Filhos Martha Medeiros
“Supremo onipotente...cuida da minh`alma, cura meu coração, purifica minha mente.
Jamais deixe ou permita que as abominações venha sucumbir tua filha. Toma-me em teus braços eternos de amor e me conduz ao caminho da vida eterna.”
—By Coelhinha
Saudade. Muita!
Do seu beijo voluntário,
do seu acordar precoce na manhã,
saudade de você me seguir,
e de chorar quando não podia ir,
de ter sua presença até no banheiro,
dos banhos de mangueira,
dos banhos de chuva,
de saber que minha luta era recompensada com um simples carinho,
do seu olhar profundo,
da pequena cadeirinha da bicicleta,
que rodava nas ruas em busca de itens para o almoço,
do seu abraço gostoso,
da saudade que você tinha,
de suas pequenas palavras ingênuas que me confortava,
e da real certeza de nossa unidade...
"A grama do vizinho é mais verde".
É uma definição precisa do ser humano que, sempre procura aquilo que não tem, com a ambição de possuir o máximo possível.
Quando me encontro sem respostas sobre a lógica da vida, simplesmente agradeço a Deus pelo tesouro que me foi confiado meus filhos.
Pai e Mãe, Desejo e Sina - Nada Romântico!
Enquanto houver a visão distorcida com a real situação das responsabilidades dos filhos, não só financeira, haverá mães sobrecarregadas e pais curtindo a vida sem qualquer dificuldade ou remorso!
A quem cabe a correção dessa prática?
Se não for possível a igualdade das responsabilidades pelos pais, que seja então aplicado ao omisso a obrigação financeira para dar a outra parte condições para a criação do filho.
É necessário que "a mãe" entenda que ela não fez o filho sozinha, e parar de romantizar toda a problemática.
O pai criando filhos sozinhos é 'pai herói e lindo', já a mãe é nada mais que obrigação.
Prefiro seu oi sem dia e sem pretensão... sem datas marcadas ,o oi da verdadeira saudade ,dispenso mensagens protocolares de final de ano ,aniversario, e dia dos Pais, frias como um frenesi que começa em um segundo e termina em outro...
A vida poderia me dar a oportunidade de voltar ao tempo...mesmo que tivesse que enfrentar as mesmas tempestades...
Mãe pode ser de todas as formas, independente de sexo ou idade. Mãe é aquela que abre os braços e acolhe o filho, pois eles são as âncoras da vida.
Uma criança sempre será uma benção, somente para aqueles que entenderam o real significado da palavra futuro.
Eu, tu, Deus e nossos piás.
No rancho mateando e proseando,
Fortalecendo o nosso amar.
No galpão o cusco e o baio
estão a nos esperar,
Querem juntos pelo campo andar
E a nossa companhia poder desfrutar.
Pois sabem eles que amor e união assim tão sincera
No mundo hoje é difícil de se encontrar.
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
PRETO, SOMBRA E SEMENTE
Irmão, teu apelido é uma cor que carregas como cicatriz e estigma. Teus passos, arrastados no asfalto quente de promessas quebradas, desenham um caminho de fuga. Os entorpecentes são teus únicos abrigos. Esquece essas casas de papelão que o vento leva e reconstrói um novo lar, mesmo que com mãos trêmulas. Erras como quem cai no mesmo buraco e não tenta mudar. Os anos passam, mas tu permaneces parado no mesmo cruzamento, vendendo tempo em troca de minutos de esquecimento. Teus filhos e parentes, esses fantasmas de teu sangue, ainda te esperam na soleira da memória, com olhos que não aprenderam a odiar. Eles são espelhos quebrados onde teu rosto se reflete em fragmentos e ainda assim sorriem (escondendo a dor profunda) quando te veem...
Enganas os outros como enganas a fome, com migalhas de histórias requentadas. Os de sangue próximo já não choram por ti; apenas observam de longe, como se assistissem a um incêndio lento. Não vês que te transformaste em tua própria lápide ambulante? O chão que te acolhe é frio e fedido, mas é o único que não te pede explicações. A chuva te lava e tu a bebes como se fosse redenção, mas nunca tenta saciar tua sede de paz. Irmão, ouves os gritos da tua própria carne? Ela clama por um último gesto de dignidade, por um instante em que não sintas vergonha de existir. A ajuda está lá, à tua frente, mas exige que estendes a mão. E tu, acostumado com tão pouco, esqueceste como se pede socorro...
