
mesmo que já exerçam outros papéis
ou que nem sejam os biológicos,
assim, merecem todo o respeito
e são guerreiros valiosos.
Existem genitores que são uma verdadeira vergonha à classe de pais. A mísera pensão que dão, às vezes, não servem nem para ajudar no décimo dos alimentos de primeira necessidade, quiçá comprar algo diferente que alegre os próprios filhos, sem dizer da atenção merecida por eles para que seja garantida uma educação de boa estrutura no sentido de princípios e exemplos... e como sempre deixam a carga sobre os ombros da mãe, que além de ser a provedora, faz todos os papéis de maior responsabilidade, o que a sobrecarrega e não permite que viva como mulher, da qual possa se olhar e se sentir como um ser que precisa também ser notado, cuidado e compreendido em seus momentos mais frágeis dessa vida. Enquanto houver injustiças das quais as histórias e as leis forem contadas e feitas por homens, nada mudará esse triste cenário.
Apenas três letras, uma única palavra mas também possui algumas formas carinhosas de ser chamado, tem grande importância, muitos significados, é uma bênção esplêndida quando de fato se faz presente, sua presença é muito relevante, segurança incomparável, proteção a todo instante, sabe ser abrigo, cúmplice, amigo, está disposto a certos sacrifícios, muitas vezes o seu bem estar chegar a ficar em segundo plano
Pode ser biológico, entretanto, não precisa ser só de sangue, pode vir a ser do coração ou um papel desempenhado por quem precisou ou foi escolhido felizmente para desempenhá-lo entre muitos ensinamentos, momentos de diversão, de tristezas, de contentamentos gratidão, sendo um herói, base de encorajamento, um pouco de palhaço, amoroso, severo se necessário, atencioso, um grande exemplo.
Elemento principal de muitas memórias inestimáveis, aquelas do começo, as construídas durente e quiçá, nas futuras ou outrora no passado inesquecível que não volta, porém, hoje perdura em parte do seu reflexo, demonstrando falhas e acertos, participando de muitas vitórias, um dos frutos da bondade grandiosa do Senhor, amor paterno que transborda, que não tem preço, cheio de vitalidade, zelo e responsabilidades.
Atribuições e alegrias de um pai de verdade de acordo com a vontade do Senhor que o faz sentir uma rara felicidade e ficar profusamente agradecido ao ver a continuidade da sua existência nas vivências do seu filho, da sua filha ou dos seus filhos, das suas filhas, vendo de perto ou à distância com a sensação de dever cumprido, a bonança bem vinda após as tempestades, recompensa incrível de muita profundidade.
Dia das Mães –
Um Amor Que Já Existia
Morria um pouquinho cada vez que pensava que não poderia ser mãe.
Era como se o mundo perdesse cor, como se algo em mim soubesse que faltava o essencial — mesmo sem nunca ter existido.
E então, um dia, eles chegaram.
E desde então, vivo em espanto.
Ainda não absorvi por completo a emoção de tê-los gerado, de senti-los em meus braços.
É uma mistura insana de sentimentos, uma avalanche que me transborda em silêncio.
Já os amava antes.
Antes de tudo.
Antes da vida, antes da matéria, antes de qualquer forma.
Eles já estavam em mim, no que sou, no que sempre fui.
Sempre fizeram parte da minha história, mesmo quando ainda era só ausência.
Não é sobre genética.
Não é sobre cultura.
É sobre destino.
Eu não lhes dei a vida.
Eles deram a minha.
Hoje entendo: minha vida, sem eles, teria sido como uma casa sem teto.
Sem alma.
Como uma espera que nunca se completa.
Como um vazio que nem os anos, nem as viagens, nem os aplausos conseguem preencher.
Não sei se há explicação.
Talvez nem precise.
Só sei que há um amor tão imenso, tão antigo, que chega a doer de tão bonito.
Sinto-me inteira.
Sinto-me completa.
Não sei se isso basta ao mundo.
Mas a mim, basta.
Dizem que o amor verdadeiro não tem começo.
Que ele sempre esteve ali, quieto, à espreita, esperando o momento de florescer.
Ser mãe é reaprender o mundo.
É pensar antes de falar.
É agir, muitas vezes, antes de entender.
É tornar-se mais humana, mais humilde — talvez até mais próxima de Deus.
É descobrir o que é o tal do amor incondicional.
Porque amamos apesar de — e não por causa de.
E quando alguém vê uma declaração de amor de mãe ou de pai, que não se engane:
o filho não é perfeito.
Perfeito é o amor que sentimos por ele.
Edineurai SaMarSi
Em cada esquina do mundo, encontramos figuras de força e amor incondicional, mas nenhuma se compara à mãe guerreira. Ela, que transforma cada desafio em um degrau, cada lágrima em um aprendizado. Sua capacidade de cuidar e amar transcende o tempo e o espaço, criando laços invisíveis que sustentam o coração de quem se encontra sob suas asas.
''Cada um de nós temos o nosso céu onde brilham estrelas que miramos, e que podem ser: pais, irmãos, filhos, amigos..., importantes como as outras que não são miradas porque a plena luminosidade deste céu acontece com toda constelação''.