Eu ainda insisto em acreditar em ti, irmão. Não por ingenuidade, mas porque conheço o brilho que há por trás desses olhos embaçados. Deus, ou seja lá o que nomeamos como esperança, não desistiu de ti. Ele está no pão que comes quando há, no teto que não tens, nos de sangue que clamam por ti. Volta não como herói, mas como sobrevivente. Para de trocar tua vida por êxtases momentâneos. O chão que pisas pode ser o mesmo, mas tu podes ser diferente. Irmão, tu és semente sob o concreto. Não deixes que te definam pela podridão que te cerca. Germina. Todos ainda acreditam em ti. Tenta voltar, percorrer um novo caminho...
"O esposo e pai, deve sempre defender a sua família e, se necessário for, com os mesmos instintos de um leão."
Anderson Silva
ALÉM DA CONTA
Lindo desejo um dia surgiu
Lançado no espaço transformou o vazio
O que era esperança virou emoção
Caminhos distintos navegando no mundo
Mergulho profundo tesouro no mar
Oh quão bom encontrar sentido na vida
Família unida lastreada no amor
É grande o fervor, energia imensa
A gente nem pensa e virou realidade
Fraterna amizade - fermento divino
Menina menino - Marttina e Afonso
Que vem e não passam causando alvoroço
É a mãe é o pai - embalando seus sonhos
Regando as sementes prum mundo melhor
Entre passo e tropeço o importante é andar
O caminho é eterno e não tem mais fim
Dignidade e respeito valores maiores
Batem forte no peito empurrando o destino
Amor e Justiça sejam o norte
Não importa o mais forte e sim a essência
Valores forjados que o dinheiro não compra
Família feliz é o mais lindo que conta!
PIJAMA REAL
Afinal o que é riqueza?
Tanta insônia pela grana?
Traz coroa à realeza
Paz dos filhos de pijama.
Pai, um tipo de amor que pouco se fala a respeito, porém, não deixa de ser muito importante e quando se faz presente de verdade, pode ser as primeiras palavras de uma criança, a razão de um sorriso de felicidade, o primeiro amor de uma filha, a visão de um porto seguro, primeiro herói de um filho, o referencial certamente positivo de um mundo.
Ele que passa muita confiança ao segurar a mão nos primeiros passos, mostra seu lado sério se precisa, engraçado nas horas vagas, o mesmo que já ficou noites em claro, às vezes, por causa de choros e outras preocupados em manter o seu lar, em ser e proporcionar o melhor, sem nunca deixar de lutar e de demonstrar o seu amor.
Sendo atuante, é o principal amigo em algumas brincadeiras da infância, o protetor e a palavra dura em certos momentos, o seu conselheiro na vida adulta, o exemplo de um dedicar verdadeiro, cujo zelo só aumenta e perdura, não se apaga com o passar do tempo, fortalece durante suas perdas, encoraja no decorrer de suas lutas e ainda longe, estará perto.
Claro que a figura paterna não é perfeita, todavia, é indispensável, que nem sempre é de sangue, também pode ser do coração, até existe a mãe que necessita de assumir esta cargo tão relevante, de qualquer forma, pai é um amor insubstituível, aquele que ama, que protege, que cria com bastante dedicação entre certas tristezas e muitas alegrias, onde há o lamento, mas prevalece a gratidão.
Um papel muito relevante
que muitos não conseguem desempenhar,
que não se limita ao sangue
e que muito vezes é desempenhado
por aqueles que nem deveriam,
mas que conquistaram
dedicando tempo e amor,
fazem questão de se fazerem presentes,
são tratados como heróis
por seus filhos,
preocupados com eles,
perdem o sono,
suportam as agonias do trabalho,
alguns conciliam com os afazeres domésticos,
agiram e agem com máximo
possível de maestria,
estes são os pais de fato
que criam com zelo,
mesmo que já exerçam outros papéis
ou que nem sejam os biológicos,
assim, merecem todo o respeito
e são guerreiros valiosos.
Existem genitores que são uma verdadeira vergonha à classe de pais. A mísera pensão que dão, às vezes, não servem nem para ajudar no décimo dos alimentos de primeira necessidade, quiçá comprar algo diferente que alegre os próprios filhos, sem dizer da atenção merecida por eles para que seja garantida uma educação de boa estrutura no sentido de princípios e exemplos... e como sempre deixam a carga sobre os ombros da mãe, que além de ser a provedora, faz todos os papéis de maior responsabilidade, o que a sobrecarrega e não permite que viva como mulher, da qual possa se olhar e se sentir como um ser que precisa também ser notado, cuidado e compreendido em seus momentos mais frágeis dessa vida. Enquanto houver injustiças das quais as histórias e as leis forem contadas e feitas por homens, nada mudará esse triste cenário.
